Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

Para 2010...

Harrison Ford parece querer experimentar um verdadeiro comeback. Depois de anos fora dos ecrãs o actor apanhou-lhe o gosto e já tem a agenda preenchida para os próximos dois anos. O seu último projecto confirmado é Morning Glory.

 

Nesta história - ainda sem realizador confirmado - Ford dá vida a um veterano e prestigiado jornalista que é convidado pelo seu canal a ajudar a ressuscitar um programa de tertulia das manhãs que tem vindo a perder drasticamente audiencia. O jornalista aceita relutante e acaba por descubrir uma nova visão do meio televisivo à medida que vai trabalhando com a sua nova equipa, onde pontifica a jovem Rachel McAdams.

 

Por outro lado quem também terá direito a comeback em 2010 é a dupla de assassinos Bonny e Clyde. Depois de terem sido levados ao grande ecrã em 1967 pela dupla Warren Beatty e Faye Dunaway a famosa dupla será agora encarnada, numa nova versão, pelos jovens actores Kevin Zegers e Hilary Duff. O filme não será um remake do clássico de Arthur Penn e sim um revisitar da lenda à volta de dois dos nomes mais procurados da história do crime nos Estados Unidos.

 

A direcção do projecto que terá como titulo The Story of Bonny and Clyde está a cargo de Tonya S. Holly.

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Autor Miguel Lourenço Pereira às 23:34
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Começa produção de Tintin com novidades

Oficialmente a produção da adaptação do heroi de Herge ao grande ecrã já começou.

 

O filme que tem por titulo The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn será realizado por Steven Spielberg e produzido por Peter Jackson e tem data prevista de estreia para a Primavera de 2011.

 

O argumento parte da base dos dois primeiros livros de Hergé, O Segredo do Unicornio e Rackham, O Terrivel. Com as filmagens a terem inicio desvelaram-se igualmente os nomes que faltavam no elenco.

 

Jamie Bell dará vida ao reporter enquanto que o seu companheiro em Defiance, o britanico Daniel Craig, será o Capitão Rackham, o vilão desta primeira incursão.

 

Andy Serkis (famoso pelas sua criação de Gollum) será o Capitão Haddock, Toby Jones o professor Tournesol e ainda a dupla Simon Pegg e Nick Frost como Dupond e Dupont são nomes também já confirmados.

 

O filme está a cargo da productora Paramount.

 

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Autor Miguel Lourenço Pereira às 12:28
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Revolutionary Road - Rua dos Sonhos Desfeitos

 O sonho americano ao contrário. Desfeito. Destroçado em mil estilhaços que rasgam a monótona vida numa rua dos subúrbios de uma qualquer cidade norte-americana. Uma rua onde cada sonho se desfaz paulatinamente. Onde o betão recém-colocado, os jardins cuidados ao detalhe e os sorrisos falsos e podres destroem os sonhos daqueles que um dia sonharam em viver. Uma rua onde a desgraça não é a morte. É o progressivo definhar do dia a dia. Uma rua por onde todos já passamos e onde a maioria do Mundo vive mesmo sem se dar conta.

 
Revolutionary Road é um caminho rumo ao abismo da existência humana. O insuportável vazio da vida dos nossos dias é retratado aqui com uma crueza impiedosa. Todos os sonhos são pisados até não restar nem vislumbre de ilusão. Todos os sorrisos rasgam os rostos e transformam-se em expressões de horror e dor. O filme é, mais do que um tratado sobre o falhanço do American Dream (e o European Dream e todos os Dreams urbanos do século XX). É uma profunda análise da impotência do Ser Humano face à implacável passagem do tempo e o consequente fim de cada uma das ilusões que foi acalentando ao longo da vida.E é nessa teia da aranha onde caem os Wheeler, um jovem casal que sonhava em devorar o Mundo, que acreditava ser diferente. Mas que termina os dias entre o vazio de um prisão grande demais para soar acolhedora e um ritual de tédio exasperante ao máximo para cumprir um sonho antigo.  Frank sabe o que não quer – ser igual ao pai e tornar-se, também ele, uma formiga obreira num mundo inexpressivo e sem alma. April sabe bem o que quer, fugir desta prisão castradora que lhe destroçou cada um dos seus sonhos mais puros. Os dois conheceram-se quando ainda podiam dar-se ao luxo de pensar que iriam ser felizes. E agora vivem sob o espectro da frustração constante. E quando a April se lhe ocorre uma última oportunidade para viver, a Frank entra-lhe o pavor da incerteza e o casal dá as mãos para caminhar brutalmente para o fim de qualquer esperança.
 
