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  <title>CINEMA</title>
  <link>https://ocinema.blogs.sapo.pt/</link>
  <description>CINEMA - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Mon, 07 Jan 2013 00:32:28 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Mon, 07 Jan 2013 00:30:04 GMT</pubDate>
  <title>Por uma definição justa de pirataria!</title>
  <author>Miguel Lourenço Pereira</author>
  <link>https://ocinema.blogs.sapo.pt/248271.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Este artigo foi assinado &lt;strong&gt;por um grupo de bloggers cinéfilos quando tomaram conhecimento que &lt;/strong&gt;o excelente weblog My One Thousand Movies,, do autor Francisco Rocha, foi fechado pelo Google no passado mês acusado de pirataria. É uma declaração de intensões daqueles que defendem que o cinema é uma propriedade colectiva, como arte, e que a divulgação da cinefilia não devia ser impedido sob base de uma acusação que não acreditamos que se adeque à realidade. Muitos dos filmes que estavam nesse site eram obras únicas, impossíveis de ser adquiridas no mercado internacional de dvds, pedaços de história que assim se perdem para uma audiência que ganha com espaços como este uma zona de conhecimento e discussão sobre a 7º Arte!&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;&lt;span&gt;A pirataria é um mal que paira sobre a Humanidade. Todas as semanas, navios de praticamente todas as nacionalidades correm grandes riscos de serem abordados por piratas somalis nos Mares Arábico e Índico. Enquanto isso é um atentado à integridade física de pessoas e um roubo de produtos físicos - e a também antiga contrafacção de artigos coloca em risco a vida ou a saúde das pessoas - os governos e entidades mais ou menos oficiais preocupam-se principalmente com um tipo de pirataria bem mais ofensivo ou perigoso: a democratização do conhecimento cultural, através da partilha de conteúdos digitais. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span&gt;Os conteúdos digitais foram uma invenção da indústria. Dando variedade de formatos e portabilidade, tencionavam vender mais, mais depressa e com maior lucro. E tal como no tempo dos gravadores de VHS, os consumidores contornaram as regras. Se há vinte anos as revistas apoiavam o consumidor fornecendo capas e códigos para gravar à hora certa, agora são os próprios fornecedores de serviços televisivos a permitir a gravação e visionamento posterior com um mínimo de esforço. E isso é legal porque, apesar de os fabricantes de conteúdo não gostarem, como são empresas que o fazem pagam impostos, continua a ser negócio. Os consumidores agradecem o serviço prestado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span&gt;Vender DVD contrafeitos é ilegal. Porque nesse cenário não ganha quem faz o conteúdo, nem quem o vende paga impostos sobre o seu trabalho. O consumidor agradece pagar menos do que por um bilhete de cinema ou uma cópia oficial e, como os tempos estão difíceis, já sente que é justo cortar numa despesa “supérflua” como é o entretenimento. Disponibilizar conteúdos online equivale ao anterior porque, atingindo determinada escala, começa a arrecadar quantias consideráveis de dinheiro com a publicidade. E se quem os coloca online não estiver a ter lucro, nem a roubar a ninguém? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span&gt;Esse era o caso do blog &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://web.archive.org/web/20110430180715/http://myonethousandmovies.blogspot.com/&quot; target=&quot;_new&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;My One Thousand Movies&lt;/a&gt;&lt;span&gt;. Os três mil filmes que tinha eram clássicos que não se encontram à venda nem passam na televisão. Pretendiam dar a conhecer o património cinematográfico da humanidade. Serviam para descobrir cineastas esquecidos e obras de culto, mas com pouca resolução para que ninguém se sentisse tentado a ficar com essa versão em vez de se dedicar a procurar no mercado convencional de importação uma versão melhor. Outra vantagem é que no My One Thousand Movies todos os filmes tinham legendas em português ou numa língua mais ou menos compreensível. Na importação não. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span&gt;Dia 16 de Dezembro foi fechado pela Google sem qualquer aviso por incentivo à pirataria. Estamos a falar de filmes quase impossíveis de encontrar no mercado, que em nada rivalizavam com a versão comprada, se existisse uma, e que tinham no máximo uma centena de downloads provenientes de todo o mundo, não apenas de Portugal. O que o My One Thousand Movies fazia era complementar (ou substituir) a missão da deficiente televisão pública de educar cinéfilos. Muitos bloggers recorreram a este repositório para rever um título acarinhado, ou, a partir do filme e da pequena resenha que o acompanhava, fazerem publicações com as quais muitas outras centenas de pessoas ficaram com vontade de descobrir um cinema marginal e esquecido. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span&gt;Isto não é pirataria, é serviço público, e é preciso (re)definir o enquadramento legal adequado. Se alguém errou no meio disto tudo foram as distribuidoras que não viram interesse em comercializar os filmes. Ninguém o pode ver porque não compensa comprar os direitos e fabricar para pouca gente? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span&gt;Sugeríamos que houvesse um videoclube online no qual, por um valor simbólico, se pudesse ver o filme contribuindo para a distribuidora. A distribuidora não teria encargos com a manufactura de cópias físicas que ficariam a ocupar espaço em armazém. Os consumidores exigentes encontrariam o que queriam imediatamente sem remexer em caixotes de promoções nas superfícies comerciais. &lt;/span&gt;Os retalhistas não estão interessados em ter uma cópia única de milhares de filmes que poderão nunca vir a comercializar, mas estariam interessados em vender cartões pré-pagos de acesso a esse serviço, como fazem para as consolas. Se o preço fosse suficientemente baixo toda a gente poderia espreitar e talvez descobrir algo único.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Enquanto este tipo de serviço não existir, estaremos sempre dependentes da boa vontade, dedicação e cultura de pessoas como o autor do MOTM. Mesmo que achem que isso vai contra a lei. De todos nós, obrigado.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Signatários&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Ana Sofia Santos &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://cine31.blogspot.pt/&quot; target=&quot;_new&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Cine31&lt;/a&gt;&lt;span&gt; / &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://blog-girl-on-film.blogspot.pt/&quot; target=&quot;_new&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Girl on Film&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;André Marques &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://blockbusters-pt.blogspot.pt/&quot; target=&quot;_new&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Blockusters&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;António Tavares de Figueiredo &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://matinee-portuense.blogspot.pt/&quot; target=&quot;_new&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Matinée Portuense&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;David Martins &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://cine31.blogspot.pt/&quot; target=&quot;_new&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Cine31&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Francisco Rocha &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://mytwothousandmovies.blogspot.com/&quot; target=&quot;_new&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;My Two Thousand Movies&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Gabriel Martins &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://alternative-prison.blogspot.pt/&quot; target=&quot;_new&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Alternative Prison&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Inês Moreira Santos &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://hojeviviumfilme.blogspot.com/&quot; target=&quot;_new&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Hoje Vi(vi) um filme&lt;/a&gt;&lt;span&gt; / &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://www.espalhafactos.com/author/inesmoreirasantos&quot; target=&quot;_new&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Espalha-Factos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Jorge Rodrigues &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://dialpforpopcorn.blogspot.pt/&quot; target=&quot;_new&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Dial P for Popcorn&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Jorge Teixeira &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://caminholargo.blogspot.pt/&quot; target=&quot;_new&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Caminho Largo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Luís Mendonça &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://cinedrio.blogspot.pt/&quot; target=&quot;_new&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;CINEdrio&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Manuel Reis &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://manuelreis.blogspot.pt/&quot; target=&quot;_new&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Cenas Aleatórias&lt;/a&gt;&lt;span&gt; / &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://tvdependente.net/author/manuel-reis/&quot; target=&quot;_new&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;TV Dependente&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Miguel Lourenço Pereira&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span&gt;Nuno Reis &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://antestreia.pt/&quot; target=&quot;_new&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Antestreia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Pedro Afonso &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://www.laxantecultural.com/&quot; target=&quot;_new&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Laxante Cultural&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Rita Santos &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://notfilmcritic.blogspot.pt/&quot; target=&quot;_new&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Not a Film Critic&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Samuel Andrade &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://sozekeyser.blogspot.pt/&quot; target=&quot;_new&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Keyzer Soze&apos;s Place&lt;/a&gt;&lt;span&gt; / &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://sindromadovinagre.blogspot.pt/&quot; target=&quot;_new&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;O Síndroma do Vinagre&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Victor Afonso &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://ohomemquesabiademasiado.blogspot.com/&quot; target=&quot;_new&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;O Homem que Sabia Demasiado&lt;/a&gt;&quot;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 24 Feb 2012 19:58:11 GMT</pubDate>
  <title>Oscarwatch - Melhor Filme e Realizador</title>
  <author>Miguel Lourenço Pereira</author>
  <link>https://ocinema.blogs.sapo.pt/246198.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;MELHOR FILME&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há quem diga que desde Cannes se percebeu que nenhum filme seria capaz de bater&lt;strong&gt; The Artist.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Muitos imaginaram que o facto de ser a preto e branco, mudo e dirigido e protagonizado por franceses seria suficiente para afastar o público norte-americano, a critica e os votantes da Academia. Está claro que não foi o caso. The Artist foi o favorito ao longo de toda a corrida e nenhum outro filme esteve realmente perto de o bater. Mesmo aqueles que apostam por Hugo ou The Descendants como surpresa sabem que é complicado que algum desses filmes consigam ombrear com a popularidade da obra de Hazanavicius.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;The Artist vencerá e apenas fica por saber se com mais troféus do que &lt;strong&gt;Hugo, Help&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;The Descendants&lt;/strong&gt; ou se será um dos filmes triunfadores com menos ouro nos bolsos quando a noite chegue ao fim. Mas o prémio principal, esse parece impossível que o perca!&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Vencedor: The Artist&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;Alternativa:  The Descendants&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=cJYFVSYE6fTRL4AVE30c&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd5071f4f/10166511_wwYW8.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;280&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;&lt;strong&gt;REALIZADOR&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sempre houve uma especie de mito que dizia que em caso de dúvida entre um filme popular de um realizador desconhecido e um realizador conhecido com um filme menos popular, o prémio ao Melhor Filme ia para o primeiro e o de Melhor Realizador para o segundo. A última vez que isso sucedeu foi com Crash e Ang Lee mas desde então sempre que um filme venceu o seu realizador também levou para casa o prémio. Tom Hooper, o desconhecido inglês por detras de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;The King´s Speech&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, foi o último caso a debater esse velho preconceito. A popularidade de The Artist e o desconhecimento do público norte-americano sobre a figura de &lt;strong&gt;Michel Hazanavicius&lt;/strong&gt;, levantou de novo o debate.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A vitória no DGA parece ter cimentado a sua posição de favorito mas muitos defendem uma divisão que favoreça nomes mais populares como &lt;strong&gt;Alexander Payne&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;Martin Scorsese.&lt;/strong&gt; A hipótese de este conseguir o seu segundo Óscar tem sido avançada nas últimas semanas com mais força mas a maioria acredita ainda que o troféu não vai escapar ao homem por detrás do projecto que comoveu verdadeiramente Hollywood durante 2011.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Vencedor: Michel Hazanavicius&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Alternativa: Martin Scorsese&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=oV4RlJO6bkt4JrrDBtMb&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4f070563/10166518_e84Qn.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;224&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>oscares</category>
