São dois dos mais populares actores britanicos da actualidade mas este é o primeiro filme que os junta.
O irlandês Colin Farrell e a inglesa Keira Knightley vão trabalhar ás ordens de William Monahan (autor do argumento de The Departed) que se estreia na realização com London Boulevard.
O filme conta a história de um criminoso de pouco nome que depois de sair da prisão consegue emprego como guarda-costas de uma jovem e famosa actriz. Entre os dois vai-se criando uma intensa cumplicidade que culmina numa série de episódios que voltam a despertar no jovem marginal os seus instintos mais primários.
O filme tem estreia agendada para o próximo ano.

Na ressaca das nomeações que surpreenderam os mais optimistas e que se limitaram a seguir a tradição da Academia, para os mais realistas, há alguns pontos interessantes a ter em consideração para a última etapa à corrida das estatuetas douradas.
- The Curious Case of Benjamin Button é o 11 filme a receber um total de 13 nomeações. Desses outros dez filmes, sete venceram o Óscar de Melhor Filme e só tres (Mary Poppins, Who`s Affraid Virginia Wolf? e The Lord of the Rings - The Fellowship of the Ring) falharam o assalto à principal estatueta. Para mais TCCBB provou ter um forte apoio em todos os grémios, em particular junto dos actores onde conseguiu duas nomeações contra zero do seu principal rival.
- Apesar das 10 nomeações, Slumdog Millionaire não conseguiu eleger nenhum dos seus actores. Um mau precedente para o filme favorito já que é muito raro encontram um ganhador do Óscar de Melhor Filme sem qualquer actor entre os nomeados. Especialmente se falamos dum filme com tantas nomeações. Aconteceu apenas por seis vezes com The Return of the King, The Last Emperor, Around the World in 80 Days, An American in Paris, The Greatest Show on Earth e All Quiet on the Western Front.
- Kate Winslet não conseguiu imitar o feito de nomes como Sigourney Weaver, Jessica Lange ou Teresa Wright e conseguir uma dupla nomeação. A Academia decidiu nomea-la apenas por The Reader, e como principal, ignorando todas as vitórias que teve por esse papel ao largo dos últimos dois meses como secundária.
- Entre o meio dos actores este ano há estreias. Richard Jenkins, Mickey Rourke, Frank Langella nunca fora nomeados. Anne Hathaway e Melissa Leo também não. O mesmo passa com Michael Shannon e Josh Brolin nos actores secundários e com Taraji P. Henson e Viola Davis nas actrizes de suporte. No meio dos realizador só Ron Howard, Stephen Daldry e Gus van Sant foram nomeados antes. Destes, só Howard tem um Óscar (2001).
- Entre os nomeados há também possibilidades de repetir triunfos. Sean Penn pode conseguir o seu segundo Óscar como Melhor Actor o mesmo que poderá suceder a Meryl Streep, que conseguiu a sua 15 nomeação (um novo recorde). Philip Seymour Hoffman pode juntar o Óscar de Principal ao de Secundário e Marisa Tomei pode repetir o triunfo de há dezassete anos.
- O maior hiato entre as anteriores nomeações vai para Robert Downey Jr. O actor tinha recebido a sua primeira, e até hoje, unica nomeação em 1990 por Chaplin. Dos restantes Pitt foi nomeado como secundário por Twelve Monkeys (1995), Heath Ledger em 2005 por Brokeback Mountain, Amy Adams no mesmo ano por Junebug, Penelope Cruz tinha-o sido por Volver em 2006, e Kate Winslet conta com a sua sexta nomeação em quinze anos, ainda sem qualquer Óscar conquistado.
- Doubt conseguiu o feito de nomear todo o seu elenco principal, mas mesmo assim só conseguiu mais uma nomeação: Melhor Argumento Adaptado.
- Entre os productores de The Reader estão duas das grandes perdas do ano cinematográfico, Sydney Pollack e Anthony Mingella. Razão pela qual, ao ser anunciado o filme, se comunicou que ainda não se conheciam os productores oficiais. Os irmãos Weinstein tratarão de subir ao palco caso o filme triunfe.
