Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010

Estreias - Geração Oprah

Desde que foi recomendado no programa diário da apresentadora Oprah Winfrey, o sucesso de Eat, Pray, Love livro abriu as portas à inevitável adaptação cinematográfica como sucede com qualquer best-seller do momento. O filme segue a tendência do livro, manual existencial para a geração yuppie que se senta a ouvir as palavras da sua guru e acredita ter atingido o cume da felicidade.

Reciclada Julia Roberts - actriz que nunca o foi em grandeza mas que nunca perdeu o condão da popularidade - depois de um hiato longo com pontuais aparições que mal se fizeram notar, o filme dirigido com simplicidade (talvez em excesso) por Ryan Murphy, está para os existencialistas de Oprah como Sex and the City está para as fashion-victims das grandes urbes. Um guia existencial para colocar em prática sob pena de sentir-se vazio em comparação com a mulher sentada ao lado. Eat, Pray, Love não é um filme feminino nem muito menos uma história feminista mas é claramente um projecto com um público alvo determinado: as mulheres, donas-de-casa sem aflições económicas ou empresárias, filhas da geração yuppie, a quem o dinheiro só já não chega. Tem de vir acompanhado por algo. Substancial, existencial. Digno.

 

Essa vergonha do êxito e do dinheiro tem marcado a literatura light norte-americana e o pensamento dos talk-shows da tarde. Com ele chega um público ávido de mensagens positivas. Como a protagonista desta história, uma mulher norte-americana que deixa tudo para trás (incluindo um divórcio inesperado) para procurar as três coisas que dão cor à vida: Comer, Rezar e Amar. Passa da bella Italia à mistica India e acaba com um amante latino (essa fantasia da América Branca feminina) na paradisíaca Bali. Javier Bardem surge nessa etapa a completar um elenco de nomes iluestres onde se destacam James Franco, Viola Davis, Richard Jenkins ou Billy Crudup.

 

Um filme com reviews compreensívelmente baixas que não deixa de espelhar a facilidade em que Hollywood embarca hoje em dia em projectos inspirados pela "hype" do momento sem entender que há sempre uma tecla que não funciona perfeitamente. Eat, Pray, Love entra nesta categoria e passe, sem honra nem glória, pelo ano cinematográfico.

 

Esta semana estreiam ainda:

 

António Ferreira regressa com mais uma aventura comercial com Embargo, comédia existencial centrada na vida de uma personagem embargada com a própria vida. Um empregado de uma roullote com um sonho (e um plano) acaba preso no seu automóvel em plena crise do petróleo, incapaz de por a andar a sua nova empresa e com tempo suficiente para analisar os porquês da sua vida ter entrado numa espiral negativa sem fim aparente. Filipe Costa, Cláudia Carvalho, Pedro Diogo, Fernando TabordaJosé Raposo dão forma ao elenco do projecto.

A tortuosa relação entre o IRA e o Reino Unido continua a dar pano para mangas à medida que se vão conhecendo várias histórias que marcaram os anos de tensas relações entre ingleses e irlandeses. 50 Dead Men Walking segue a viagem encoberta de um agente policial inglês treinado para infiltrar-se e sobreviver dentro da organização terrorista irlandesa nos quentes anos 80. Dirigido por Kari Skogland o filme conta com Ben Kingsley, Jim Sturgess, Kevin Zegers Rose McGowan.

Se há um filão que não se esgota em Hollywood é, sem dúvida, o da paródia dos grandes êxitos de bilheteira. Começou com as sagas de terror adolescente e segue, ano após ano, repetindo fórmula, actores, productores e paradiados. Vampires Suck é a última adesão à causa, desta feita num exercicio de paródia ao universo Twilight com um toque musical com wannabes de Lady Gaga ou dos Black Eyes Peas a entrar em cena. Jason FriedbergAaron Seltzer dirigem, Matt Lanter, Chris Riggi Ken Jeong protagonizam.

Lasse Hallstrom dirige o remake do sucesso japonês Hachiko, história da relação de amizade entre um cão e um professor universitário relatada em flashback. Hachi é um cão enviado com destinatário mas que se perde pelo caminho e encontra em Parker, um professor que passava por acaso na estação onde se encontrou Hachi, um amigo inseparável. Um amigo para a eternidade. Richard Gere e Joan Allen protagonizam um dos dramas mais belos do ano cinematográfico.