  <category>oscarwatch 2011</category>
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  <pubDate>Wed, 22 Feb 2012 20:12:30 GMT</pubDate>
  <title>Oscarwatch - Melhor Argumento Original e Adaptado</title>
  <author>Miguel Lourenço Pereira</author>
  <link>https://ocinema.blogs.sapo.pt/246931.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;&lt;strong&gt;MELHOR ARGUMENTO ORIGINAL&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O génio de &lt;strong&gt;Woody Allen&lt;/strong&gt; foi reconhecido pelo público como nunca na sua longa carreira. A critica também se rendeu ao génio de &lt;strong&gt;Midnight in Paris&lt;/strong&gt; e apesar de competir contra o grande favorito, The Artist, poucos acreditam que Allen não seja compensado com o Óscar ao Melhor Argumento Original.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A concorrência é e primeiro nivel – &lt;strong&gt;The Artist&lt;/strong&gt;, o popula&lt;strong&gt;r Bridesmaids&lt;/strong&gt;, o aclamado&lt;strong&gt; Margin Call&lt;/strong&gt; e ainda o iraniano&lt;strong&gt; A Separation&lt;/strong&gt; – e será pouco provável que Allen se apresente para recolher o galardão mas ninguém descarta que na noite em que se celebra o cinema dos anos 20, Hemingway apareça por ali.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Vencedor: Midnight in Paris&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;Alternativa: The Artist&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=f2KMBGPSgzu6GSZ6MsTm&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B0a074b71/10166596_mjT9Z.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;266&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;&lt;strong&gt;MELHOR ARGUMENTO ADAPTADO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Poucos filmes foram tão aplaudidos pela critica em 2011 como&lt;strong&gt; The Descendants&lt;/strong&gt; e no entanto a obra de Alexander Payne, um dos mais inteligentes cineastas americanos da última geração, corre o risco de sair da gala dos Óscares de mãos vazios. Salvo a pugna que Clooney mantém com Dujardin, a melhor opção do filme em ser premiado passa por vencer a estatueta para Melhor Argumento Adaptado. Categoria onde parte como favorito.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O grande rival de Payne é &lt;strong&gt;Moneyball,&lt;/strong&gt; escrito por uma dupla de respeito, Aaron Sorkin e Steven Zaillian, responsáveis pelo sucesso de&lt;strong&gt;&lt;em&gt; The Social Network&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; na temporada passada. Também na disputa, mas com menos opções está&lt;strong&gt; Hugo&lt;/strong&gt;, escrito por John Logan. Igualmente nomeados&lt;strong&gt;, Tinker, Taylor, Soldier, Spy&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;The Ides of March&lt;/strong&gt;, que logra aqui a sua única nomeação do ano.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Vencedor: The Descendants&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;Alternativa: Moneyball&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=DucJAbw0ycLzuCdoDc2U&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bec075075/10166592_Tw2vN.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;252&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>oscares</category>
  <category>oscarwatch 2011</category>
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  <pubDate>Mon, 20 Feb 2012 20:03:20 GMT</pubDate>
  <title>Oscarwatch - Melhor Actor e Melhor Actor Secundário</title>
  <author>Miguel Lourenço Pereira</author>
  <link>https://ocinema.blogs.sapo.pt/246503.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;MELHOR ACTOR&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois de anos em que a corrida ao prémio de Melhor Actor se tornou num mero trâmite é dificil relembrar uma disputa tão aberta como a que se vive este ano. Dois dos mais populares actores da sua geração, um consagrado (e apoiado fortemente pela sua comunidade), actor britânico, uma surpresa mexicana e o desconhecido, mas protagonista, que encarna o espirito do filme mais amado do ano. A corrida não podia ser mais apaixonante.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Durante largos meses o favorito foi &lt;strong&gt;Gary Oldman&lt;/strong&gt; e o apoio dos 1500 membros ingleses nestes casos ajudam, e muito. Depois o bastião de favorito passou para &lt;strong&gt;Brad Pitt&lt;/strong&gt; e muitos imaginavam que o grande sex-symbol dos últimos vinte anos de Hollywood seria finalmente premiado. Em Dezembro as atenções viraram-se para&lt;strong&gt; George Clooney,&lt;/strong&gt; o homem que todos imaginam que algum ano será vencedor mas que nunca parece encontrar o momento certo para bater a concorrência.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Até que os prémios começaram a ser entregues e o francês &lt;strong&gt;Jean Dujardin&lt;/strong&gt; se confirmou como o máximo candidato à estatueta dourada. A poucos dias da cerimónia poucos são os que se atrevem a declarar com certeza quem ganhará. Dujardin parece ter um pouco de vantagem se se confirmar que a noite será de The Artist. Mas a popularidade de Clooney e Pitt e o apoio do “exército” britânico a Oldman transforma qualquer certeza numa mais que significativa dúvida que só no último momento se desvanecerá.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Vencedor: Jean Dujardin&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Alternativa: George Clooney&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=67Lj3TAHY1ZcLcMhHfZ3&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1a073290/10166561_sqWqN.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;247&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Duelo de veteranos assegurado desde o principio, a popularidade em Hollywood de &lt;strong&gt;Christopher Plummer&lt;/strong&gt; parece fazer esquecer o acolhimento frio que recebeu o magnifico Begginers. Um dos actores mais apreciaos no meio que nunca recebeu uma estatueta, Plummer seria o favorito indiscutível se não tivesse diante de si outros dois nomes fortes, também eles igualmente sem estatueta.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por um lado o sueco &lt;strong&gt;Max von Sydow&lt;/strong&gt;, figura que assombra Extremly Loud and Incredibly Close e por outro o britânico &lt;strong&gt;Kenneth Branagh&lt;/strong&gt; que dá vida ao mitico Laurence Olivier em My Week with Marylin.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Está claro que o prémio será entregue a um dos três veteranos mas tudo aponta que a popularidade de Plummer, aliado ao seu magnifico trabalho, o convertam em favorito para subir ao palco principal do Kodak Theater.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nomeados, mas sem opções, estão igualmente &lt;strong&gt;Jonah Hill&lt;/strong&gt; de Moneyball e &lt;strong&gt;Nick Nolte&lt;/strong&gt; em Warrior.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Vencedor: Christopher Plummer&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;Alternativa: Max von Sydow&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=swytu1z7zmjFp4zqA7Iv&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bfc071005/10166566_d1QTH.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;216&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>oscarwatch 2011</category>
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  <pubDate>Sat, 18 Feb 2012 20:08:51 GMT</pubDate>
  <title>Oscarwatch - Melhor Actriz e Actriz Secundária</title>
  <author>Miguel Lourenço Pereira</author>
  <link>https://ocinema.blogs.sapo.pt/246630.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;&lt;strong&gt;MELHOR ACTRIZ&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há muito tempo que não se vivia uma corrida tão apertada para o Óscar de Melhor Actriz.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;De um lado do ringue a eterna favorita, provavelmente uma das melhores actriz da história, mas que no seu largo historial conta apenas com um Óscar como Melhor Actriz, ganho há 30 anos atrás. Do outro uma respeitada actriz de teatro afro-americana, popular suficiente para lograr uma nomeação como secundária há três anos por cinco minutos em cena, e que tem capturado o coração dos votantes nos prémios entregues até agora. O duelo entre&lt;strong&gt; Meryl Streep&lt;/strong&gt; e&lt;strong&gt; Viola Davis&lt;/strong&gt; será duro e renhido até ao último voto.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os votos distribuidos por &lt;strong&gt;Michelle Williams, Rooney Mara&lt;/strong&gt; e&lt;strong&gt; Glenn Close&lt;/strong&gt; serão fundamentais para desiquilibrar a balança. Nos últimos quinze anos Streep tem perdido sucessivas vezes contra nomes mais populares nesse momento em concreto e muitos acreditam que está na hora de que a mais consagrada actriz da sua geração receba o ansiado segundo Óscar. Mas a popularidade de Davis, actualmente, torna-a uma rival dificil de bater e só o dedo mágico dos Weinstein será capaz de virar o jogo a favor da “dama de ferro”.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Vencedor: Viola Davis&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;Alternativa: Meryl Streep&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=cDepPVHVFN9pLCzydfJZ&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7e072bf5/10166585_wCCsl.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;222&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não foi um ano inesquecível numa categoria que tem sido marcada nos últimos anos por vencedoras pouco memoráveis.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Este ano parece repetir-se o cenário. Há pouca expectativa já que &lt;strong&gt;Octavia Spencer&lt;/strong&gt; parece ter Óscar e meio no bolso. Resta apenas o fantasma da divisão de votos com a popular (e colega de reparto) &lt;strong&gt;Jessica Chastain&lt;/strong&gt; para ensombrar uma vitória que parece clara para a actriz afro-americana.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com uma ligeira opção de vencer, essencialmente pelo sucesso do filme, a francesa &lt;strong&gt;Berenice Bejo&lt;/strong&gt;  surge como a única ameaça real ao poderio feminino de The Help. Igualmente nomeadas, mas sem qualquer opção,&lt;strong&gt; Janet McAteer&lt;/strong&gt; de Albert Nobbs e&lt;strong&gt; Melissa McCarthy&lt;/strong&gt; de Bridesmaids.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Vencedor: Octavia Spencer&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Alternativa: Berenice Bejo&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=hlYmKeiIDbpZ2vNbMI8L&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7d077332/10166582_5STTc.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;317&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>oscarwatch 2011</category>
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  <pubDate>Thu, 16 Feb 2012 20:16:37 GMT</pubDate>
  <title>Oscarwatch - Melhor Edição, Direcção Artistica e Fotografia</title>
  <author>Miguel Lourenço Pereira</author>
  <link>https://ocinema.blogs.sapo.pt/247256.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;&lt;strong&gt;MELHOR EDIÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Durante muito tempo fez parte do santo e senha de Hollywood associar a vitória na categoria de Melhor Edição (ou Montagem) ao prémio de Melhor Filme.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A última década veio provar que essa já não é uma verdade absoluta mas a disputa entre &lt;strong&gt;Hugo&lt;/strong&gt; e&lt;strong&gt; The Artist&lt;/strong&gt; será aqui mais evidente do que nunca. Scorsese já se revelou ser maestro em vencer aqui e depois perder a estatueta principal e este ano poderá repetir-se perfeitamente o mesmo cenário já que Hugo parte com vantagem face ao filme de Hazanavicius. No entanto a popularidade crescente deste não exclui que a tradição tenha uma palavra a dizer e aqueles que votaram no filme votem também no trabalho de edição magistral de The Artist.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Entre os nomeados estão também – e com muito poucas hipóteses de vencer – &lt;strong&gt;The Descendants&lt;/strong&gt; e&lt;strong&gt; Moneyball.&lt;/strong&gt; Quanto a &lt;strong&gt;Girl With the Dragon Tatoo,&lt;/strong&gt; seria uma vitória de compromisso, mas que raramente sucede quando frente a frente estão os dois filmes com mais nomeações.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Vencedor: Hugo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;Alternativa: The Artist&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=N0SbuMuuCf8tm4guvZdb&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B170757db/10166654_543gz.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;206&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;&lt;strong&gt;MELHOR FOTOGRAFIA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando o Óscar de Melhor Fotografia se decide é dificil descobrir um padrão entre aquele que é habitual o mais apelativo trabalho visual do ano (neste caso, &lt;strong&gt;The Tree of Life)&lt;/strong&gt; e o que segue a tendência de popularidade nesta e noutras categorias técnicas (em 2011 seria o exemplo de &lt;strong&gt;Hugo).&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O primeiro acenta no maravilhoso trabalho de Emmanuel Lubezki e o segundo no génio reconhecido de Bob Richardson. Igualmente nomeados estão Janus Kaminski (por &lt;strong&gt;War Horse)&lt;/strong&gt;, o gaulês Guillaume Schiffman&lt;strong&gt; (The Artist&lt;/strong&gt;) e Jeff Cronenweth  &lt;strong&gt;(The Girl With the Dragon Tatoo).&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Vencedor: Tree of Life&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;Alternativa: Hugo&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=z4tuj68CW1mZlIBf5cBz&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6c0737f4/10166640_DL6KP.png&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;204&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;&lt;strong&gt;MELHOR DIRECÇÃO ARTISTICA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O cinema celebra-se a si mesmo nesta disputa entre dois filmes que fazem das origens do cinema europeu e da era dourada do cinema de Hollywood o ponto de partida para uma das muitas disputas, mano a mano, entre os dois filmes mais nomeados do ano.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Hugo&lt;/strong&gt; parece levar vantagem pelos seus triunfos ao longo da época mas o trabalho técnico do filme de Hazanavicius é evidente e a sua popularidade este ano inquestionável, o que transforma a disputa num espelho perfeito do que vai suceder ao longo da noite.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Igualmente nomeados, mas sem opções de subir ao estrado, &lt;strong&gt;Harry Potter and the Deathly Hallows, War Horse&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Midnight in Paris.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Vencedor: Hugo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;Alternativa: The Artist&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=bZcQmb9NeErBV2pDYE4i&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1107a61d/10166632_90mmc.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;284&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>oscarwatch 2011</category>
