Muito se criticou Danny Boyle. Pelo o ar de fábula que deu a Slumdog Millionaire. E pela falta de realismo face ao que se vivia na India. Na altura os detractores acusaram Boyle de pintar com branco o que é negro. Os seus defensores reclamaram o direito a sonhar. Mas, por vezes, a própria realidade superar a ficção e quem diria que o próprio Boyle poderia testemunhar praticamente na primeira pessoa que há países onde a miséria humana e a falta de valores ainda e lamentavelmente, predomina.
O jornal britanico News of the World destapou em primeira página uma história alucinante, mas apenas e só pelo facto de se tratar de um nome (ou melhor, rosto) mais ou menos familiar. Mais ou menos porque, desde já, limita-se a aparecer em meia hora do filme do ano. A sua vida e futuro parecem muito diferentes ao da actriz que deu corpo à mesma personagem, já mais velha, e que do desconhecido já passou para a ribalta, com contrato para trabalhar com Woody Allen e tudo. Para esta menina o destino é outro, bem mais similar ao de milhões de crianças da sua idade.
A história é simples e já sobejamente conhecida. A jovem actriz Rubina Ali, que no filme Slumdog Millionaire é a primeira em dar corpo a Latika, esteve a ponto de ser vendida pelo seu próprio pai a um xeque árabe por 310 mil euros. O negócio só não se realizou porque o xeque não vinha das arábias, mas era sim um jornalista britanico (terra onde estas tácticas são muito habituais) interessado em desmascarar a crua realidade em que vivem os jovens indianos, com direito a Óscar ou sem ele. O pai já veio desmentir, a criança assinou por baixo (pudera) e a productora do filme já garantiou que tem um fundo para pagar a educação dos jovens actores, mas que não é responsável pela sua educação.
No entanto a pergunta que devia ser feita ao mundo no fundo é só uma: qual é a surpresa?
Num país que se arroga o titulo de potencia emergente (como passa na China, no Brasil, ...) este fenomeno é o pão nosso de cada dia, e pode pasar com uma actriz que, tarde ou cedo ia cair no esquecimento (ainda não tem figura para vender capas de revista como a sua colega), como com um qualquer menino de rua. É essa a India de que fala Slumdog Millionaire. Sempre foi. A batida animada de Jai Ho não esconde o ritual sádico dos jovens cegos. A vitória num concurso milionário não apaga a brutalidade policial. E a vida errante de dois jovens orfãos não elimina o facto de na India, como em tantos países onde os valores de humanidade, como são concebidos no Ocidente, a vida valer, ainda hoje, muito pouco.
Este negócio - e o pai, com toda a lata do mundo culpa a productora do filme por não o ter tirado "daquele meioo" - iria realizar-se, com ou sem fama pelo meio. Não fosse um jornalista ter-se aventurado em antecipar a situação e tarde ou cedo esta iria acabar por passar. Daqui a uns meses, quando voltar ao esquecimento, é provável que nunca mais ouçamos falar de Rubina. Danny Boyle comentou, numa entrevista aquando da passagem do filme pelo festival de Toronto, que a cena que mais o impactou, na sua estadia na India, foi a de ver os jovens cegos a pedir, cantando, e descubrir a origem da sua história. Por isso quis incluir essa sequencia no filme. E quando o jornalista lhe perguntou se tinha dado dinheiro ao jovem que tanto o tocou, Boyle foi claro. "Não dei e dei ordem a toda a equipa para não dar, porque se o soubessem, amanhã haveria mais vinte miudos que hoje podem ver, cegos, no bairro á procura de mais esmola".
Essa é a India de Slumdog Millionaire. Essa é a India real...mais brutal que a própria ficção!

A revista Empire tem a exclusiva das primeiras imagens do novo filme de Peter Jackson. Na edição do vigésimo aniversário da publicação sairá uma reportagem especial sobre o regresso de Jackson, mas a sua edição online disponibilizou a primeira imagem oficial do filme.

Depois de Lost in Translation – o filme que a consagrou como uma das grandes promessas da realização norte-americana – Sofia Coppola vai voltar a ambientar o seu próximo projecto num hotel. Desta feita trata-se do Chateau Marmont, um dos hotéis mais ilustres da história de Los Angeles.