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Autor Miguel Lourenço Pereira às 14:02
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Curtis, o bon-vivant que queria ter brilhado mais alto

Josephine está deitada na banheira, completamente coberta por água. Daphne e Sugar entram pelo quarto dentro, eufóricas. Daphne sorri, suspeita que a sua companheira está tramada. Mas não está. Entram no quarto de banho e encontram a saxofonista relaxada. Daphne já não sirr, Sugar está eufórica, parte e deixa as duas colegas de quarto sós. Josephine levanta-se, ainda vestida de marinheiro. De Shell Oil Jr. Mas fala como Joe, o espertinho de Chicago. Daphne/Gerry não acredita. Nós também não.

Tony Curtis foi o elo de ligação perfeito que Billy Wilder desenrascou em Some Like it Hot, sério candidato a obra máxima da história cinematográfica. O seu ar de galã contrastava perfeitamente com o histrionismo psicótico do genial Jack Lemmon (elevado ao quadrado no ano seguinte em The Apartment) e com o ar desengonçado e oferecido da diva Marilyn Monroe. Foi o ponto mais alto de uma carreira que sempre prometeu mais do que cumpriu. Era a sua época dourada, a de estrela máxima de Hollywood. Casado com a sedutora e altamente requisitada Janet Leigh (o primeiro de seis casamentos), o actor que dizia que beijar Marilyn equivalia a beijar um cinzeiro, estava no topo. Nunca mais lá voltou. Sempre quis vencer um Óscar e ser respeitado mas acabou visto mais como bon-vivant.

 

A morte de mais um dos grandes nomes do cinema clássico abre portas a uma viagem no tempo que nos permite revisitar as distintas etapas na vida de um homem que sempre gostou mais da vida do que da representação. Não foi um abnegado como Lemmon, esse working man único, mas tinha um dom especial. No mesmo ano de Some Like it Hot, 1959, foi nomeado ao Óscar de Melhor Actor pelo seu papel espantoso em The Defiant Ones, onde emparelhado com Sidney Poitier, enceta uma fuga histórica. Já tinha dado sinais de vida anos antes ao lado de outro gigante, Burt Lancaster, no cínico Sweet Smell of Sucess. Desde 1995, numa breve passagem por The Imortals, que vivia longe do cinema. Pequenos papeis pontuais sem grande destaque. Pertenceu a uma geração que sabia que era necessário retirar-se no topo em lugar de definhar em projectos pequenos sem fim. Preferiu a pintora e passou a ser figura de referência no meio nova-iorquino. Sem grandes alardes, com a sua habitual tranquilidade.

 

Filho do Bronx sempre gostou de utilizar esse ar matreiro de rua. Mas em Hollywood destacou-se mais pelos gestos de galã, moreno de olhos claro, rival perfeito para a vaga de Brandos, Newmans e Dean que foram emergindo com o passar dos anos. Precisou de sete anos de pequenos papeis (incluindo Winchester 73, esse clássico tão esquecido) para finalmente encontrar o caminho para o sucesso. Depois veio The Midnight Story, The Vikings (ao lado do amigo Kirk Douglas com quem repetiria em Spartacus) e o ano da consagração com três filmes de primeira, os dois já citados e Operation Petticoat. Arrancou os anos 60 ao lado de Kubrick e em The Great Impostor e The Outsider. Mas depois de Goodbye Charlie não voltou a ser o mesmo. Estavamos em meados dos 60, a droga e o alcool já tinham destruido o seu primeiro e mediático casamento (ficou a filha Jamie Lee Curtis como recordação) e depois de falhados come-backs, Tony Curtis caiu na dura realidade. A sua era tinha passado. Hoje, 85 anos depois de ter nascido, a sua vida também chegou ao final. Com a tranquilidade de um artista que sempre procurou ver-se reflectido nas estrelas. 

 


Autor Miguel Lourenço Pereira às 12:18
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Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010

Crowe e Haggis ao quadrado

Russell Crowe e Paul Haggis preparam-se para mergulhar numa dose dupla de projectos.

 

Prestes a estrearem The Next Three Days, um thriller de suspense, o actor neo-zelandês e o cineasta norte-americano estão em conversações para repetirem a parceria na adaptação ao grande ecrã de The Equalizer.

 

Inspirado na série homónima que fez sucesso na televisão americana de meados da década de 80, The Equalizer segue as aventuras nocturnas de um vigilante, ex-agente secreto, que confrontado com a elevada criminalidade em Nova Iorque decide fazer justiça pelas próprias mãos.

 

O filme será produzido a partir de 2011 pela MGM depois do actor terminar as gravações de The Man With the Iron Fist, filme de kung-fu coordenado pelo grupo musical RZA.

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Autor Miguel Lourenço Pereira às 10:39
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Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010

Poster e trailer de Hereafter

A forma demoníaca de Clint Eastwood garante que, pelo menos uma vez ao ano, uma viagem ao cinema pode tornar-se numa experiência única. Marca da casa. Hereafter, a nova aposta do cineasta a partir do guião de Peter Morgan, promete manter o padrão de qualidade elevado.