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  <pubDate>Tue, 14 Feb 2012 20:22:40 GMT</pubDate>
  <title>Oscarwatch - Melhor Maquilhagem, Guarda-Roupa e Efeitos Visuais</title>
  <author>Miguel Lourenço Pereira</author>
  <link>https://ocinema.blogs.sapo.pt/247463.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;&lt;strong&gt;MELHOR EFEITOS ESPECIAIS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Das categorias técnicas parece, à partida, aquela que há mais tempo parece decidida. A popularidade e o sucesso de &lt;strong&gt;Rise of the Planet of the Apes&lt;/strong&gt; abriu as portas a uma consagração mais do que merecida para o blockbuster. Um candidato sólido ao triunfo sem um rival concreto e que compete, neste caso, contra &lt;strong&gt;Hugo, Transformers, Real Steel&lt;/strong&gt; e&lt;strong&gt; Harry Potter and the Deathly Hallows 2.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Vencedor:  Rise of the Planet of the Apes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;Alternativa: Hugo&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=iavwRKK6hpKawVwUJawm&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B440738a6/10166691_lI8eZ.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;224&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;&lt;strong&gt;MELHOR GUARDA-ROUPA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Guarda-roupas de tempos pretéritos sempre foram o santo e senha para a Academia e habitualmente funciona a fórmula de quanto mais antigo melhor. Nessa disputa o épico histórico&lt;strong&gt; Anonymous&lt;/strong&gt; parte com vantagem sobre o fantástico&lt;strong&gt; Hugo,&lt;/strong&gt; dois filmes que transparecem perfeitamente o retrato vivo de como se vivia e vestiam as personagens da Londres do século XVII e a Paris de inicios do século XX.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Também nomeados, mas longe do lote de favorito&lt;strong&gt;s J. Edgar, Jane Eyre&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;The Artist.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Vencedor: Anonymous&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;Alternativa: Hugo&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=ZrSauwwhcZ6B2VwhZpFC&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B13072a5c/10166720_lWSwd.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;214&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;&lt;strong&gt;MELHOR MAQUILHAGEM&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Três candidatos e nenhum favorito à partida. Tanto &lt;strong&gt;Albert Nobbs&lt;/strong&gt; como &lt;strong&gt;The Iron Lady&lt;/strong&gt; têm o mérito de trabalhar à perfeição a transformação fisica das suas protagonistas mas parece dificil que o oitavo e último filme da saga de &lt;strong&gt;Harry Potter&lt;/strong&gt; saia da noite sem nada nas mãos e esta é a sua única oportunidade de subir ao palco.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Vencedor: Harry Potter and the Deathly Hallows 2&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;Alternativa: The Iron Lady&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=wqhFd1VZztvBq1FNUjNp&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-color: initial; border-image: initial; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border-width: 0px; border-style: none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B8a071c01/10166707_j1eVw.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;265&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>oscares</category>
  <category>oscarwatch 2011</category>
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  <pubDate>Sun, 12 Feb 2012 20:27:20 GMT</pubDate>
  <title>Oscarwatch - Melhor Som, Efeitos Sonoros, Banda Sonora e Tema</title>
  <author>Miguel Lourenço Pereira</author>
  <link>https://ocinema.blogs.sapo.pt/247643.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;MELHOR EDIÇÃO SONORA&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Duelo de gigantes entre as obras de Scorsese e Spielberg, que se repetirá também na categoria de Efeitos Sonoros, e que se repete aqui. &lt;strong&gt;Hugo&lt;/strong&gt; é o favorito mas &lt;strong&gt;War Horse&lt;/strong&gt;, que corre o risco de não transformar nenhuma nomeação em Óscar, conta com o apoio da legião de Spielberg e como a história recente prova isso é sempre uma realidade dificil de ignorar.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Fora da luta parecem estar à partida&lt;strong&gt; The Girl With the Dragon Tatoo, Transformers&lt;/strong&gt; e&lt;strong&gt; Drive.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Vencedor: Hugo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;Alternativa: War Horse&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=AcjZrKTzW3As7Aa3ZGDu&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7e07820c/10166758_NGq4Z.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;266&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;MELHOR EFEITOS SONOROS&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tecnicamente &lt;strong&gt;Hugo&lt;/strong&gt; é um dos filmes mais brilhantes da carreira de Martin Scorsese muito para lá da sua iniciativa em mergulhar no universo 3D. A sonoridade de um filme que nos leva para as entranhas do próprio cinema primitivo está repleta de pequenas pérolas que justificam o seu favoritismo diante do épico de guerra&lt;strong&gt; War Horse&lt;/strong&gt; ou do trepidante &lt;strong&gt;Moneyball.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A fechar o listado de nomeado&lt;strong&gt;s Transformers&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;The Girl With the Dragon Tatoo.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Vencedor: Hugo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Alternativa: War Horse&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=s3BSjiIkRTgfwHf1OCp2&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bec073460/10166765_YLywU.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;267&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;MELHOR BANDA SONORA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dois pesos pesados como John Williams e Howard Shore pugnam por disputar a supremacia surpreendente do gaulês Ludovic Bource. A banda sonora de &lt;strong&gt;The Artist&lt;/strong&gt; é a máxima favorita e acabará provavelmente por ser a vencedora incontestável apesar de que tanto &lt;strong&gt;War Horse&lt;/strong&gt; (e a épica melodramática de John Williams) e a classe de&lt;strong&gt; Hugo&lt;/strong&gt; (trabalho magistral de Howard Shore) são rivais temiveis.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A fechar um leque de nomeados que se esqueceu de The Girl With the Dragon Tatoo, a mais do que justa vencedora do ano, estão ainda&lt;strong&gt; Tinker, Taylor, Soldier, Spy&lt;/strong&gt; e a surpreendente nomeação d&lt;strong&gt;e Tintin.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Vencedor: The Artist&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Alternativa: War Horse&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=vA65bVuwNReIrnwp6qVI&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf207e9b0/10166753_5he9a.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;266&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;&lt;strong&gt;MELHOR TEMA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não há muito por onde escolher numa categoria que conta apenas com dois nomeados e que começa a ser contestada seriamente por grande parte da AMPAS como uma das mais dispensáveis de uma gala que teima em prolongar-se por mais de quatro horas.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No duelo entre o tema de&lt;strong&gt; Rio&lt;/strong&gt; e do regresso dos &lt;strong&gt;Muppets,&lt;/strong&gt; os amigos de Cocas e companhia levam vantagem e será curioso ver qual dos elementos da equipa subirá ao palco para levantar a estatueta dourada!&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Vencedor: Muppets&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Alternativa: Rio&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=gN2BActikWlzqEsJ0F1z&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bff0798a9/10166744_pHlHM.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;218&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>oscarwatch 2011</category>
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  <pubDate>Sat, 11 Feb 2012 18:54:38 GMT</pubDate>
  <title>Drive - Esquizofrenia</title>
  <author>Miguel Lourenço Pereira</author>
  <link>https://ocinema.blogs.sapo.pt/245921.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Há&lt;/span&gt; filmes que sabem medir os tempos, controlar os ritmos de forma a que a narrativa sobreviva aos desajustes temporais com uma coerência especial. Mas a verdade é que a maioria desses filmes são aves raras e Drive, seguramente, não pertence a esse lote. Nicolas Winding Renf alterna as Valquirias de Wagner com as sonatas de Chopin e transforma um thriller convencional num filme esquizofrénico.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=DGUiZ5mZ9DOfoqb96ZyR&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf3075fde/10146806_2SWvP.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;450&quot; height=&quot;297&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Num arrojo provocador quase godardiano, Renf tenta fazer um filme europeu à Hollywood e acaba por ter um filme de Hollywood à europeia. A cadência ritmica de Drive desespera tanto como o mais lento e previsivel dos dramas de &lt;strong&gt;Rivette&lt;/strong&gt; e as espantosas cenas de acção que culminam a grandeza quase épica da narrativa lembram ao melhor&lt;strong&gt; Brian de Palma&lt;/strong&gt;. No meio de correntes tão distintas era inevitável que &lt;strong&gt;Drive&lt;/strong&gt; não fosse o que é, uma amalgama de sobreposições incoerentes que oscilam entre o verdadeiramente belo e o implacavelmente aborrecido. Aguentar Drive é um puro exercicio de estoicismo recompensado de tempos a tempos com uma prenda singular, mas limitada&lt;strong&gt;. Ryan Gosling&lt;/strong&gt; funciona como esse vector pontual que deixa pistas do que o filme poderia ter sido e nunca é. Em cada suspiro, cada silêncio, cada esgar eterniza essa agonia que pede a gritos um filme diferente para um actor assumidamente fora do que habitualmente Hollywood procria e estimula. Depois de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;The Notebook, Half Nelson, Lars and the Real Gir&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;l e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Blue Valentine&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; restam poucas dúvidas sobre o papel de Gosling como um dos principes consortes do meio, reforçado pelas estelares performances e pelo seu jeito de Gary Cooper pós-moderno que tanto atrai ao povo americano. Como um herói tranquilo, a expressão facil de Gosling revela-se praticamente inalterável perante a catarsis destructiva que o rodeia e que começa numa inocente boleia para casa e acaba num por-do-sol sugerente.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Renf&lt;/strong&gt; articula Drive como uma narrativa circular onde o fim é tão ambiguo como o principio e como o miolo de uma história onde nunca se explica e onde poluluam personagens tão ambiguas como desnecessárias. Pequenos protótipos estereótipados do cinema de gangsters formam o circulo que rodeia o lone ranger moderno, sem cavalo mas com um carro preparado para responder nos momentos de maior tensão, e aprofundam ainda mais essa sensação de vazio que o filme deixa no seu previsivel final. Drive fala em conduzir, na arte de conduzir, mas mostra muito pouco sobre aquilo que muitos esperavam. Talvez Renf pense noutro contexto, nessa condução de vidas rumo a um destino tão incerto como inevitável, repleto de referências cósmicas, desarmadas pela incoerência do ritmo cadenciado que apresenta e despede personagens com a facilidade de um pack de extras da Hollywood dos anos 20.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Todos se apagam entre a espantosa sonoridade, a belissima fotografia e o hermetismo gritante de um nucleo central que parece planar sobre o filme como uma assombração sobre o destino dos mais comuns mortais.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=oRfBSlsfZhmyBOJ99oS2&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf607d205/10146807_t9ESB.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;350&quot; height=&quot;233&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em&lt;strong&gt; Drive&lt;/strong&gt; confluem todos os condimentos para que se crie um bom filme, do elenco ao trabalho técnico passando por uma história corrente e facilmente adaptável que o cinema americano nos brinda com regularidade. Falhou Renf na sua abordagem e apesar dos destelhos de génio evidentes ficou a certeza de que as pulsações por segundo de cada frame Drive são tão incertas que nunca sabemos quando o coração do filme vai parar...&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Classificação -&lt;/strong&gt; &lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=ve3l5dBI1EYoy3vkqMFq&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bcc073f86/10146801_J3Rsd.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;12&quot; height=&quot;11&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=Qrz5hurECE69l2nyuaZB&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc80785f1/10146804_GOdnc.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;12&quot; height=&quot;11&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Realizador – Nicolas Winding Renf&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Elenco – Ryan Gosling, Carey Mulligan, Albert Brooks&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Classificação – m/16&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>reviews</category>
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  <pubDate>Fri, 10 Feb 2012 20:33:08 GMT</pubDate>
  <title>Oscarwatch - Melhor Filme Estrangeiro, de Animação e Documentário</title>
  <author>Miguel Lourenço Pereira</author>