- Waltz with Bashir podia ter conseguido o feito de ser duplamente nomeado na categoria de Melhor Filme Animado e Filme de Lingua Estrangeira. Enquanto que continua a ser o favorito nesta categoria, em animação foi superado por Kung Fu Panda.
- Wanted foi a grande surpresa ao conseguir duas nomeações na categoria de Som e Edição Sonora provocando que filmes como Indiana Jones IV e Cloverfield ficassem sem qualquer nomeação. Defiance também teve apenas uma (banda sonora), o mesmo que passou com Australia. Entre os filmes que nem sequer chegaram a receber qualquer nomeação estão Valkyrie, W., Che, Synedoch New York ou Body of Lies.
Num excelente artigo, o jornalista Timothy M. Gray da revista Variety, explica o complicado processo de nomeação, desconhecido do grande público e de muitos dos membros da Academia que votam.
Ao que parece, segundo a análise de Gray, quando um membro envia o seu boletim de voto com cinco nomes, o mais provável é que na contagem final só tenham em conta o primeiro nome na sua lista.
Para os mais interessados aqui ficao artigo.
Depois de saber isto - e de saber a ignorancia que pauta a própria atitude dos membros da Academia - é normal que sucedam coisas como hoje. E como sempre sucederam. Mas o processo não irá ser alterado. Está em vigor desde 1936...e continuará.
That´s Hollywood!
Uma vez mais a Academia provou de que material é feita. E que não vale a pena esperar outra coisa que não um imenso conservadorismo disfarçado do falso liberalismo.
A Academia de Hollywood voltou a dar hoje um tiro no pé e continua a mostrar um claro autismo relativamente ao que se passa fora das mansões de Beverly Hills. Não é novidade, mas também não é todos os anos que os membros da Academia provam ao mundo de uma forma tão categorica de que eles não estão aqui para premiar os melhores. Eles premeiam aqueles que gostam.
E não gostarão o suficiente de The Dark Knight?
Não, pelo menos não o suficiente para ultrapassar todos os preconceitos que se vão confirmando, ano após ano. No final de contas, continuam a preferir os tipicos dramas politicos como Milk ou Frost/Nixon, ou as histórias ligadas directamente ao Holocausto do que premiar projectos realmente inovadores que marcam um passo em frente na história do cinema. WALL-E era um desses projecto. The Dark Knight outro.
Nunca houve dois filmes que tivessem sido excluidos no mesmo ano em que souberam conquistar tanto a critica como o grande público. Os dois maiores sucessos de bilheteira (a nivel nacional e mundial), foram também os dois projectos mais elogiosos pela critica, sempre reacionária a filmes que se portam tão bem junto das massas. Durante os últimos meses vimos TDK e WALL-E recolher prémios atrás de prémios. Mas o fantasma da Academia continuava a pairar sobre eles. E confirmou-se. Os melhores não vão lá estar dia 22. Enquanto o filme da Pixar tem a consolação de ganhar o seu prémio particular, e o de ser um forte candidato na categoria de Melhor Argumento Original (e Tema, já agora), já o filme de Chris Nolan sabe que tem de se contentar com o Óscar póstumo de Heath Ledger (o único que escapou à razia) e meia dúzia de prémios técnicos.
Já houve blockbusters de acção nomeados ao prémio de Melhor Filme infinitamente piores que TDK. E já houve filmes da grandeza (ou superiores) do filme de Nolan que ficaram de fora quando todos tinham previsto uma clara nomeação.
O que vemos hoje, com estas nomeações, é que a Academia continua a caminhar para o abismo do isolacionismo, voltando de novo as costas ao público. Podem colocar o pretenso homem mais sexy do Mundo a apresentar. Contratar as cantoras da moda para actuar. E até nomear o casalinho mais falado do mundo do espectáculo para garantir que todos estão contentes. Mas as nomeações para a 81 edição dos Óscares teima em repetir os pecados de sempre. Os filmes de sempre, as histórias de sempre, os realizadores e actores de sempre...e até os técnicos que sempre estão nomeados, façam o que façam ao largo do ano. Procuram dar ares de inovação, deixando lugar à quota indie (pensamos que era Rachel is Getting Married, afinal era Frozen River) e a filmes supostamente independentes de quem a critica diz algumas palavras bonitas (Slumdog Millionaire). Mas continuam a ser altamente influenciaveis por fortes campanhas de marketing (os irmãos Weinsten não falham e aí está The Reader...quando todos diziam The Wrestler ou Gran Torino), e a uma visão demasiado conservadora do mundo. E do cinema!