Um filme sobre a morte e o que vem depois, num exercício de contemplação que só alguém que está em paz com a Vida...e com a Morte, é capaz de desenhar de uma forma tão súbtil e sóbria, sem cair em sentimentalismos fáceis ou surrealismos repletos de interrogações. Hereafter não responde mas também não pergunta. Experimenta.

 

Matt Damon, Cécile de France e George McLaren protagonizam esta história de três pessoas, sem nenhuma relação uma com a outra, que experienciam uma relação muito próxima com o que vem depois da morte. Procuram respostas, fugas, escapar a medos, e acabam por ser reunir de forma inevitável e quase catártica.

 

O filme estreia no próximo mês de Outubro nos Estados Unidos e foram agora divulgados o poster e trailer oficial do filme produzido pela Warner Bros. 

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Autor Miguel Lourenço Pereira às 10:53
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Sábado, 25 de Setembro de 2010

Streep e Nichols em terapia

Mike Nichols e Meryl Streep vão voltar a trabalhar juntos depois de Silkwood e Heartburn.

 

O realizador vai dirigir Great Hope Springs, inspirado no guião original de Vanessa Taylor, que se centra na relação destructiva de um casal de meia idade que caminha a passos largos para um doloroso divórcio depois de duas décadas de vida em comum. Para salvar a relação ambos decidem acudir a um terapeuta que terá a dificil missão de redescubrir no ódio que o marido e mulher nutrem um pelo outro a chama do amor que fez arrancar a relação.

 

Meryl Streep será a protagonista de um filme que durante largos meses teve Jeff Bridges no elenco. O actor, recém-oscarizado pelo seu desempenho em Crazy Heart, abandonou o projecto e será substituido por James Gandolfini, actor da série The Sopranos que ainda não conseguiu establecer-se no grande ecrã. Como terapeuta do casal o cineasta poderá contar com Philip Seymour-Hoffman.

 

O projecto será rodado em Nova Iorque na próxima Primavera a tempo de ser estreado no final de 2011. 

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Autor Miguel Lourenço Pereira às 15:46
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Quinta-feira, 23 de Setembro de 2010

Weisz e Meirelles falam de sexo

É um dos projectos mais ousados da curta filmografia de Fernando Meirelles. E conta com uma protagonista à altura.

 

Rachel Weisz aceitou ser a cabeça de cartaz do vasto elenco que dará cor e forma às várias histórias de encontros sexuais proibidos em 360, o novo filme do brasileiro Fernando Meirelles. O cineasta brasileiro adaptará a polemica peça austríaca Reigen, onde se discute abertamente várias histórias onde o tema central são as relações sexuais proibidas, tabus e entre classes sociais distintas. A peça original estreou-se em Viena em 1900 e já foi adaptada em 1950 ao cinema em França.

 

O elenco do filme contará com várias figuras internacionais, incluindo actores brasileiro, ingleses e norte-americanos, protagonistas das diversas histórias que se cruzam sempre com o sexo como elo comum.

 

A rodagem do projecto, anunciado este Verão, não deverá arrancar até ao inicio do próximo ano baseando-se num argumento escrito por Peter Morgan, o guionista mais em voga do momento.

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Autor Miguel Lourenço Pereira às 15:21
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Terça-feira, 21 de Setembro de 2010

Jack Ryan ressuscitado

Depois do relativo fracasso que foi The Sum of All Fears as aventuras do agente especial Jack Ryan ficaram congeladas. Até agora.

 

A Paramount, productora da saga pretende ressuscitar o analista da CIA criado por Tom Clancy recuperando os principios da saga quando Ryan ainda é um funcionário em Wall Street, depois da sua passagem breve pelos marines, e está longe de imaginar que acabará por pertencer ao centro de inteligência mais sofisticado dos EUA. O seu patrão envia-o para Moscovo numa viagem de negócios e aí o futuro agente torna-se alvo de uma conspiração com o objectivo claro de destroçar o sistema financeiro norte-americano.

 

O filme será escrito por Anthony Peckham e protagonizado por Chris Pine, uma das mais chamativas revelações do sucesso comercial que restaurou a saga Star Trek. O actor sucede a Ben Affleck, Harrison Ford e Alec Baldwin, os actores que deram vida inicialmente ao agente especial.

 

O filme será dirigido por Jack Bender, especializado em dirigir séries televisivas como Lost, Alias e The Sopranos. A rodagem está prevista para o próximo ano com data de estreia agendada para o Verão de 2012.