  <link>https://ocinema.blogs.sapo.pt/247846.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;&lt;strong&gt;MELHOR FILME ESTRANGEIRO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A popularidade crescente nos EUA do iraniano&lt;strong&gt; A Separation&lt;/strong&gt; coloca, à partida, um ponto final numa categoria que sempre consegue surpreender. Em 2011 tudo indica que o Médio Oriente voltará a triunfar no Kodak Theater com um filme que já recebeu vários prémios ao longo dos últimos dois meses e que se assoma como favorito indiscutível.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;A Darkness,&lt;/strong&gt; candidato que chega da Polonia, e fortamente apoiado pela critica, é o único filme que parece ser capaz de competir com a obra iraniana.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Footnote, Bullhead&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Monsieur Lazhar&lt;/strong&gt; são os restantes candidatos que chegam, respectivamente, de Israel, Bélgica e Canadá.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Vencedor:  A Separation&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;Alternativa: In Darkness&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=CEqiH9wbG8RdIUmOBh8v&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bba07003a/10166779_mJezb.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;268&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;&lt;strong&gt;MELHOR DOCUMENTÁRIO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A surpreendente ausência dos grandes favoritos à partida deixou a luta pelo Óscar de Melhor Documentário numa das mais abertas da noite e poucos são capazes de prever com total certeza um vencedor claro. O favoritismo está todo do lado de &lt;strong&gt;Paradise Lost 3&lt;/strong&gt; mas há um forte grupo de apoio por detrás do projecto de homenagem à bailarina catalã &lt;strong&gt;Pina.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Undefeated, Hell and Back Again&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front&lt;/strong&gt; parecem ter o seu reduzido nucleo de apoiantes mas, à partida, insuficiente para conseguir a maioria dos votos numa categoria que, relembramos, só pode ser votada por quem comprovou previamente que presenciou os cinco filmes nomeados.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Vencedor: Paradise Lost 3&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;Alternativa: Pina&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=Een7jndwrZ1s5wV0rcAF&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc507d6c3/10166793_zmpYY.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;224&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;&lt;strong&gt;MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É pouco habitual ver a Pixar fora da luta pela estatueta de animação mas 2011 parece ser um ano de clara transição, especialmente tendo em conta os próximos projectos do estúdio para os anos que aí vêm.&lt;strong&gt; Rango&lt;/strong&gt; parece ser a escolha mais natural entre os votantes, por popularidade e sucesso com a critica e será muito dificil que qualquer outro dos cinco nomeados logre uma surpresa de última hora.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Kung Fun Panda 2&lt;/strong&gt; ou, em último caso, &lt;strong&gt;Puss in Boots,&lt;/strong&gt; seriam as únicas alternativas viáveis já que o belissimo &lt;strong&gt;Chico and Rita&lt;/strong&gt; (o justo ganhador de uma categoria cada vez menos infantil) e &lt;strong&gt;A Cat in Paris&lt;/strong&gt; parecem estar fora da luta desde o dia das nomeações.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Vencedor: Rango&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;Alternativa: Kung Fu Panda 2&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=do0ZOMkj5BiUhMYwQOE1&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc5070fdd/10166796_nGa8f.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;315&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <category>oscares</category>
  <category>oscarwatch 2011</category>
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  <pubDate>Wed, 08 Feb 2012 18:47:36 GMT</pubDate>
  <title>Tinker, Taylor, Soldier, Spy - Resquicios do frio</title>
  <author>Miguel Lourenço Pereira</author>
  <link>https://ocinema.blogs.sapo.pt/245646.html</link>
  <description>&lt;div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Poucos&lt;/span&gt; autores captaram tão bem o cinzentismo britânico do pós-guerra como John Le Carré. O seu Circus funciona, à distância, como o melhor exemplo de uma velha ordem que teimava em desencontrar-se com a sua realidade de potência ultrapassada e caduca. De todo o seu portfolio nenhuma obra é tão acutilante como Tinker, Taylor, Soldier, Spy. Da adaptação do sueco Thomas Alfredson o melhor que se pode dizer é que foi fiel ao espirito inicial do livro. O pior, que não soube passar daí.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=NJudO3s0mWvV8rLzeQ5U&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bbb079d72/10146788_ZqcMC.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;450&quot; height=&quot;303&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para este rosário até interessa pouco que parte substancial da trama tenha sido alterada para manter uma coerência narrativa que, na sua essência, se respeita em forma e conteúdo. O que já se torna mais preocupante e, portanto, mais criticável, é a forma como Alfredson quase que se limita a reeditar, passo a passo, o ideário de Le Carré, sem tentar, em nenhum momento, partir daí para afastar-se de uma obra que se desenrola em camara com a mesma cadência e ritmo do próprio livro, mas sem a magistral condução e fluidez escrita de um génio como Le Carré.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Tinker, Taylor, Soldier, Spy&lt;/strong&gt; torna-se, inevitavelmente, um sucessor normal da obra anterior do sueco,&lt;strong&gt;&lt;em&gt; Let the Right One In&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, na medida em que mantém a mesma pauta gélida, seca e fria em cada frame, em cada suspiro, em cada passo. Se Le Carré despista o tédio real com as suas analogias práticas, Alfredson não encontra na imagem o escape perfeito para a excessiva frieza com que aborda esta passagem, ao contrário do que logrou 50 anos antes Martin Ritt com &lt;strong&gt;&lt;em&gt;The Spy Who Came From the Cold&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, a outra obra superlativa do autor, igualmente espelho exacto dessa desilusão social e politica do Reino Unido consigo mesmo durante os dias cinzentos da Guerra Fria.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que resgate a obra de Alfredson de uma mediania confrangedora é o leque de performances que pinta o retrato cinzento num colorido insuspeito e profundamente captivante&lt;strong&gt;. Alfredson,&lt;/strong&gt; melhor director de espaços do que de actores, entrega-se de corpo e alma (e bem) a um leque britânico de excepção, daqueles que fazem ressoar as tardes de glória dos grandes heróis dos palcos do East End. Entre &lt;strong&gt;Toby Jones, Cirian Hinds, Tom Hardy, John Hurt&lt;/strong&gt; e&lt;strong&gt; Mark Strong&lt;/strong&gt; é dificil escolher. O tempo de cena de cada um não é muito mas cada momento em que os seus egos desfilam cuidadosamente sobre o tapete narrativo o filme cresce e transforma-se em algo verdadeiramente interessante.&lt;strong&gt; Colin Firth,&lt;/strong&gt; um caso a parte, traz esse glamour da Londres pré-anos 60 num registo tipicamente seu, um actor que começou em adaptações austenianas e que encontrou em Hollywood o respaldo a um estilo de interpretação que só encontra paralelo na velha guarda. E depois há &lt;strong&gt;Gary Oldman,&lt;/strong&gt; quase razão suficiente para ver e rever qualquer filme. A forma como se transforma este perito no over-acting em George Smiley, a mais silenciosa das personagens literárias britânicas, é o verdadeiro tour de force da obra, o verdadeiro atractivo de um filme que se centra no rosto calado de Smiley, num jogo que se disputa na sua cabeça do primeiro ao último frame.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=MEk77fjjTiZwqahtpW5a&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bba0730b8/10146790_Uzd37.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;332&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Tinker, Taylor, Soldier, Spy&lt;/strong&gt; honra a tradição do cinema de espionagem britânicos mas fica demasiado preso à sua origem literária para explorar toda a profundidade dramática que a obra pedia. O elenco escolhido a dedo, a nata da interpretação inglesa, salva as expectativas com um registo impecável que permite um visionamento relaxado que no entanto nunca consegue transformar-se em genuino entusiasmo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Classificação&lt;/strong&gt; – &lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=eT4QKOgabYlHq5agrRpa&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bfe07518f/10146782_usjJk.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;12&quot; height=&quot;11&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=rzjqUFgMwZIUOVeOZAlW&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf207dead/10146784_ZzACg.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=zSRu33rsTrfgSU3RzOeR&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc607b7db/10146786_W34nL.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;12&quot; height=&quot;11&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Realizador&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;Thomas Alfredson&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Elenco&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;Gary Oldman, Colin Firth, Tom Hardy&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Classificação&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; – &lt;em&gt;m/12&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <category>reviews</category>
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  <pubDate>Sun, 05 Feb 2012 18:44:47 GMT</pubDate>
  <title>The Ides of March, a América que não gosta de si</title>
  <author>Miguel Lourenço Pereira</author>
  <link>https://ocinema.blogs.sapo.pt/245497.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O&lt;/span&gt; fraco interesse do público e a recepção tibia da critica demonstram, uma vez mais, a complexidade da América quando é necessário olhar-se ao espelho e ver para lá da realidade transparente. The Ides of March explora esse trauma que a América tem consigo mesma mas, como sucedeu a Zaratrusta, ninguém parece querer prestar atenção...&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=9gCVUy2rPhosLUFwqGVc&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd9079319/10146796_PskZy.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;450&quot; height=&quot;299&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;p&gt;A frontalidade de &lt;strong&gt;George Clooney&lt;/strong&gt; é desarmante e uma das imagens de marca da sua curta, mas interessante, carreira como realizador. Depois da loucura racional que foi a sua estreia atrás das camaras (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Confessions of a Dangerous Mind&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;) e do notável e frio tour de force de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Good Night and Good Luck.,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; mergulhar no espelho critico do sistema politico americano parecia ser uma continuação lógica .Especialmente para um homem habituado a fazer politica desde a mais tenra idade. Clooney funciona como a consciência glamourosa da América mais liberal. É o profeta dos que ainda acreditam no individualismo puro e e consciencioso que deveria fazer parte do esqueleto de um país entregue, cada vez mais, aos interesses politico-economicos de bancos, seguradoras e multinacionais. Para Obama e os seus seguidores funcionou quase como um São João Baptista. Em &lt;strong&gt;The Ides of March&lt;/strong&gt; transformou-se no seu Pilatos, lavando as mãos friamente quando a América mergulha, mais profundamente que nunca, numa crise existencial que, tarde ou cedo, estava previsto a que chegara. Na obra de Clooney o ideário americano continua a ser o de Capra mas o rosto é mais sério, mais negro e mais ligado ao universo real. O seu candidato presencial, encarnação branca de Barack Obama como o de Travolta o foi de Bill Clinton, não deixa dúvidas quanto à desilusão em que vive a América. Ele reflecte, melhor do que ninguém, o espelho dessa pureza perdida, dessa ilusão errónea, dessa esperança eternamente perdida. E como a América se negou a ver-se reflectida em &lt;strong&gt;The Ides of March&lt;/strong&gt;, o retrato resulta ainda mais desolador e real.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se o candidato presidencial de Clooney (interpretado pelo próprio com cruel frieza) é esse Obama enganador em quem muitos liberais perderam, definitivamente, a confiança, é a personagem de Ryan Gosling, esse magnifico gestor de campanha inocente e crente que reflecte a verdadeira perda de inocência da América.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Falar a esta altura de uma América inocente é quase um sacrilégio mas o fenómeno da obamomania deixou na ar a ideia de que havia ainda um grande pedaço da sociedade norte-americana disposta a acreditar no b-á-b-á da constituição sem acreditar que atrás de belas palavras vêm sempre actos traiçoeiros. Preso entre dois pesos pesados do jogo politico – deslumbrantes &lt;strong&gt;Giamatti&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Seymour-Hoffman,&lt;/strong&gt; dois dos pesos pesados da interpretação americana – ele é o rosto quebrado a meio entre o cinismo do real e a esperança do ilusório. &lt;strong&gt;Ryan Gosling&lt;/strong&gt; encarna perfeitamente essa personagem dividida profundamente entre o certo e o errado, a convição e a certeza, e a forma como evoluiu ao largo da trama recorda de certa a transformação de Michael Corleone por oposição ao ideário stewartiano de Capra ou a sua equivalência recente, &lt;strong&gt;Kathy Bates&lt;/strong&gt; em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Primary Colors.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Confrontado com o duro mundo real, ele funciona como essa América que se esquece dos ideais e se adapta como camaleão ao real, voltando o jogo a seu favor, mais centrado no seu sucesso futuro do que na dor e desilusão do seu passado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=E3TPpcQcPQrjnU6ePTm2&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B21071c62/10146798_IGLuO.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;350&quot; height=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Clooney&lt;/strong&gt; dirige um dos filmes mais inteligentes e analiticos dos últimos anos, um retrato politico quase shakesperiano na sua dimensão e essência (e daí o titulo mais do que certeiro) e conta com o que habitualmente melhor define o espirito do cineasta clássico americano, um bom guião, um melhor elenco e uma frieza atrás da camara certeira até ao último frame, suspensivo como a própria vida, a própria politica, a própria América perdida e por reencontrar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Classificação&lt;/strong&gt; –&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=yUEtmCa2VGoF33EahIfe&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B91078b06/10146776_heq3p.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;12&quot; height=&quot;11&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=7NhbtTrHGS8pemYM8wav&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B0c07efa2/10146777_NHMuh.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;12&quot; height=&quot;11&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=HzQrCbHjp3Sdb8izziyK&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5307260f/10146778_crW7A.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;12&quot; height=&quot;11&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=hjjhPERiy3r6BhriTFHc&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bbd07f880/10146780_4vUso.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;12&quot; height=&quot;11&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Realizador -&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;George Clooney&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Elenco&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;Ryan Gosling, George Clooney, Evan Rachel Wood&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Productora&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;Columbia&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Classificação&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;m/12&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://ocinema.blogs.sapo.pt/245497.html</comments>