O poder da mensagem de Revolutionary Road radica na importância que traduz na relação de um casal – para todos visto como exemplar – as marcas que vai deixando o dia a dia. Maternidades não desejadas, ilusões quebradas, amizades forçadas e trabalhos monótonos, tudo o que pauta o dia a dia de tantas famílias, tanto hoje como então naquela América dos 50, onde muitos se permitiram sonhar o que poucos acabariam por conseguir viver. Sair da norma mecânica em que se tornou a vida da sociedade ocidental é o primeiro passo rumo à loucura. E é precisamente essa loucura que entra de rompante em Revolutionary Road para deixar, por uma vez, claro, que a vida é impiedosa com aqueles que querem ser algo mais que simples peões. A sanidade torna-se em loucura, a vida perde pontos para o poder espectral da morte e a crueza do real asfixia a pureza do ilusório. Em cada momento salta-nos à cabeça a desértica rua onde vivem os Wheeler, que de ponte para uma vida melhor e livre se transforma no vazio de toda a sua existência. A rua que Frank percorre no final será o seu fim como Ser Humano. Porque viver e existir são claramente dois conceitos bem distintos.
 
A magia do filme radica em dois pilares fundamentais, daqueles que são capazes de fazer com que um bom filme se transforme numa obra inesquecível. Por um lado o trabalho de esteta de um homem com uma visão para lá do habitual, capaz de compreender que para dar profundidade ao conteúdo é preciso tem em atenção à forma. Sam Mendes nunca deixa nada ao acaso. Cada plano é filmado com uma naturalidade abrumadora, uma beleza desesperante. Aquele recanto do Mundo tão angustiante é traduzido de forma onirica, provando que até os sonhos podem enganar. O trabalho de acompanhamento sonoro, como sempre na sua obra, é fundamental para pautar o ritmo e é, acima de tudo, esse olhar profundamente analítico que consagra Mendes como o artesão capaz de arrancar as mais profundas dúvidas do interior mais escondido da alma humana.
 
Como American Beauty e principalmente, como Jarhead, em Revolutionary Road o ritmo é pausado o suficiente para que nada seja deixado ao acaso. Mas sem nunca perder o dinamismo necessário para transformar o conto de fadas de um jovem casal numa descida ao mais profundo dos Infernos. E como se sabe não são muitos aqueles que possuem a coragem e o know-how para empreender essa viagem. Mas se há algo consensual em Revolutionary Road é que temos, frente a frente, não o casalinho que encantou o público dos anos 90 em Titanic, mas dois dos mais geniais actores da actualidade. A carnalidade de Kate Winslet, no papel mais devastador até à data na sua já brilhante filmografia, é avassaladora. Winslet é mais do que uma grande actriz, em Revolutionary Road é uma alma errante à procura do rumo, uma borboleta presa num copo de vidro que contempla o Mundo lá fora mas que não consegue sair. E que entende, a cada segundo que passa, o quão fútil e limitada é a sua existência. Winslet apaixona pela sua pureza da mesma forma que Leonardo Di Caprio – cada vez mais homem, cada vez mais actor – repulsa pela sua fraqueza. Mas uma falsa fraqueza, atenção. Frank é só culpado de não conseguir ver para além das circunstâncias, de não acreditar que o sonho comanda a vida. Resignado a ser apenas, um pouco mais do que a geração que o antecedeu, Frank não consegue encontrar forças para dar o salto. E com isso cai também ele, lentamente, nesse buraco. Do lado de fora, qual espectador, há um extraordinário Michael Shannon, o espectro de razão no meio de tanta loucura, o louco irremediável no centro de um mundo exageradamente lúcido.
 