 

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Autor Miguel Lourenço Pereira às 15:26
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Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010

Estreias - Portugal Marginal

O cinema português precisa do risco como do pão para a boca. Farto de repetir as velhas fórmulas do Bem e do Mal, do artistico e do comercial, o cinema em Portugal mergulha para procurar ar em projectos que teiam em contrariar a tendência auto-destructiva de décadas e décadas de erros acumulados. Marginais é um desses mergulhos.

Hugo Diogo decidiu filmar as pessoas em vez de congelar o espaço. Centrou-se na relação desses "marginais" da rotina quotidiana que dão a contra-luz a uma cidade mergulhada no seu pequeno mundo. Uma história que se desmultiplica e se volta a cruzar num remoinho inevitável de coincidências de desfecho imprevísivel mas potencialmente fatal.

 

Há uma mulher que quer seguir em frente com a sua vida mas que tem de lidar com um pai que vê nela a continuação da mulher falecida e com uma filha abandonada por tudo e todos à sua sorte. Há também o namorado, o rapaz que acha que a vida deve ser vivida com a tranquilidade de um lar, um trabalho estável e uma familia mas que sofre o acosso da sombra do seu irmão, um marginal em toda a acepção do termo que não perdoa ao irmão a culpa de ter causado a morte da sua mãe. A cruzar-se na passadeira desta vida entre bandos, um jovem músico amargurado com a vida que procura trazer um pouco de harmonia ao caos geral.

 

José Fidalgo, Patrícia AndréInês Guimarães protagonizam este drama social de recorte luso onde a acção perde ritmo e ganha em intensidade e em que o incesto, o crime, a culpa e a perda da inocência reflectem o lodo que pisam os protagonistas de uma vida bem real.

 

Esta semana estreiam igualmente nas salas portuguesas:

 

Um olhar muito pessoal e profundo sobre a triste realidade urbana que decepa o coração da capital portuguesa (e não só) é a imagem que acompanha a viagem de Marta Pessoa, autora do documentário Lisboa Domiciliária. Um retrato da vida de idosos, pensionistas, toxicodependentes, gente abandonada pelos seus, que se esconde do rebuliço urbano por detrás de paredes que escondem a crueza com que ainda se vive nos dias de hoje.

Die Papstin marca o regresso a um dos mitos mais profundos da história da igreja Católica, o da "Papisa Joana". Dirigido por Sonke Wortmann e protagonizado por Johanna Wokalek, o filme mergulha na vida de Joan Anglicus, um estudioso erudito da Alta Idade Média que acabou por ascender no seio da Igreja Católica até chegar ao cume da caminhada: o Papado. No entanto, dois anos depois, foi apedrejado até à morte quando se descubriu o seu mais obscuro segredo: Joan era, na realidade, uma mulher.

Alle Anderen foi uma das revelações locais no último Festival de Berlim e apesar de ter passado ao largo dos prémios finais, deixou bom saber de boca. Gitti e Chris são um jovem casal em crise que decide partir para umas férias de reconciliação onde aprenderão, a pouco e pouco, a conhecer-se um pouco melhor, paranóias e sonhos incluidos. Dirigido por Maren Ade o filme é protagonizado por Birgit Minichmayr e Lars Eidinger.

Em grande forma, apesar do cancro recentemente diagnosticado, Michael Douglas destacou no final do ano passado com um regresso oportuno ao registo de comédia em Solitary Man. História de um homem de meia idade em crise existencial que se perde entre adolescentes, negócios falhados e uma série de dúvidas que o fazem questionar sobre se os caminhos que decidiu tomar ao largo da sua vida realmente fizeram sentido. Brian Koppelman dirige um filme que conta ainda com Susan Sarandon, Danny de Vitto, Mary Louise Parker e Jessie Eisenberg.

Jennifer Anniston continua a sua campanha ao titulo de nova rainha da comédia ligeira norte-americana com The Switch, filme dirigido por uma dupla, Josh Gordon e Will Speck, e co-protagonizado por Jason Bateman. A história de uma mulher a entrar rapidamente na meia idade e incapaz de conseguir um compromisso que lhe permita ser mãe ganha contornos quase reais com a vida da própria actriz que, inclusive, já confirmou que pensou em adoptar a mesma postura que Kessie, a personagem que interpreta no filme: recorrer à inseminação artificial com uma inesperada ajuda do mais improvável dos doadores.

 

Nova aventura de Milla Jovovich ao leme de Resident Evil, dirigido por Paul W. S. Anderson, e com Wentworth Miller e Ali Larter como coadjuvantes nesta enésima incursão ao universo pós-apocaliptico de um dos mais celebres videojogos da história.

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Autor Miguel Lourenço Pereira às 09:51
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