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  <category>reviews</category>
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  <pubDate>Thu, 02 Feb 2012 18:34:29 GMT</pubDate>
  <title>A festa privada da AMPAS</title>
  <author>Miguel Lourenço Pereira</author>
  <link>https://ocinema.blogs.sapo.pt/245158.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Continua a existir um problema crónico entre quem segue a corrida de prémios, seja por genuino interessa ou cinica curiosidade. Pensar nos Óscares (e falaremos sempre nos Óscares não por serem melhores mas porque são os mais emblemáticos) como uma consagração do melhor não só é um erro como também acaba por ser uma ideia profundamente infantil.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=4Hw7Ep9Ba0CZ9TWRV9zU&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bea078321/10146770_DH3fm.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;339&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Definir o melhor é provavelmente o conceito mais pessoal que pode existir. Não existem, muito menos na arte, parámetros objectivos que impliquem a superioridade de uma ideia sobre a outra, de uma performance sobre outra, de uma realidade sobre outra. É tudo pura especulação. Ser o melhor não é mais do que ser o preferido de cada. Ser considerado o melhor não é, portanto, distinto em ser considerado como o favorito de muitos, seja uma maioria silenciosa, mas pagante (os sucessos de bilheteira), uma minoría gritante (como são os críticos) ou uma associação fechada. Portanto olhar para o listado de uma associação que é como um clube de chá inglês, só que sem as boas maneiras mas com o mesmo cinismo omnipresente, como uma verdadeira recoleção do melhor de cada ano é absolutamente ilusório.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nos Óscares votam mais de 5000 pessoas. Pessoas. Membros da indústria como Clint Eastwood com toda a sua veteranía e também relações públicas que fazem do jogo uma luta de gladiadores. E entre os veteranos é sabido e confirmado que em seu lugar votam mulheres a días, jardineiros, filhos, netos e motoristas. Como se fizessem uns Óscares do seu prédio, com toda a variedade de gostos e opiniões que isso pudesse incluir. Sacar dessa lista um filme faria dele o melhor do ano? Para esse grupo minoritário, certamente que sim.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A &lt;strong&gt;AMPAS&lt;/strong&gt; gosta de se premiar a si mesma.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O chamado “filme Óscar” não é um genéro. Funciona como uma receita, uma série de ingredientes que productores, realizadores e estúdios sabem que vão entrar no menú preferido da maioria dos seus membros. Quando um filme como &lt;strong&gt;The Artist&lt;/strong&gt; aterra nos EUA pelas mãos interessadas da Weinstein Co. Não é apenas com o intuito de fazer dinheiro. É, sobretudo, uma forma de entrar nesse menú onde Harry Weinstein se sente como peixe em agua. O filme francés que nem sequer lidera as nomeações aos prémios do seu país (sucedeu o mesmo com &lt;strong&gt;&lt;em&gt;La Vie en Rose&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; há cinco anos) apela à AMPAS mais do que ao público gaulês porque é um filme americano clássico da cabeça aos pés. Não é importante que o director e os actores sejam imensos desconhecidos, são os ingredientes que sabem bem à boca que contam. Não surpreende que esse seja o favorito e previsivel ganhador em categorías chave. E não surpreende que os seus quatro rivais mais fortes – aqueles que certamente entrariam num lote a cinco – sejam representantes perfeitos das varias correntes que sempre encontraram o seu lugar junto dos 5000 mil “detentores da verdade”, para quem acredita nessas coisas.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;The Descendants&lt;/strong&gt; é o filme indie americano por excelência. &lt;strong&gt;Hugo&lt;/strong&gt; relembra a aura artística que os grandes nomes como Scorsese ainda proporcionam a um país onde o cinema começa a ficar perigosamente sem ideias. &lt;strong&gt;War Horse&lt;/strong&gt; é o épico lacrimoso que sempre definiu a evolução cronológica da Academia e de quem a admira. E &lt;strong&gt;The Help&lt;/strong&gt; o piscar de olhos ao cinema de minorías (com protagonistas premiáveis que saem circulo WASP que define a essência do gremio) e popular junto do grande público. De todos é o filme menos profundo mas o que mais apela às massas e na noite dos galardões é conveniente pensar nas audiencias.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Todos sabem que Hollywood se leva tão a sério que a AMPAS, por muito pressing que sofra, sabe distinguir-se entre os prémios&lt;strong&gt; MTV&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;Satellite&lt;/strong&gt; e o seu preciado galardão. Nem &lt;strong&gt;Twilight,&lt;/strong&gt; nem &lt;strong&gt;Harry Potter&lt;/strong&gt; nem nada do género tem algo que fazer numa gala que se devota mais aos &lt;strong&gt;Clooney, Spielberg, Pitt&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Streep&lt;/strong&gt; que às &lt;strong&gt;Stewart, Pattinson, Radccliff&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;Biebers&lt;/strong&gt; de turno. Esse toque de distinção tem salvado os Óscares do absoluto descrédito. Porque se a minoría gritante dos críticos se rende a filmes que difícilmente entram no universo oscarizável e a maioria silenciosa vê, ano atrás ano, os seus filmes favoritos serem desprezados pelos prémios dos melhores, Hollywood, como um felino, lambe-se tranquilamente sabendo que continua a ser o elemento central de discussão da temporada de prémios, levando jornalistas, bloggers e cinéfilos a discutir méritos e deméritos de um torneio jogado à porta fechada e com regras que escapam à imensa maioria.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=v20HhiZnBY5q7v6BI0Z5&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be4079a25/10146771_lwAw6.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;350&quot; height=&quot;233&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;The Artist&lt;/strong&gt; é sem dúvida um filme fabuloso mas não é porque a maioria de 5000 pessoas o elija que será o melhor do ano. Será um filme que entrará para a posteridade por innovar voltando atrás, por surpreender quando parecía que tudo estava inventado, sabendo precisamente olhar para o pretérito para emular o futuro. Os Óscares continuarão a ser uma noite de divertimento para todos mas difícilmente se pode considerar uma noite de injustiças, a não ser que se tenha votado no processo e se esteja, naturalmente, em desconformidade com o resultado. Ao resto da plebe, como Hollywood gosta de ver o mundo fora de Sunset Boulevard, não há direito a queixas e protestos. Não foram convidados à festa, têm de ficar com as sobras!&lt;/p&gt;</description>
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  <category>opinião</category>
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  <pubDate>Sat, 24 Dec 2011 07:46:47 GMT</pubDate>
  <title>The Artist - O Cinema em estado puro</title>
  <author>Miguel Lourenço Pereira</author>
  <link>https://ocinema.blogs.sapo.pt/244705.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;No&lt;/span&gt; final a simplicidade é o ingrediente mais importante de qualquer poção mágica. E Michel Hazanavicius tomou uma boa dose à medida que escrevia, planeava e dirigia um filme que complementa à perfeição todo o ideário possível e imaginário do que transforma um filme em cinema. O silencio de The Artist é mais retumbante que as mais sonoras explosões hollywoodescas. O Cinema nunca precisou da voz para ser Cinema, Hazanavicius apenas decidiu relembrar-nos isso...&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=44Yvs8eAsz4cGn9qmrIO&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd5072d79/9799791_bHzfb.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;450&quot; height=&quot;263&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ouvimos o velho projector a dançar a bobine, imaginamos o homem que Tornatore nos ensinou a amar preparado para a substituição.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Lembramo-nos de Theda, de Douglas, de Mary, de Pola, de Gloria, de Charles, de Buster, de Rudolph, de Greta, de Marlene, de Emil de nomes que hoje parecem ter perdido o sentido porque alguém imaginou que nasceram sem voz. Graças a &lt;strong&gt;The Artist&lt;/strong&gt; saimos da sala a amar, se é possível, um pouco mais esse movimento mecânico de reprodução a quem alguém um dia chamou Cinema. Essa declaração de amor é tardia e honesta e serve perfeitamente para lembrar os mais distraidos que as origens têm sempre algo de único e irrepetível que nunca verdadeiramente será entendível pelas gerações que se seguem. Durante anos ouvimos a ladainha do espectador comum, educado ao som, à cor, ao cinemascope, aos gritos e explosões atirarem pedras à simplicidade do preto e branco, à coerência do falso silencio. Foi preciso chegar &lt;strong&gt;The Artist&lt;/strong&gt; para que a maioria possa finalmente perceber o que tanto contámos aos peixes.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando o sonoro irrompeu vivia-se uma verdadeira idade de ouro, entre cineastas, actores e productores e apesar de inevitável, a mudança significou um profundo retrocesso artistico que demorou alguns anos a compor-se e que cobrou muitas vitimas pelo caminho. A história não é nova, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sunset Boulevard&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Singing in the Rain&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; já tinham aberto o caminho, mas uma optou pelo ar pesado crepuscular de uma era que se fecha enquanto outro optava pelo optimismo colorido do musical, como que o som homenageia o mudo sem deixar de ser som. &lt;strong&gt;The Artist&lt;/strong&gt; rompe com os dois precedentes. Por optar pelo melodrama sem excessivo dramatismo mas com uma profunda dose de realismo humano. E por manter-se fiel ao ideário sonoro por detrás da história que lhe dá vida.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Valentin, herói do mudo, Peppy, essa anónima que descobre que Hollywood realiza os sonhos mais inesperados, envolvem-se numa história de ida e volta em que o tempo cronologico explica perfeitamente ao mais desinformado dos espectadores o que significou essa mutação do cinema mudo à glória final do sonoro (e quando digo final, digo &lt;em&gt;do final!&lt;/em&gt;). No entanto a história de amor entre ambos, essa base moral de que Hazanavicius parte, transforma-se no escape ideal para aprofundar todo o potencial artistico que envolve o ideário de um projecto que resgata o mudo com uma naturalidade abrumadora. Em nenhum momento necessitamos da voz (não do som, esse é omnipresente) para seguir e deixar-nos envolver pelo ritmo apaixonante de uma história repetida até à exaustão e que no entanto surge, mais fresca do que nunca.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se a voz de &lt;strong&gt;Jean Dujardin&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Berenice Bejo&lt;/strong&gt; fica numa caixa de segredos, o som é parte fundamental nessa construção narrativa. Da mesma forma que os pianistas davam colorido às exibições da época, &lt;strong&gt;Hazanivicius&lt;/strong&gt; transforma-se ele mesmo num pianista &lt;em&gt;sui generis&lt;/em&gt; oferecendo a respiração intensa, o ritmo doloroso e o suspense definitiva com trechos de obras pretéritas soberbas. Que um filme mudo se lembre de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Vertigo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; para o climax e que nos deixe extasiados só mais uma vez com essa partitura memorável, significa simplesmente que a carta de amor que é este projecto extende-se ao cinema em geral e não só à era dourada do silencio ensurdecedor.&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=P9r1CGOykLOuoCPFmOdD&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B0107cbed/9799802_4LIPp.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;350&quot; height=&quot;233&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Hazanavicius&lt;/strong&gt; realiza com uma honestidade brutal, uma sensibilidade tremenda, deixando-nos captivos sem asfixiar-nos com o seu ritmo solto e livre. Ao seu serviço, desde que há 10 anos idealizou o projecto, a sua mulher - uma &lt;strong&gt;Berenice Bejo&lt;/strong&gt; tremendamente cinematográfica, encarnação perfeita do espirito da época - e o seu actor de confiança - uma impressionante, impressionante transformação de &lt;strong&gt;Jean Dujardin&lt;/strong&gt; num galã em toda a regra digna de prémios na linha do que recebeu em Cannes com toda a autoridade. Ambos levam às costas o peso visual e emocional de um filme com um cão mágico, um reparto de velhas glórias que encaixa perfeitamente na trama e um espectador siderado até ao suspiro final. Como na vida &lt;strong&gt;The Artist&lt;/strong&gt; termina começando outra vez. Assim é o Cinema, assim é um dos filmes mais simbólicos da última década.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Classificação&lt;/strong&gt;-&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=a4lgcWzygBTM9JLb3N7s&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B120750ea/9800064_ZgBDz.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;12&quot; height=&quot;11&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=h6rozKwBb00MqHeaTuCM&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba60710a1/9800095_rDpg5.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;12&quot; height=&quot;11&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=FEUuQzsbPLaESLmkikQS&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bbf07c011/9800100_aZQeU.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;12&quot; height=&quot;11&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=dUs3JNmpriNfHn2NWS5h&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B0f072035/9800104_9o59V.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;12&quot; height=&quot;11&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=FnTdvg5gG5Yi6rCI5jzV&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5607b485/9800109_7gCju.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;12&quot; height=&quot;11&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;float: left;&quot;&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Director&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;Michel Hazanavicius&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Elenco&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;Jean Dujardin, Berenice Bejo, James Cromwell&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Productora&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;Weinstein Co.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 22 Dec 2011 11:02:28 GMT</pubDate>