Complicado é olhar para Revolutionary Road e ver a crueldade que pauta cada uma das suas sequências. Apesar de se desenrolar há cinquenta anos, consegue ser mais actual que American Beauty. Num ano marcado pelo optimismo do "yes we can" de Obama, parece que poucos se lembram de que o dia a dia poucos conseguem captar a profundidade da mensagem de Mendes. Capta a essência do desespero da massa anónima de hoje. Dos que já se deram conta de que, também eles, correm o risco de nunca saltarem a vedação. E dos que ainda andam adormecidos, acreditando que Paris está ao virar da esquina. Ou, pelo menos, que há algo para lá daquela eterna viagem de comboio ou do silencio de um lar corrompido da pureza de quem sonhou um dia em ser feliz.  

  

Classificação -

 

Realizador - Sam Mendes

Elenco - Kate Winslet, Leonardo Di Caprio, Michael Shannon

Productora - DreamWorks

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Autor Miguel Lourenço Pereira às 03:48
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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Push consagra-se nas bodas de prata de Sundance

No ano de Obama e do ressuscitar da América Negra, o Festival de Sundance juntou-se à festa e atribuiu o Grande Prémio do Juri na secção de Filme Dramático Americano a Push: Based on the novel by Saphire.

 

O filme gira à volta de Precious Jones, uma adolescente negra, grávida pela segunda vez, portadora do virus do HIV e obesa do Harleem que procura conseguir descobrir qual é o seu verdadeiro lugar no Mundo ao mesmo tempo que tem de viver com a constante violencia doméstica a que é sujeita por um pai amargado e uma mãe deficiente.

 

O filme dirigido por Lee Daniels foi premiado também na categoria de Melhor Actriz, com o prémio a recair na humorista Mo`Nique que dá corpo à mãe da jovem Precious e recebeu ainda o prémio do Público para filmes norte-americanos.

 

Quem também saiu coroado da 25 edição do festival de cinema independente mais famoso do Mundo foi Sin Nombre que coroou como Melhor Realizador a Cary Joji Fukunaga e Melhor Director de Fotografia a Adriano Goldman. O filme é um retrato cru sobre a fuga de mexicanos para os Estados Unidos através da longa fronteira que une e separa os dois países.

 

Ainda no que diz respeito ao cinema norte-americano, mas agora em vertente documental, os prémios foram para We Live in Public (Prémio do Juri), The Cove (Prémio do Público) e El General (prémio a Melhor Realizadora para Natalia Almada).

 

Relativamente ao World Cinema que tem categoria própria, o grande vencedor do ano foi La Nana, um filme chileno sobre a luta entre a classe operária e os altos cargos financeiros, um olhar retrospectivo a um país ainda fortemente marcado pelos anos de governo de Pinochet. O filme venceu o Prémio do Juri enquanto que o britanico An Education, adaptação de um romance de Nick Hornby, conquistou o prémio do Público além de ter sido o filme que recebeu maior maquia por parte de um grande estúdio para a sua distribuição em 2009. Outro dos ganhadores foi Five Minutes of Heaven que triunfou nas categorias de Realização (Olivier Hirschbiegel) e Argumento (Guy Hibbert). 

 

Na secção de Documentário o prémio foi para Rough Anties, segundo o Juri, e segundo o Público, para Havana Making.   

 

O festival, que cumpriu este ano as suas bodas de prata, foi considerado pela organização com um "regresso às origens". Não saiu um titulo com a força de Little Miss Sunshine, Sideways ou Frozen River, como sucedeu nas últimas edições e o valor de transações entre as pequenas productoras e as grandes distribuidoras também esteve muito por debaixo do habitual. No entanto o palmarés e as criticas mostraram uma clara diversificação de propostas com particular incidencia para o cinema de minorias que continua a ser pedra de toque do festival.

 

Entre os filmes não premiados mais falados durante os dez dias de Festival, o destaque vai para Adam, I Love You Philip Morris ou Louis-Michel.

 

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Autor Miguel Lourenço Pereira às 11:55
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Streep, Penn, Winslet e Ledger triunfam no SAG

Venceram os nomes mais esperados mas como as contas estão trocadas este ano o SAG parece contar muito menos do que o habitual.

 

Sean Penn, Meryl Streep, Heath Ledger e Kate Winslet foram os vencedores da noite, junto com o filme Slumdog Millionaire que surpreendeu ao arrecador o prémio a melhor Elenco do ano, superando o favorito Doubt, e confirmando, uma vez mais, que é o grande favorito do ano onde quer que se olhe.

