É com todos os olhos postos na edição do próximo ano – a dos trinta – eis que chega, quase em bicos de pé, a vigésima nona edição do Fantasporto.
Sob o fantasma da grave económica que afecta o Festival, e que quase faz com que a edição de este ano seja um pequeno milagre, a edição deste ano tem menos filmes, menos sessões e menos salas na Invicta apesar de conseguir, pela primeira vez, levar o festival até à própria capital. Não há um verdadeiro pré-Fantas (esta semana decorreu uma série de exibições dedicadas ao tema Cinema e Arquitectura) nem sequer aquele glamour que as últimas edições foram mostrando.
Mas há cinema, e é disso que o Festival realmente se trata.
Há candidatos aos Óscares (The Wrestler) e candidatos falhados (Che, Adam Ressurected), obras de autores de culto (Wenders, Plympton, ), o regresso de antigos ganhadores (Mundruczó, Veit Helmer, Tuskamoto), homenagens a nomes marcados do mundo fantástico (Bava, Buttgereit) e promessas de filmes marcantes de uma edição que, por ter gerado expectativas tão contidas, pode transformar-se numa verdadeira surpresa.
O Festival decorrerá principalmente no Rivoli até ao próximo dia 1 de Março e contará igualmente com a visita de alguns nomes (Wenders, Fonseca e Costa, Buttgereit) que só não são mais porque não há orçamento. Mas a vontade subsiste e durante os próximos dias o Porto voltará a ser a capital europeia – como mínimo – do cinema…e já não só do cinema fantástico como aconteceu há vinte e nove anos, quando uma equipa de idealistas rompeu o status quo e colocou a Invicta no mapa obrigatório dos festivais de cinema.
Para os que pretendem visitar o Festival
aqui fica o programa da edição de este ano.