  <title>The Hobbit arranca em formato trailer</title>
  <author>Miguel Lourenço Pereira</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Depois&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; de todos os problemas com o financiamento do projecto que levaram à substituição de Guillermo del Toro pelo pai da criatura, &lt;strong&gt;Peter Jackson&lt;/strong&gt;, finalmente &lt;strong&gt;The Hobbit&lt;/strong&gt; ganha vida.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O filme que narra a obra original de JRR Tolkien (antes de que se aventurara no universo de&lt;strong&gt;&lt;em&gt; Lord of the Rings&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e as suas prequelas e spin-offs) chega às salas no próximo mês de Dezembro mas a campanha da promoção do filme arranca com um ano de antecipação enquanto Jackson termina a pós-produção de um dos filmes mais ambiciosos dos últimos anos. O orçamento já chega perigosamente à casa dos 500 milhões de dólares e muitos prevêm mesmo um fracasso nas bilheteiras, tendo por comparação o esmagador sucesso da trilogia original. No final, depois de muita especulação, Peter Jackson anunciou que a obra será dividida em dois filmes, estreados no espaço de um ano.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A narrativa de&lt;strong&gt; Hobbit&lt;/strong&gt; segue as aventuras de Bilbo Baggins com um grupo de anões e o guerreiro Thorin pela Terra Média onde se cruzarão com criaturas esquecidas no tempo, vilões insuspeitos e toda a magia que transformou o universo tolkiano numa referência da literatura fantástica do século XX. &lt;strong&gt;Ian McKellan, Ian Holm, Cate Blanchett, Orlando Bloom, Christopher Lee, Elijah Wood e&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Hugo Weaving&lt;/strong&gt; a que se junta &lt;strong&gt;Martin Freeman&lt;/strong&gt; como protagonista de mais uma viagem de ida e volta.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O trailer original subiu ontem à rede e já se transformou num dos clips mais vistos de 2011.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/G0k3kHtyoqc&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot; frameborder=&quot;0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <category>trailers</category>
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  <pubDate>Wed, 14 Dec 2011 14:22:23 GMT</pubDate>
  <title>A Dangerous Method - Orgasmo subjectivo</title>
  <author>Miguel Lourenço Pereira</author>
  <link>https://ocinema.blogs.sapo.pt/244233.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A&lt;/span&gt; capacidade que tem um realizador genial como David Cronenberg de surpreender é proporcional à expectativa do espectador em ser surpreendido. Quem mergulhou pelo complexo mundo de múltiplas metamorfosis para se reinventar numa espécie de Fritz Lang moderno em A History of Violence e Eastern Promisses é capaz de tudo. Com A Dangerous Method o cineasta canadiano volta a cumprir com essa sua tendência inevitável à surpresa. Num filme que fala, sobretudo, de sexo, o realizador consegue estripar qualquer resquício de erotismo ao mesmo que transforma uma luta de egos num sonho de alter-egos irreconciliáveis.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=13iH2iQgftDi8gnzsUDz&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be6076f15/9641356_OLpAz.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;450&quot; height=&quot;237&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quem se lembra da violência sexual desses orgasmos destructivos e viciantes de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Crash&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; dificilmente associa dois filmes tão distintos ao mesmo homem. A forma como &lt;strong&gt;Michael Fassbender&lt;/strong&gt; - tremendo do primeiro ao último frame - explora todos os desejos escondidos de uma &lt;strong&gt;Keira Knightley&lt;/strong&gt; superlativa, mamilo de fora, saia levantada, coxa marcada pela violência de cada golpe destinado a provocar esse orgasmo contido que em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Crash&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; explodem violentamente, era tudo aquilo que não esperávamos de Cronenberg. Talvez por isso seja tão delicioso.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Num filme sobre a origem da psicanálise, dessa relação atormentada entre dois homens de puro génio, Carl Jung e Sigmund Freud (propositadamente aqui uma personagem relegada para segundo plano) o sexo é o eixo motriz mas não o que atraia, o que estimula o que transborda de emoção. A relação carnal, tão proibida como a contenção social defendida pelo mesmo homem que desafiou todas as convicções sociais de então, é um mero veículo, às vezes até aborrecido, talvez pela estética dos protagonistas, longe de serem galãs de tempos imemoriais, talvez por ser tão brutalmente seco.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A forma como &lt;strong&gt;Cronenberg&lt;/strong&gt; conduz essas sequências encaixa perfeitamente no hermetismo clássico de toda a obra. Um arranque tão convencional como o seu messiânico fim e, pelo meio, o habitual jogo de sequências que permite explorar a grandiloquência do drama de época encaixado com o poder de sedução silenciosa habitualmente presente na obra do autor. Se algo lhe falta a Cronenberg nesta viagem é uma maior fluidez de câmara. Demasiadas vezes os cortes de plano cortam o ritmo e retiram oxigénio à narrativa como se de um sonho angustiante se tratasse, um desses devaneios empíricos e profundamente perturbantes que cortam a mais prolifera imaginação.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=mTFJsIZuzja0s97wpWwc&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5c0780a5/9641361_1Zw8O.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;250&quot; height=&quot;339&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Encontramos na relação de Jung e Freud um amor parental que, como todos, está destinado a romper-se.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A forma quase submissa como o médico suíço protestante e (in)felizmente casado com uma rica burguesa se coloca diante do pobre e influente psicanalista judeu espelha perfeitamente a relação do próprio público com o tema. Freud é, na mente de todos, uma sumidade a que se acode com um respeito que só um charuto da mais irrepreensível qualidade é capaz de confirmar. Do principio ao fim vemos nessa imagem secular um Freud que se parece mais a São Tomás de Aquino do que propriamente a um revolucionário cientifico capaz de destroçar séculos de preconceito social.&lt;strong&gt; Viggo Mortensen,&lt;/strong&gt; um dos mais completos actores das últimas décadas, soube captar esse olhar perdido de um filósofo preparado para contemplar o nada imaginando o todo que, por momentos, nos sentimos relaxados suficientemente para encostar ainda mais o acento e preparar-nos para uma sessão de viagem interior. Afinal o bilhete já está pago.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E como em tudo na vida a imagem da figura intocável, do supra-sumo do saber, perde imediato desinteresse quando é colocada em contraposição com a ambição, a crença no diferente e, sobretudo, a ousadia do pensamento alternativo que preconiza Carl Jung encarnado em &lt;strong&gt;Michael Fassbender&lt;/strong&gt; (ou será ao contrário). Não só ele é o protagonista da obra como também acaba por ser o protagonista do ideário visual que rodeia um filme onde o seu bigode é tão importante como o voo da câmara sobre o seu barco à vela. A imagem de Fassbender, num ano inesquecível, transmite esse desafio que o convencional (Freud, a estética, o movimento de camara) não entende totalmente. Ao mergulhar preferencialmente em Jung o que Cronenberg faz é recuperar o seu velho ideário de protagonistas desafiantes perante o estranho, o original, o proibido...cada sequência com a virginal esposa (essa voluptuosa &lt;strong&gt;Sarah Gordon&lt;/strong&gt;, um verdadeiro turn off visual que só Cronenberg seria capaz de desenhar) entra em conflicto com os gritos histéricos de uma &lt;strong&gt;Keira Knightley&lt;/strong&gt; mais absorvida do que nunca nessa estética que tanto seria capaz de levar a um Jung qualquer a rasgar tratados clássicos e desenhar novas formas de entender o prazer. Nesse ódio físico e atracção psicológica se tece a teia de um filme que arranca morno, adormece morno, sobrevive morno e paradoxalmente não deixa de ser extasiante.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=NvpTCK499QsTH7KVGZw9&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bcc07b89b/9641363_sULyt.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;261&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;A Dangerous Method&lt;/strong&gt; é sobretudo uma obra de perguntas sem resposta, de dilemas sem solução. As figuras imutáveis e históricas têm pouca autonomia própria e vão desenvolvendo ao ritmo de mestre de cerimónias de um Cronenberg que tem uma atracção inevitável pelo conceito do limite. Se por um lado a narrativa nos parece profundamente convencional a verdade é que é difícil de imaginar uma história tão provocadora como a do trio Freud-Jung-Spielrein nos tempos de então. Se isso não é suficiente para desfrutar de um realizador que maneja os ritmos e sensações como ninguém, há também o mais mefistofélico &lt;strong&gt;Vincent Cassel&lt;/strong&gt; de sempre e isso deveria bastar. Fica para o fim porque o melhor se guarda sempre para o último momento.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Classificação&lt;/strong&gt; - &lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=UiVRAA45ZpBvgaWZGauo&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd8071034/9641370_ZObSV.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;12&quot; height=&quot;11&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=u1lWdKd3zTsBPUfTCnrR&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be4079a4b/9641371_lTh9H.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;12&quot; height=&quot;11&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=fLSZjDWZjHBKgiRa1srA&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bfc07d00a/9641373_LZaEA.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;12&quot; height=&quot;11&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=6rSFzJO5QmDzE1kRvOz0&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1e079def/9641376_ZHeCz.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;12&quot; height=&quot;11&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Realizador&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;David Cronenberg&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Elenco&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;Michael Fassbender, Viggo Mortense, Keira Knightley&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Classificação&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;m/16&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Productora&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;Prospero Films&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>reviews</category>
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  <pubDate>Tue, 29 Nov 2011 10:41:05 GMT</pubDate>
  <title>O Futuro, segundo Scorsese</title>
  <author>Miguel Lourenço Pereira</author>
