Como chefe de orquestra de um filme, é habitual que o realizador secunde o filme na nomeação. Uma consagração natural, já que o cineasta é o grande artifice da obra cinematográfica. Todo o trabalho passa pelas suas mãos, da revisão do argumento à direcção de actores, passando pela famigerada sala de edição. No entanto a Academia tem-nos habituado nos últimos anos a guardar um lugar especial (podem ser dois até, em alguns casos) para que cineastas de culto (habitualmente estrangeiros ou “autores” alternativos ou veteranos norte-americanos) possam igualmente ser nomeados, apesar do menor impacto do seu filme. Este ano dificilmente fugirá à regra, até porque há uma série de realizadores de nome que pode conseguir a sua primeira nomeação. Resta saber para onde nos levam as ondas…





Sam Mendes surpreendeu tudo e todos ao chegar, ver e vencer. Estavamos em 1999 e o seu American Beauty não deu hipóteses à concorrencia. Oito anos depois (e com um Road to Perdition malfadado pelo meio), Mendes volta aos dramas urbanos, desta feita com base numa história de Yates e unindo de novo, e pela primeira vez depois de Titanic, a sua mulher Kate Winslet e Leonardo Di Caprio. O filme parece ser bastante consistente e um dos favoritos do ano. O normal é que Mendes esteja no Kodak Theather junto com as suas duas estrelas mais cintilantes.
Bazz Luhrman tem sido visto como um visionário alternativo, capaz de arriscar e muito, quando outros hesitam. Depois de Moulin Rouge e Romeo+Juliet, o cineasta andou afastado da ribalta, procurando apoio para a concretização do seu sonho, um épico sobre a sua terra Natal. Agora que o conseguiu, e que juntou dois dos maiores nomes do cinema “ausie”, Nicole Kidman e Hugh Jackman, as coisas parecem voltar a sorrir-lhe. E se o filme estiver nomeado, dificilmente ele não estará.
Não interessa que tenha ou não um filme nomeado. Clint Eastwood tem practicamente uma vaga garantida. É mais que uma questão de qualidade ou homenagem. O estatuto do cineasta permite-lhe conseguir um apoio maior que qualquer cineasta na corrida. E além do mais, nada exclui que o seu truco na manga, Gran Torino, não possa vir a ser um dos filmes do ano. O provável é que se repita a mesma situação que se verificou em 2006.
David Fincher é um dos pesos pesados do cinema arrojado e de autor que se faz em terras do tio Sam. Assinou obras tão contundentes como Se7en ou Fight Club, mas nunca teve as boas graças da Academia. Este ano o seu The Curious Case of Benjamin Button é, pela primeira vez, levado a sério por todos os sectores de Hollywood. Basta o filme ter o habitual selo de qualidade do cineasta e será dificil evitar ve-lo na noite mágica dos Óscares.
Christopher Nolan está, há alguns anos, a demostrar que é um dos mais espectaculares cineastas no activo. A sua última pérola, The Dark Night, é uma verdadeira obra de arte e fica no ar a ideia de que será dificil encontrar algo melhor ao largo do ano. No entanto, a verdade é que há muitos anti-corpos em Hollywood contra TDK. E isso pode jogar contra si. Mas há um forte sector que acredita que, mesmo que o filme fique fora dos cinco finalistas, o seu trabalho pode ser finalmente recompensado com uma nomeação como Melhor Realizador.
A espreitar a nomeação com fortes possibilidades estão todos os cineastas que conseguiram filmes que podem marcar positivamente o ano. A Academia costuma trocar muitas vezes as voltas ao guião e pode haver nomeados surpresas. Um deles é Danny Boyle, pelo seu Slumdog Millionaire, que tem conseguido uma importante base de apoio, especialmente junto dos membros britanicos. O mesmo se passa com Jonathan Demme, que já é um conhecido destas andanças e a quem não importaria nada voltar ao palco.
Por sua vez não se podem descartar de imediata os nomes mais consagrados de Steven Soderbergh (Che), Gus van Sant (Milk), Oliver Stone (W.) ou Ron Howard (Frost/Nixon). Fica no entanto a ideia que estamos diante de um ano mais atipico onde a surpresa pode vir dos menos consgrados (mas igualmente elogiados) Darren Aranofsky (The Wrestler, premiado em Veneza), Edward Zwick (resta saber se continua a ser olhado de lado) ou John Patrick Shanley (Doubt).
AS APOSTAS
Sam Mendes (
Bazz Lurhmann (
Clint Eastwood (Gran Torino)
David Fincher (The Curious Case of Benjamin Button)
Christopher Nolan (The Dark Knight)
ALTERNATIVAS
Danny Boyle (Slumdog Millionaire)
Gus van Sant (Milk)
Jonathan Demme (Rachel is Getting Married)
John Patrick Shanley (Doubt)
Darren Aranofsky (The Wrestler)
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