No ano de Obama e do ressuscitar da América Negra, o Festival de Sundance juntou-se à festa e atribuiu o Grande Prémio do Juri na secção de Filme Dramático Americano a Push: Based on the novel by Saphire.
O filme gira à volta de Precious Jones, uma adolescente negra, grávida pela segunda vez, portadora do virus do HIV e obesa do Harleem que procura conseguir descobrir qual é o seu verdadeiro lugar no Mundo ao mesmo tempo que tem de viver com a constante violencia doméstica a que é sujeita por um pai amargado e uma mãe deficiente.
O filme dirigido por Lee Daniels foi premiado também na categoria de Melhor Actriz, com o prémio a recair na humorista Mo`Nique que dá corpo à mãe da jovem Precious e recebeu ainda o prémio do Público para filmes norte-americanos.
Quem também saiu coroado da 25 edição do festival de cinema independente mais famoso do Mundo foi Sin Nombre que coroou como Melhor Realizador a Cary Joji Fukunaga e Melhor Director de Fotografia a Adriano Goldman. O filme é um retrato cru sobre a fuga de mexicanos para os Estados Unidos através da longa fronteira que une e separa os dois países.
Ainda no que diz respeito ao cinema norte-americano, mas agora em vertente documental, os prémios foram para We Live in Public (Prémio do Juri), The Cove (Prémio do Público) e El General (prémio a Melhor Realizadora para Natalia Almada).
Relativamente ao World Cinema que tem categoria própria, o grande vencedor do ano foi La Nana, um filme chileno sobre a luta entre a classe operária e os altos cargos financeiros, um olhar retrospectivo a um país ainda fortemente marcado pelos anos de governo de Pinochet. O filme venceu o Prémio do Juri enquanto que o britanico An Education, adaptação de um romance de Nick Hornby, conquistou o prémio do Público além de ter sido o filme que recebeu maior maquia por parte de um grande estúdio para a sua distribuição em 2009. Outro dos ganhadores foi Five Minutes of Heaven que triunfou nas categorias de Realização (Olivier Hirschbiegel) e Argumento (Guy Hibbert).
Na secção de Documentário o prémio foi para Rough Anties, segundo o Juri, e segundo o Público, para Havana Making.
O festival, que cumpriu este ano as suas bodas de prata, foi considerado pela organização com um "regresso às origens". Não saiu um titulo com a força de Little Miss Sunshine, Sideways ou Frozen River, como sucedeu nas últimas edições e o valor de transações entre as pequenas productoras e as grandes distribuidoras também esteve muito por debaixo do habitual. No entanto o palmarés e as criticas mostraram uma clara diversificação de propostas com particular incidencia para o cinema de minorias que continua a ser pedra de toque do festival.
Entre os filmes não premiados mais falados durante os dez dias de Festival, o destaque vai para Adam, I Love You Philip Morris ou Louis-Michel.
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