O Festival de Cannes arranca para o final da sua primeira semana e depois da emoção á volta do sucesso em 3D da nova aventura da Pixar, este fim de semana ficou marcado pela estreia mundial de dois projectos de autores europeus que têm sido acolhidos com agrado na Croisette. E ambos não podiam ter estado em lados mais opostos.

A critica recebeu com um entusiasmo morno, Agora, o novo filme do espanhol Alejandro Amenabar. A história de uma investigadora egipcia do século IV não parece ter sido a melhor opção para o realizador de Mar Adentro e The Others explicar o seu particular ponto de vista sobre a inevitabilidade histórica e a necessidade de guardar a memória de dias perdidos. Rachel Weisz exibe-se ao seu habitual bom nivel, mas toda a pormenorizada recriação histórica de Alexandria faz perder peso á própria narrativa que nunca consegue desenvolver para além do estigma do épico histórico. O filme estreará no Outono e é uma forte critica ao fanatismo religioso na sua eterna guerra contra a ciencia.

No espectro oposto, e tal como já tinha sucedido com o inenarrável Irreversible de Gaspar Noe, o dinamarquês Lars von Trier veio para chocar. Um filme sobre o mal e a perersão humana que deixou o juri boquiaberto. Von Trier não é propriamente um cineasta consensual, mas todos os que viram Antichrist não hesitam em catalogar o seu novo projecto como o mais audaz e irreverente da sua longa filmografia. Iconoclasta por natureza, o realizador segue um casal (Williem Dafoe e Charlotte Gainsbourg) de luto pela morte do jovem filho. Os dois decidem mudar-se para a casa de Verão a que sempre chamaram "Eden" mas que se tornará no seu particular pesadelo. Um filme que marcará certamente o certame deste ano mesmo que saia de mãos a abanar.
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