O resultado será mais uma noite insoça, sem qualquer emoção, por muito que se diga que há categorias completamente abertas nesta altura do campeonato. Uma meia mentira porque, se houve algo que este dia nos mostrou a Academia de Hollywood, é de que dali poucas novidades podem chegar.
A ausencia de duas obras-primas (e umas quantas mais que eram mais ou menos esperadas) da contemporaneidade cinematográfica provam que Hollywood retrocedeu definitivamente para a idade da pedra. Pelo menos já sabemos agora que na madrugada de dia 22 já podemos todos dormir descansados, sem medo de que, do outro lado do Mundo, esteja a acontecer uma grande injustiça. Com estas nomeações pouparam-nos o trabalho sequer de ficar acordados.
Obrigado Academia, o nosso sono agradece!
"É surreal. Recebi a chamada do Javier Bardem, que está em Espanha, aos gritos e saltos. A verdade é que me levantei ás 5:55 aqui no Utah e olhei para o relógio para ver as nomeações mas ainda não era a hora. Pensei que não tinha sido nomeado porque ninguém me tinha ligado. Esqueci-me que ainda faltava uma hora".
Josh Brolin, nomeado a Melhor Actor Secundário por Milk
"O melhor foi que foi a minha melhor amiga que me ligou de Nova Iorque e estava tão feliz e a chorar. Eu só perguntei o que se passava e só então me apercebi."
Marisa Tomei, nomeada a Melhor Actriz Secundária por The Wrestler
"Não dormi toda a noite. Gritei com o meu marido ao lado e abri uma garrafa de champagne. Quando se é reconhecido assim ficamos contentes porque sentimos que tocamos o coração das pessoas."
Viola Davis, nomeada a Melhor Actriz Secundária por Doubt
"Estava a dormir porque essa é a minha técnica. Só quando liguei o telefone é que descobri que estava nomeado e sabe tão bem como quando foi a primeira vez. É tão bom saber que conseguimos tantas nomeações com um filme que conta uma história tão importante e isto também é um tributo ao trabalho do Harvey"
Gus van Sant, nomeado a Melhor Realizador e Melhor Filme por Milk
"Estou nas nuves, é fabuloso. Conseguimos 6 nomeações, o maior sucesso de sempre da Pixar. Estava num hotel e foi o serviço de quartos quem me avisou. Significa muito para mim."
Andrew Stanton, nomeado a Melhor Filme Animado por WALL-E
A distribuição dos nomeados pelas distintas categorias confirmou o potencial de The Curious Case of Benjamin Button, que lidera com 13. Slumdog Millionaire segue-o de perto com 10 (as tres que os diferenciam são precisamente a dos tres actores que TCBB conseguiu eleger).
The Dark Knight, apesar da ausencia nas principais categorias, alcançou oito nomeações, as mesmas que Milk.
WALL-E segue-os com seis e depois surgem os dramas Doubt, Frost/Nixon e The Reader todos com cinco nomeações.
Aqui tem a lista dos principais filmes nomeados.
13 - The Curious Case of Benjamin Button
10 - Slumdog Millionaire
8 - The Dark Knight, Milk
6 - WALL-E
5 - Doubt, Frost/Nixon, The Reader
3 - Changeling, Revolutionary Road
2 - The Wrestler, Iron Man, Frozen River, The Duchess, Wanted
1 - Tropic Thunder, Rachel is Getting Married, Australia, Hellboy II, Defiance
Ainda é complicado gerir a grande surpresa que foi a exclusão absoluta (salvo Heath Ledger) de The Dark Knight em todas as categorias importantes. Nem Nolan, nem o argumento, nem banda sonora. Nada. Uma omissão incompreensivel face à notória qualidade da obra de Christopher Nolan e um sinal claro de que a Academia continua cega, surda e muda em relação que se passa fora do seu feudo. A história tratará de emendar (uma vez mais) este erro grosseiro.
