Épicos emocionais, aventuras inesperadas, vidas de filme e histórias de um amor impossível. Há sempre lugar para os mais variados feitos. Este ano, pela primeira vez em muitos anos, é impossível determinar favoritos entre os muitos candidatos. Mas há filmes que vão tomando a linha da frente.





Neste momento o favorito indiscutível parece ser Slumdog Millionaire. As coisas mudam rapidamente, e uma série negativa pode ser suficiente para atirar com o filme de Boyle para fora dos nomeados, mas a sensação é de que, até Janeiro, este é o alvo a abater. Uma tocante história de amor e luta por um objectivo aparentemente impossível fazem com que seja o filme feel-good do ano.
Atrás está The Curious Case of Benjamin Button, uma curiosa história baseada num relato de F. Scott Fitzegerald sobre um homem que nasce velho e começa rapidamente a rejuvenescer. Um filme sombrio e seco que se torna numa epopeia de sentimentos à medida que vamos descobrindo a Benjamin Button e aos seus mais bem guardados sentimentos. Um filme que até ao momento parece consensual e que se torna rapidamente num forte candidato.
Milk é a biografia que Gus van Sant procurou fazer sobre a vida do primeiro politico assumidamente homossexual da história dos Estados Unidos. E se van Sant passou toda a sua carreira a filmar personagens gays, é normal que a sua consagração mainstream venha com um filme sobre um dos seus primeiros ícones. A crítica aplaudiu, especialmente graças ao elenco, e é provável que isso seja suficiente para filme ser nomeado. Mas a sua base de apoio não é tão sólida como seria de esperar, e a prova foi a razia nos Globos de Ouro.
Frost/Nixon é o filme mais convencional dos potenciais nomeáveis. Inspirado numa bem sucedida peça de teatro do East End londrino, o filme segue as polémicas entrevistas de Richard Nixon a um famoso jornalista britânico, em Londres nos anos 70. Um duelo de actores realizado com a habitual sobriedade de Ron Howard. O seu carácter puramente mainstream pode ser uma faca de dois gumes. Num ano complexo tanto pode ser uma nomeação garantido como pode acabar por ser ostracizado por ser demasiado normal.
Continuamos a acreditar que há lugar para The Dark Knight. O filme de Christopher Nolan é o melhor filme de 2008, sem lugar a dúvidas, e muitos continuam a pensar o mesmo. Mas a Academia é um velho osso duro de roer para o cinema comercial inspirado em comics e uma nomeação poderia ser algo complexo de aceitar, especialmente por parte dos membros mais veteranos. O filme tem todas as condições de conseguir a nomeação, resta saber se o conseguirá. A não se realizar, seria uma das maiores injustiças da década.
ALTERNATIVAS
Clint Eastwood voltou a mostrar todo o seu potencial e as criticas continuam a elogiar Gran Torino como um dos seus filmes mais tocantes. Resta saber se ainda há tempo para entrar em força na corrida pela estatueta principal. E também qual seria o filme a cair no seu lugar. No entanto nunca se deve subestimar o ultimo grande dos clássicos.
Wall-E é uma obra-prima indiscutível e provavelmente o mais apaixonante filme animado de sempre. Dito isso o mesmo que se disse a The Dark Knight se aplica ao filme da Pixar. Será complicado rever o que se passou com The Beautiful and the Beast e ver um filme animado nomeado ao prémio de Melhor Filme. Seria uma nomeação mais do que justa e a campanha da Disney pode ajudar. A vitória nos LAFC foi um importante precedente, que nem o próprio The Dark Knight conseguiu, mas as suas hipóteses são diminutas. Até ver…
Era um dos grandes favoritos há uns meses e foi-se desvanecendo. Ressuscitou com os Globos de Ouro mas parece ser complicado a Revolutionary Road afirmar-se num ano tão exigente. O filme de Sam Mendes é bom, a critica já o avaliou, mas parece não ser bom o suficiente para despertar paixões.
Doubt é um filme de actores e no final do dia pode terminar apenas como isso. Um filme com nomeações cirúrgicas. Mas tal é o peso da comunidade de actores na Academia que não se pode descartar a hipótese do filme encontrar o seu lugar nos cinco finalistas. Resta saber se tem força suficiente para lutar até ao final.
O filme indie do ano, Rachel Is Getting Married, seria nomeado num qualquer ano mais “habitual”. Mas com tantas surpresas pelo meio, a verdade é que o filme de Jonathan Demme foi perdendo gás e agora parece cada vez mais complicado vê-lo entre o lote dos nomeados.
. Por uma definição justa d...
. Oscarwatch - Melhor Filme...
. Oscarwatch - Melhor Argum...
. Oscarwatch - Melhor Actor...
. Oscarwatch - Melhor Actri...
. cinema
. estreias
. mitos
. noticias
. opinião
. oscares
. premios
. reviews
. rostos
. trailers