  <link>https://ocinema.blogs.sapo.pt/244206.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Chega&lt;/span&gt; um momento onde a obra escapa da mão do seu criador e torna-se objecto público, sujeito às mais admiráveis ou tristes interpretações. O autor, seguramente atontado, perde essa conexação com a sua própria criação e segue por um caminho, tantas vezes diametralmente oposto ao da imensa maioria de admiradores ou detractores. Todos temos a sensação de que as obras que mais admiramos são, de certa forma, também nossas. E todos nos arraigamos esse direito de opinar sobre algo que, realmente, é totalmente de outro.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=iRiIgPtHZmGqSYWSieJu&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba407ff1b/9493110_UeNAM.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;450&quot; height=&quot;308&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ler &lt;strong&gt;Martin Scorsese&lt;/strong&gt; é sempre apaixonante. Afinal, tudo o que tenha a ver com Martin Scorsese é tão viciante como uma melodia sem fim de Miles Davis. O grande cineasta norte-americano dos anos 70, o simbolo perfeito da evolução mais cinéfila dos Movie Brats, apresentou ao mundo a sua obra mais radical. E mostrou-se orgulhoso disso.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com&lt;strong&gt; Hugo&lt;/strong&gt; o nova-iorquino sabia onde se metia? Talvez não, mas Scorsese sempre foi assim, cineasta de riscos e de poucas certezas. Foi assim quando decidiu fazer de Robert De Niro uma estrela quase de musical em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;New York, New York.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Foi assim quando mergulhou no drama tibetano em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Kundun&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Ou quando decidiu trocar os gangs da Nova Iorque moderna pelos &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Gangs of New York&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; dos seus primórdios. Scorsese arrisca e nem sempre petisca, mas gosta de experimentar, de provar, de sentir-se vivo. Ao contrário de outros cineastas que, à medida que envelhecem, vão fazendo sempre a mesma obra (às vezes até sempre com os mesmos rostos) de Marty há sempre que esperar o inesperado.&lt;strong&gt; Hugo&lt;/strong&gt; entra nesse ritmo frenético depois de um regresso às origens com Shutter Island.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No universo scorsesiano a presença infantil é profundamente omissa e não é dificil imaginar que o homem que redesenhou o cinema de gangsters tenha tido pouco tempo para seguir uma estela que o seu amigo &lt;strong&gt;Steven Spielberg&lt;/strong&gt; aproveitou sempre muito bem. Mas como Hugo não é, desde já, um filme infantil, mas sim profundamente, humano, a mutação temática é o que menos importa nesta dissertação. O método é outra coisa.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O 3D parece ter conquistado o rei de Nova Iorque.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Scorsese&lt;/strong&gt; confessou-se apaixonado pelo sistema, reconheceu que desejaria filmar todos os projectos futuros em três dimensões e - &lt;em&gt;hellás&lt;/em&gt; - chegou mesmo a reconhecer que gostaria de ter provado o sistema em alguns dos seus filmes mais emblemáticos, como &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Taxi Driver&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;&lt;em&gt;The Aviator&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Depois de quatro anos em que o 3D tem sido vendido como a grande arme do cinema comercial para recuperar o dinheiro perdido com a pirataria online, o decrépito mercado de DVD e a profunda falta de ideias dos grandes estúdios - com sucessos consideráveis no campo da animação e acção - eis que surge um realizador de prestigio internacional, um autor reconhecido nos quatro cantos do planeta, a elogiar o novo modelo de filmagem como um passo lógico na evolução cinematográfica.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Martin não é tolo, aliás, dos cineastas contemporâneos, provavelmente ele é quem melhor conhece a origem do cinema e os passos que pautaram a sua evolução técnica e metodológica. O 3D para ele é um novo Som, um novo Cinemascope, nada mais. O realizador reconhece que os óculos tridimensionais - como sucedeu na época do drive-in - são um empecilho para os mais conservadores mas ao contrário do pensamento maioritário, o cineasta é capaz de ver algo de prático e útil na utilização das três dimensões em filmes dramáticos, melodramas ou comédias para além do que se vê até agora com um uso e sobreuso do cinema de acção de Hollywood da nova tecnologia, principalmente depois do sucesso de Avatar. Claro que, por muito reputado que seja Scorsese, não deixa de ser uma opinião muito particular. Outro nova-iorquino ilustre, um tal de &lt;strong&gt;Woody Allen&lt;/strong&gt;, já confessou que pensa exactamente o oposto. O que surpreende na afirmação de Marty é o revisionismo da sua própria obra, a tal que todos admiramos e sentimos como nossa. Imaginar &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Taxi Driver,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; com a sua vertigem visual nessas noites de insónia de Travis Bickle, em três dimensões é tão provocador que deixa o mais vanguardista sem argumentos para defender-se. E no entanto o remake de uma obra própria, com uso de novas ferramentas, é algo tão comum como o próprio cinema. Entre todos os grandes&lt;strong&gt;, Alfred Hitchock&lt;/strong&gt;, foi o que melhor soube pegar nos seus filmes &quot;ingleses&quot; e reaproveitar ideias, planos e sequências na sua, mais consensual, obra americana. O Cinemascope foi uma arma perfeita para reeditar &lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Man Who Knew Too Much&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e quanto de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;39 Steps&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; não encontramos no garrido e vertiginoso&lt;em&gt;&lt;strong&gt; North by Northwest&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=rulGssqbmZCzIzzJiABk&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B8807f8a4/9493112_8aMQC.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;157&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Claro que imaginar &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sunrise&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; com som e cor (para não falar três dimensões naquele trânsito asfixiante) é algo que não passa pela cabeça de uma maioria habituada a conservar as peças artisticas num reliqário, imutáveis à mudança do tempo. E isso que &lt;strong&gt;Abel Gance&lt;/strong&gt; tentou refazer toda a sua obra quando se encontrou com o som apenas para descobrir que ninguém o iria financiar nesse empreendimento. E que &lt;strong&gt;Billy Wilder&lt;/strong&gt; fez&lt;em&gt;&lt;strong&gt; The Apartement&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; em preto e branco e depois não soube contemplar sequer a ideia de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Irma la Douce&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; sem o intenso Cinemascope. Ou &lt;strong&gt;Ford,&lt;/strong&gt; do seco preto e branco de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Stagecoach&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; ao profundamente emotivo e visual &lt;strong&gt;&lt;em&gt;The Searchers&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, mudando o método mas nunca a essência da sua obra. Não surpreenderá ninguém que o 3D acabe por impor-se porque assim é o mercado, reciclável sempre que faz falta um dólar mais. E &lt;strong&gt;Scorsese,&lt;/strong&gt; como sobrevivente que é, sente já essa necessidade a adaptar-se ao futuro, a essa vertigem voraz de vida que sempre o encantou. &lt;strong&gt;Eastwood,&lt;/strong&gt; pelo contrário, seguramente pensará o oposto e durante algum tempo (muito esperamos) o passado e o futuro conviverão, como sucedeu entre 1926 e 1932, como ocorreu entre finais dos anos 40 e o principio da década de 60. É dificil imaginar um Bickle tridimensional mas para muitos no futuro um futuro personagem da mesma dimensão na galeria scorsesiana criado propositadamente para o 3D será sempre um ser a quem as duas dimensões ficarão, forçosamente, pequenas...&lt;/p&gt;</description>
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  <category>historia opinião</category>
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  <category>mitos</category>
  <category>apaguem as luzes</category>
  <category>cinema</category>
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  <pubDate>Thu, 17 Nov 2011 11:11:01 GMT</pubDate>
  <title>Os TCN e o lado mais triste da blogosfera</title>
  <author>Miguel Lourenço Pereira</author>
  <link>https://ocinema.blogs.sapo.pt/243872.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Sou&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; avô desta cineblogosfera. Daqueles parentes antigos que se encontram num canto da arvore genealógica em tempos imemoriais. Quando arranquei nestas coisas, na companhia de dois bons amigos, os blogs eram absolutamente desconhecidos para a maioria dos cibernautas. Em oito anos passaram-se muitas coisas, o espaço virtual evoluiu, as redes sociais mudaram a vida de muitos e um blog tornou-se algo tão fácil de se gerir como fazer um prato de massa. Em quase uma década vi muitas coisas e assisti a situações surpreendentes. O que ainda não consegui entender é o ritmo competitivo que se começa a pulsar de forma preocupante na cineblogosfera (e ficamos por aqui) portuguesa.&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=yl3WSRCOM2pBtRIMzGsc&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B940762bd/9444403_14Wp1.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;377&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Este vosso blog, o&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt; Cinema,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; está nomeado aos prémios&lt;strong&gt; TCN&lt;/strong&gt; na categoria de&lt;em&gt; Melhor Blog Individual.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É uma iniciativa interessante, divertida até, mas que corre sério risco de ser tornar em mais um espelho dessa constante guerra de auto-promoção em que se tornou um fenómeno que conheço melhor do que a maioria. Trata-se de um prémio com &lt;em&gt;background,&lt;/em&gt; com muito trabalho de organização por detrás e que merece todo o respeito e apoio. Uma iniciativa de união que facilmente se transforma em guerrilha. O Cinema foi nomeado sem ter feito campanha, sem ter nomeado ninguém e anunciando que não vai votar em nenhuma das categorias. E espero sinceramente não receber nenhum voto. O motivo é simples: não me considero digno.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Este blog é um projecto muito pessoal distanciado totalmente do fenómeno de popularidade que foi o &lt;a href=&quot;http://www.hollywood.weblog.com.pt&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Hollywood&lt;/a&gt; há cinco anos atrás, um projecto que levou à publicação do primeiro livro de cinema originado na &lt;em&gt;cineblogosfera&lt;/em&gt;. O &lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Cinema&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; é algo tão pessoal que não se rege por critérios editoriais, compromissos de periodicidade e, sobretudo, não se importa demasiado com o leitor. Não há passatempos, actividades, convites, promoções e auto-promoções. É um espaço de desabafo onde escrevo menos do que queria e que tem estado abandonado por compromissos profissionais inadiáveis. E no entanto houve leitores suficientes - e não são muitos os que por aqui passam- que consideraram que era um digno nomeado e votaram no projecto. Agradeço-lhes mas, como diria o outro, não, obrigado.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não por despeito à magnifica organização do evento. Mas porque entendo que estes prémios estão a perder o sentido que deveriam ter e começam a abrir passo ao outro lado do espelho, ao lado mais triste da nossa blogosfera.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em Portugal havia quatro blogs de cinema quando entrei nestas andanças em 2003. Hoje devem existir mais de uma boa centena, uns de melhor outros de pior qualidade, uns mais activos que outros, uns mais virados ao futuro outros pensados no passado. Correntes distintas, mentalidades distintas, propósitos distintos. Todos válidos até ao ponto em que uns começam a tropeçar nos outros para chegar a um panteão que não existe. Vencer um prémio&lt;strong&gt; TCN&lt;/strong&gt; o que é? Com todo o respeito para os seus organizadores, um bom momento de diversão no máximo dos máximos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não transforma um blog em algo melhor, em algo mais popular, em algo mais digno. Não faz do seu autor/autores melhores e mais capacitados críticos ou &lt;em&gt;bloggers.&lt;/em&gt; Isso é impossível, mais do que isso, é infantil.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vejo nestes dias pós-nomeações um ritmo frenético que relembra as reuniões em Los Angeles ou Nova Iorque no mês que medeia os nomeados à entrega dos Óscares. Aí disputam-se prémios no valor de milhões, prémios que definem carreiras, prémios que têm um prestigio próprio. O dinheiro que os Óscares movem é parte do ritmo industrial que tomou o cinema americano. Nada disso faz sentido num prémio online onde o prazer do trabalho bem feito deveria ser a única recompensa. Não vou nem posso criticar blogs por criarem sites mais depressa virados para a auto-promoção com futuros autores/críticos/jornalistas com iniciativas criadas ao milímetro para captar o público, porque eu fui o primeiro a fazê-lo há uns longínquos seis anos. O que não entendo é essa sede de protagonismo que transforma uma divertida campanha colectiva de bom humor num duelo onde não se tomam prisioneiros. Os blogs transformam-se em trincheiras, o voto é pedido como se do maná dos céus se tratasse e, mais triste do que isso, nos submundos virtuais das redes sociais, dos fóruns e chats trocam-se acusações difíceis de provar, sujam-se nomes que não têm nada a ver com esta politica de guerrilha e estabelece-se uma espécie de &lt;em&gt;inteligentzia&lt;/em&gt; superior capaz de dictaminar gostos alheios. A ideia de expressões como &lt;em&gt;&quot;nomeado digno&lt;/em&gt;&quot;, &quot;&lt;em&gt;compadrios&lt;/em&gt;&quot;, &lt;em&gt;&quot;injustiçados&quot;&lt;/em&gt; transporta-nos para uma quinta dimensão que não faz sentido neste espírito colectivo que começa a faltar de forma preocupante entre a comunidade. Quando o voto está aberto a tudo e todos, como podem existir injustiças? A voz do voto falou e a não ser que se esteja acusando a organização do evento de seleccionar nomeados, alguns autores têm de entender que, da mesma forma que dificilmente &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Shame&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; ou &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Take Shelter&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; serão nomeados aos próximos Óscares, também há blogs que podem ser do seu agrado que sejam preteridos por outros de maior agrado de quem teve o trabalho (ao contrário do que se passa comigo) de nomear.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como se de algo realmente importante se tratasse, os prémios &lt;strong&gt;TCN,&lt;/strong&gt; e imagino que os seus autores não o tenham imaginado nunca, começam a ser um pretexto para ajustes de contas, lavar roupa suja, troca de acusações e uma politica de exclusão quando deveria ser todo o contrário.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=ISBu0lEGdDh8AzVkpYqF&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba007aea4/9444406_iSD81.