Kate Winslet provocou a sua própria ausencia. Todos esperavam que conseguisse duas nomeações mas a Academia trocou as voltas a todos, nomeou-a como principal por The Reader (que é o que realmente é) e como está proibido hoje em dia um actor conseguir mais que uma nomeação na mesma categoria (algo que já aconteceu no passado), o seu elogiado papel por Revolutionary Road desapareceu do mapa. Leonardo di Caprio nem se viu na liça. E como ele houve outra série de actores ausentes, mais ou menos esperados. Clint Eastwood não o era, Josh Brolin (W.) e Benicio del Toro (Che), sim.
Outro grande ausente será todo o elenco de Slumdog Millionaire (ao contrário do de Doubt que foi completamente premiado com quatro nomeações), o que não é uma boa perspectiva, já que desde The Return of the King que nenhum filme venceu o Óscar de Melhor Filme sem um actor nomeado. E antes do culminar do sucesso da trilogia, poucos foram os casos que repetiram esse feito.
Ausentes também, mas esses, mais ou menos esperados (que não justos) foram Michael Sheen (Frost/Nixon), James Cromwell (W.), Liev Schreiber e Daniel Craig (Defiance), Kristin Scott-Thomas (Yll Ya Longtemps que Je T´Aime) ou Eddie Marshan (Happy-Go-Lucky) .
E para os mais atentos, Bruce Springstein, que supostamente já tinha a segunda estatueta em casa, nem sequer vai ao Kodak Theater. Nem a jovem Miley Cyrus. A Academia preferiu duas músicas indianas de Slumdog Millionaire. Está tudo dito!
Poucos esperavam algumas das principais surpresas anunciadas por Forest Whitaker e Sid Gaines. Outras tinham o condão de serem o resultado natural de um esperado cara ou cruz que tinha de pender para um lado.
É esse o caso de Sally Hawkins. Venceu a esmagadora maioria dos prémios da critica e arrecadou o Globo de Ouro. Mas não foi suficiente. Foi ultrapassada, neste caso, para uma actriz que é mais estrela do que actriz, mas que já o ano passado tinha ficado às portas da nomeação. Angelina Jolie volta à cerimónia como candidata, um cenário que não sucede desde que triunfou por Girl Interrupted na categoria de Melhor Actriz Secundária.
Quem também ficou surpreendentemente de fora foi Clint Eastwood. Muitos já tinham avisado de que o seu papel não era nada do outro mundo, mas face à sua provecta idade e à noticia que circulou sobre a possibilidade de este ser o seu ultimo papel como actor, criou-se uma corrente que defendia uma ultima homenagem a um dos marcos do cinema norte-americano contemporaneo. Não resultou. Richard Jenkins, um desses actores que conseguem num papel, o desempenho de toda uma vida, ultrapassou Clint.
Michael Shannon foi outra agradavel surpresa. Tinha sido descrito como o elo mais forte de Revolutionary Road. Quando se começou a falar de Dev Patel receber uma nomeação honorifca a Slumdog, o seu nome ficou esquecido. Mal. O grupo de actores provou estar atento e Shannon conseguiu a unica nomeação de relevo para Revolutionary Road.
Stephen Daldry foi o arquitecto da grande surpresa do dia. Nomeado como Realizador, viu o seu polémico filme conseguir um lugar entre os cinco melhores junto também com a sua actriz e o seu argumento. Um feito unico para uma história que perpetua a ideia em Hollywood de que o Holocausto vende...especialmente se está nas mãos dos irmãos Weinstein.
Outra grande surpresa foi a ausencia de Woody Allen e Jenny Lumet. Os dois argumentos originais mais premiados do ano foram postos de lado e deram passo à entrada de Happy-Go-Lucky (unica nomeação do filme de Mike Leigh) e Frozen River, uma autentica surpresa e um forte sinal de que o grupo indie continua bem vivo em Hollywood.
Resta analizar sobre outra perspectiva a ausencia de Waltz with Bashir em melhor filme de animação. O seu caracter documental foi demasiado incovencional (preferiram Kung Fu Panda), mas tornou-se suficiente para conseguir uma nomeação na categoria de Melhor Filme em Lingua Estrangeira.
E claro, depois há The Dark Knight. Mas disso é melhor nem falar!
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