 

Penn triunfou diante de Mickey Rourke (ele que tinha perdido o SAG em 2003 para Johnny Depp), e sumou mais um ponto na sua particular luta pela estatueta dourada. Nomeados estavam igualmente Richardo Jenkins, Brad Pitt e Frank Langella.

 

Na categoria principal feminina Meryl Streep provou estar à frente de Anne Hathaway - claramente a perder gás - mas como não concorreu com a sua rival directa - que venceu na categoria de secundária - daqui poucas conclusões se podem verdadeiramente tirar.

 

Ledger continua a sua caminhada póstuma rumo à glória enquanto que Kate Winslet triunfou como Melhor Actriz Secundária por um papel onde vai competir como principal nos Oscares. Penelope Cruz não ganhou, mas tem via livre para repetir o triunfo espanhol do ano passado.

 

Slumdog Millionaire foi a verdadeira surpresa. Doubt tinha os seus quatro actores nomeados, Slumdog só tinha um. Mas o sucesso do filme é tal que venceu o prémio a Melhor Elenco do Ano, confirmando todo o seu favoritismo.

 

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Autor Miguel Lourenço Pereira às 09:34
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Domingo, 25 de Janeiro de 2009

Apresentado cartaz oficial dos Oscares

A menos de um mês para a cerimónia, a Academia de Hollywood apresentou o poster oficial desta 81 edição dos Oscares.

 

Sob o lema "The Biggest Movie Event of the Year", a Academia e a ABC - a cadeia de televisão que emite a cerimónia - vão tentar neste mês dar inicio a uma campanha de marketing que provoque o aumento das audiências, que tem vindo a baixar ano após ano. A ausência de The Dark Knight das principais categorias - o filme mais visto em todo o ano - não ajuda desde já a reverter a tendência e muitos antecipam já para o dia 22 de Fevereiro a cerimónia menos vista da história dos prémios da Academia.

 

Para atrair o público femino a Academia prescindiu do habitual apresentador-comediante e será o actor Hugh Jackman a servir como mestre de cerimónias. Mais um indicador para aqueles que criticam cada vez mais os Oscares de ser uma festa privada para os membros da Academia e não o grande prémio cinematográfico do ano voltado para o público que o celebrizou no passado.

 

 

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Autor Miguel Lourenço Pereira às 15:24
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Slumdog Millionaire triunfa no PGA

Continuando a caminhada rumo á glória!

 

Slumdog Millionaire juntou mais um prémio ao seu historial, triunfando ontem á noite na entrega dos prémios Producers Guild.

 

O filme de Danny Boyle venceu na categoria de Melhor Filme, superando os seus quatro principais rivais ao Óscar e ainda The Dark Knight, que foi substituido por The Reader nos prémios da Academia.

 

Numa semana polémica para o filme - pelas manifestações na India contra a imagem de pobreza divulgada pelo filme e pelos protestos das associações feministas que exigem que a co-realizadora do filme seja incluida na nomeação ao Óscar junto com Boyle - esta vitória volta a reforçar o sucesso actual do filme.

 

Nas restantes categorias, vitórias esperadas e confirmadas de WALL-E como Melhor Filme de Animação e Man On Wire na categoria de Documentário.

 

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Autor Miguel Lourenço Pereira às 15:20
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Sábado, 24 de Janeiro de 2009

Up!

Depois do sucesso esmagador de WALL-E (nomeado para um recorde de seis Óscares para um filme de animação), a Pixar prepara já o lançamento do seu sucessor.

 

Up! tem estreia agendada para o próximo dia 29 de Maio nos Estados Unidos. A Pixar aproveitou o efeito pós-nomeações do seu grande sucesso, para lançar o primeiro poster oficial do filme. O trailer será divulgado no intervalo do Super Bowl, o maior evento desportivo nos Estados Unidos.

 

O filme conta a história de um reformado e o seu cão que parte numa volta ao Mundo num balão. Com ele vai também um jovem escuteiro capaz de levar o homem a viver uma segunda juventude enquanto plana pelos céus do Mundo.

 

A direcção é de Bob Peterson, argumentista de Ratatouille e Monster Inc, e Peter Docter, que já dirigiu Monster Inc e esteve por detrás do sucesso de Toy Story.

 

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Autor Miguel Lourenço Pereira às 13:16
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