Não há tres sem quatro. A quarta mudança de Fast and the Furious volta a juntar Paul Walker e Vin Diesel, a dupla que popularizou a saga no primeiro filme a explorar ao limite o universo tunning. E se o regresso de Vin Diesel era previsivel para quem ficou até ao fim do terceiro filme, já a volta de Paul Walker significa um ressuscitar sério da saga.

Em Fast and Furious voltamos á formula inicial. Acção a alta velocidade com carros trabalhados ao minimo detalhe e uma história com tons policiais para dar corpo á narrativa. Promete ser um dos grandes sucessos de bilheteira do ano e lança as bases para mais um filme...a quinta mudança.
Esta semana há mais tres estreias.
Um brutal retrato da Inglaterra dos suburbios e da delinquencia juvenil que marca profundamente a sociedade britanica contemporanea. This is England, apresenta-se como um filme assombrosamente realista dirigido por Shane Meadows.

Scott Marshall dirige Blonde Ambition, mais uma comédia romantica protagonizada por Jessica Simpson e Luke Wilson. Uma jovem do Oklahoma chega a Nova Iorque para triunfar na "grande maçã" e conta com uma ajuda muito especial para alcançar os seus objectivos.

Walter Salles e Daniela Thomas co-dirigem este projecto de apaixonados do mundo da bola. Protagonizado por Sandra Corveloni, João Baldassieri e Vinicius de Oliveira protagonizam este história onde quatro irmãos de uma pobre familia de São Paulo fazem de tudo para se tornarem futebolistas e assim ajudar a sua familia.

Foi um dos grandes sucessos do passado festival de Sundance.
Moon, dirigido por Duncan Jones (filho de David Bowie), conta a história de um astronauta que fica isolado na Lua, onde comandava uma missão de investigação. É aí que se encontra com o vazio e as saudades de casa. Depois de tres anos está prestes a voltar a casa quando se deparava com algo inesperado.

Um thriller de ficção cientifica com Sam Rockwell como protagonista e Kevin Spacey numa aparição especial.
A productora do filme - quem o viu em Sundance fala num dos candidatos a surpresa do ano - aposta forte no projecto e lançou esta semana o poster e trailers oficiais.
Ser há filmes que marcaram um antes e um depois na história de cinema, certamente que Star Wars é um deles.
A New Hope, o primeiro filme da dupla trilogia, abriu em 1977 uma nova concepção de cinema comercial, relançou o cinema de ficção cientifica (que o próprio George Lucas tinha começado a ressuscitar com o seu genial primeiro filme, THX 1138) e tornou-se no primeiro marco do cinema com animação por computador (o III episódio, e último da dupla trilogia, teria mil vezes mais efeitos especiais que esta primeira aventura).
Para o sucesso do filme contribuiu a história, os espantosos efeitos especiais, mas também a fantástica abertura conduzida genialmente por John Williams que se tornou numa das imagens de marca, por excelencia, do cinema contemporaneo.
Para ver e rever...
O realizador Gore Verbinski, responsável pela trilogia Pirates of the Caribbean, não será o responsável pelo quarto filme da saga, que começará a ser rodado no próximo ano.
Verbinski abandonou o projecto que o fez mundialmente famoso, preferindo dirigir um novo thriller de ficção-cientifica, Bioshock. O seu novo projecto passa-se na década de 60, quando um piloto de caças norte-americano se despenha no oceano e descobre uma cidade submersa.
Para além deste novo filme, Verbinski dirigirá também nos próximos dois anos uma nova adaptação do jogo de mesa Clue e o filme de animação Rango.
Quanto à quarta aventura de Jack Sparrow e companhia - da qual se espera que seja o ponto de partida para uma nova trilogia - sabe-se que as filmagens começarão no Verão de 2010. Johnny Depp está confirmado mas antes quererá acabar os projectos pendentes que tem, como Rum Diary ou o próximo de Burton, Frankenweenie, onde dará a voz a uma das personagens. Ainda não há confirmação oficial do regresso de Keira Knightley e Orlando Bloom, mas é de esperar que o projecto apenas vá para a frente com a equipa completa.
A estreia está prevista para o Verão de 2011.

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