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;350&quot; height=&quot;172&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Até ao final do ano quem visita blogs de cinema vai ser inundado com essas petições, umas mais bem humoradas que outras, umas mais genuínas que outras, umas com mais segundas intenções que outras. Haverá blogs que tomem os prémios com humor, outros que façam disso o seu santo Graal como se o ar lhes faltasse. Capazes de entrar em conflicto com os outros nomeados e talvez, como &lt;strong&gt;Bill Murray,&lt;/strong&gt; fazer birrinha quando se anunciem os hipotéticos vencedores numa cerimónia aonde não estarei mas da qual imagino o tenso e frio ambiente que se irá respirar. O Cinema aplaude a iniciativa, como todas, mas não vai entrar nessa espiral porque quando algo se transforma numa arma de arremesso, perde toda a graça que possa vir a ter. Não acredito que, se o &lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Cinema&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; ganhasse, fosse melhor do que o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;CineRoad, Da Casa Amarela, Keyser Soze´s Place, O Homem que Sabia Demasiado, O Rato Cinéfilo, Um dia Fui ao Cinema&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e o veterano &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Royale With Cheese&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Nem que seja pior por ficar em último. E não quero acreditar que algum dos nomeados pense diferente. Espero que esse clima de diversão que uniu os primeiros blogs de cinema na &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Academia de Blogs de Cinema&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; em 2004 não tenha sido totalmente substituído por essa fome de protagonismo, essa ânsia de glória que transforma um espaço de diálogo, desabafo, criação numa ferramenta infantil de reivindicação de algo tão subjectivo como pode ser qualquer prémio.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;PS: Aparentemente o facto de eu ser &quot;avô&quot; da cineblogosfera (com gente como o &lt;/em&gt;JB Martins&lt;em&gt; ou o &lt;/em&gt;Nuno Reis&lt;em&gt;) incomoda algumas pessoas. Que tenha estado por detrás de um blog há uns anos, de uma Academia de Cinema na web pioneira e por ter escrito um livro também. Que tenha apontado uma realidade que me preocupa e que, pelo feedback dos leitores do Cinema - que não são muitos - é real, também. Este texto, escrito de forma respeituosa e expressando apenas uma opinião, foi suficiente para que o organizador dos TCN, no seu blog, publicasse um texto bastante critico (para dizê-lo de forma suave) com a minha opinião. Ele tem todo o direito á sua como eu á minha e não vou entrar em discussões públicas. Apenas reforço a minha ideia, mais do que nunca, porque a atitude defensiva de alguns cineblogers a confirma. E reforço a natureza de um texto pacifico e tranquilo que parece que ofendeu a quem não era atacado, que magoou a quem não era mencionado e que tem como simples objectivo alertar para uma realidade que não é do meu agrado. Como imagino que quem tem a mais minima pachorra de vir aqui de vez em quando seja minimante inteligente, deixo o resto á vossa consideração.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://ocinema.blogs.sapo.pt/243872.html</comments>
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  <category>cinema</category>
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  <pubDate>Thu, 10 Nov 2011 09:03:54 GMT</pubDate>
  <title>Iñarritu quer contar com Penn e Di Caprio</title>
  <author>Miguel Lourenço Pereira</author>
  <link>https://ocinema.blogs.sapo.pt/243647.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Desde &lt;em&gt;Amores Perros&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; que o cineasta mexicano &lt;strong&gt;Alejandro Gonzalez Iñarritu&lt;/strong&gt; procura incessantemente surpreender com um dos seus habituais dramas de corte humano onde os sentimentos e pedaços escuros da alma estão sempre à flor da pele. Não estranha portanto que o sucessor do doloroso &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Biutiful&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; seja a adaptação do intenso &lt;strong&gt;The Revenant,&lt;/strong&gt; uma história de ódio, traição e vingança ao bom estilo americano.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A narrativa centra-se na figura icónica de Hugo Glass, um desses heróis da Conquista do Oeste, que lidera uma batida à medida que se adentra pelas terras que rodeiam o rio Missouri. Durante uma das expedições, Glass é ferido por um urso e abandonado pela maioria da expedição à sua sorte. Dois homens ficam com ele, depois de Glass lhes prometer ouro se o levarem de volta a casa, mas estes são os mesmos que durante a calada da noite o roubam e deixam à sua mercê. Contra todas as expectativas o explorador sobrevive. E dedica o resto dos seus dias à procura dos homens que o abandonaram à morte sem piedade.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para o principal papel o cineasta mexicano, que já trabalhou com Brad Pitt, Javier Bardem, Gael Garcia Bernal e Benicio del Toro procura convencer &lt;strong&gt;Leonardo di Caprio&lt;/strong&gt; a vestir-se na pele de um explorador que resume o ideário mitológico dessa América pretérita e quase esquecida. Como sua nemésis um velho conhecido, &lt;strong&gt;Sean Penn&lt;/strong&gt;, que já brilhou com Iñarritu no inesquecível &lt;strong&gt;&lt;em&gt;21 Grams.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As filmagens só arrancam quando a dupla de actores termine com os projectos pendente, o que só será possível depois do Verão de 2012.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=7eqqHKBw2LHfNIyZzQ9K&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bce07b842/9398378_zzhzc.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;450&quot; height=&quot;265&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 08 Nov 2011 08:39:32 GMT</pubDate>
  <title>Newell adapta best-seller de McEwan</title>
  <author>Miguel Lourenço Pereira</author>
  <link>https://ocinema.blogs.sapo.pt/243328.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Depois de Sam Mendes confirmar finalmente que vai dirigir o terceiro filme da era Craig na saga 007, os productores de&lt;strong&gt; On Chesil Beach&lt;/strong&gt; confirmaram &lt;strong&gt;Mike Newell&lt;/strong&gt; como novo director do projecto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O filme adapta - pela caneta do próprio &lt;strong&gt;Ian McEwan&lt;/strong&gt; - uma das principais obras da longa lista de sucessos literários do autor britânico. Situada nos arranques dos anos 60, antes do amor livre e da revolução sexual, a narrativa centra-se na noite de núpcias de um jovem casal, ainda virgem, à procura da sua verdadeira identidade sexual. Entre os preconceitos da Inglaterra vitoriana e os sonhos inconfessáveis de ambos elabora-se uma disputa dialéctica que ameaça colocar um ponto final a algo que só agora começou&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;On Chesil Beach&lt;/strong&gt; será rodado no sul de Inglaterra a partir de Fevereiro e ainda não tem elenco definido, esperando-se novidades para as próximas semanas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=homzeMDUrMjvp1sHHLGi&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7a07ad35/9398357_tHA7N.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;450&quot; height=&quot;337&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 31 Oct 2011 14:20:37 GMT</pubDate>
  <title>Suspicion ou a anti-adaptação made in Hollywood</title>
  <author>Miguel Lourenço Pereira</author>
  <link>https://ocinema.blogs.sapo.pt/243081.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Em&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; 1940 &lt;strong&gt;Alfred Hitchock&lt;/strong&gt; aterrou nos Estados Unidos e levou para casa o único filme seu a ser galardoado com um Óscar de Melhor Filme da Academia. O sofrivel &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Rebecca&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - para os seus padrões de qualidade - não lhe permitiu vencer o prémio que nunca receberia - o Óscar de Melhor Realizador - mas tornou-o popular junto do público norte-americano. Um dos principais motivos foi a fiel adaptação do popular e homónimo romance de &lt;strong&gt;Dauphne du Maurier&lt;/strong&gt; que contribuiu fortemente para o sucesso do filme. No entanto, no ano seguinte, Hitch passaria para a posteridade, pesarosamente, por ser peça fundamental num dos exemplos mais gritantes da anti-adaptação, o falhanço absoluto em transportar a realidade de um notável argumento num triste filme por encomenda.&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=zbN5l2do7sSN4v4z5Gby&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B2f07a5e8/9361380_mbW8s.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;450&quot; height=&quot;337&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Johnnie assume que o veneno é para si. E só para si. Que a morte é a única solução para o seu gritante problema de solvência.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Lina, como sempre, perdoa-o e esquece-se rapidamente do intenso e agonizante sofrimento que até há segundos a tinham feito pensar que o seu marido queria matá-la para herdar a sua herança. Juntos abraçam-se e seguem, rumo a uma nova vida.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Este é o final de &lt;strong&gt;Suspicion,&lt;/strong&gt; segundo filme da etapa americana de &lt;strong&gt;Alfred Hitchock,&lt;/strong&gt; e provavelmente aquele que melhor funciona como ovelha na sua filmografia. Apesar do Óscar ganho por &lt;strong&gt;Joan Fontaine&lt;/strong&gt; - a sua actriz em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Rebecca&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; com quem não voltaria a trabalhar - o filme foi recebido com um pé atrás por público e critica. A razão? O assassinato do argumento original da obra&lt;em&gt; Before the Fact&lt;/em&gt; de Anthony Berkeley.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Durante anos Hitch queixou-se de que foi obrigado pela RKO a alterar o final de um livro tenso e absolutamente apaixonante sobre uma mulher que assiste, impotente, à sua tentativa de assassinato pelo marido, um playboy &lt;em&gt;serial-killer.&lt;/em&gt; A premissa inicial da obra literária atraiu de imediato o cineasta para o projecto mas os estúdios que o tinham trazido de Inglaterra impuseram um final diferente do livro. E a missão de Hitchcock era fazer com que o final fosse minimamente credível para o público que tinha lido a obra. A ideia original do cineasta nem era a da versão final mas ninguém discute - nem o próprio realizador - que o filme foi feito do primeiro ao último &lt;em&gt;frame&lt;/em&gt; com a sua chancela.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Suspicion&lt;/strong&gt; termina com esse amor eterno entre Johnnie e Linda mas a obra original revela ao leitor um assassino implacável que mata a mulher por envenenamento depois de ter sido responsável pela morte do seu melhor amigo e do seu sogro e de, pelo caminho, trair a esposa com a melhor amiga desta, a empregada e mais algumas mulheres que lhe vão passando pelas mãos. Na puritana Hollywood do código Hayes essas insinuações eram quase impossíveis e todo o rasto de infidelidade foram substituídos pela traquinice de um adulto infantil interpretado maravilhosamente por &lt;strong&gt;Cary Grant.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O actor inglês, que começaria aqui a sua história de amor com Hitchock - que duraria quase vinte anos - foi a principal razão para a RKO insistir num final mais dócil.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Grant&lt;/strong&gt; começava a tornar-se num dos actores mais populares de Hollywood depois do sucesso das suas &lt;em&gt;screwball comedies&lt;/em&gt; dos anos 30 e do tenso e apaixonante desempenho em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Only Angels Have Wings&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; de Howard Hawks. O realizador inglês conhecia e admirava profundamente Grant e cedo fez questão que ele fosse o parceiro de Fontaine nesta tenebrosa viagem. Mas longe estava ainda o anti-herói hitchockiano que &lt;strong&gt;Fonda&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Stewart&lt;/strong&gt; tão bem souberam entender na década seguinte. Este Grant era mais afável, cómico e tranquilo do que qualquer personagem de um filme do mestre do &lt;em&gt;suspense&lt;/em&gt; poderia fazer supor e transformá-lo num assassino em série era, para Hollywood, um crime de lesa majestade.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A história foi portanto alterada não sem antes &lt;strong&gt;Hitchock&lt;/strong&gt; ter imaginado um outro final, inspirado no livro original, em que Fontaine bebia o célebre copo de leite - que, confessou Hitch a Truffaut, iluminara com uma lâmpada dentro - mas não sem antes escrever uma carta à mãe em que denunciava o assassinato às mãos do infiel marido. Um final que foi gravado mas que ficou perdido nas prateleiras da &lt;strong&gt;RKO.&lt;/strong&gt; A cena final do filme foi reescrita por &lt;strong&gt;Alma Reville,&lt;/strong&gt; mulher do cineasta, e incluída nos últimos dias da rodagem quando nem sequer os actores principais sabiam como iria acabar o filme. Quando chegou ao circuito de distribuição o sucesso foi relativo e à parte do espantoso trabalho da jovem &lt;strong&gt;Fontaine,&lt;/strong&gt; o filme foi catalogado como uma entretida mas mediana obra de um realizador que em Inglaterra tinha prometido muito. O cineasta - que pela primeira vez co-produziu um filme seu - assumiu o erro e jurou nunca mais voltar a alterar o final de um argumento para agradar aos estúdios.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No ano seguinte realizou &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Shadow of a Doubt&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e não abdicou do papel de assassino de &lt;strong&gt;Joseph Cotten&lt;/strong&gt; - apesar da dúvida que deixa nos espectadores mais despistados - e a partir daí partiu sempre da premissa de que o público gosta de ser enganado, mas não demasiado. Os seus &lt;em&gt;McGuffins&lt;/em&gt;, enganos irrelevantes dentro da narrativa, fizeram escola e os seus finais passaram a ser aclamados como obras primas do suspense.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=PZEefdU3aqySiaUm2iIa&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be9073f07/9361383_MvS7j.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;350&quot; height=&quot;262&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para trás ficou a vergonha pessoal de ter traído a sua própria filosofia e um exemplo perfeito da anti-adaptação narrativa, algo que no entanto continuou a ser moeda corrente na indústria norte-americana, desejosa de trocar um bom e sério final a mais uns milhares de dólares na conta bancária. Curiosamente &lt;strong&gt;Hitchock&lt;/strong&gt;, o homem que a critica descobriu mais tarde tornou-se também no mais popular cineasta do cinema norte-americano, aliando como nenhum outro a teimosia do autor ao sucesso de bilheteira. Suspicion, como em muitas coisas, é um filme muito seu. Nesse aspecto em concreto é um anti-hitchcock, um anti-suspense e, sobretudo, uma anti-adaptação que só &lt;strong&gt;Fontaine&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Grant&lt;/strong&gt; conseguem transformar num filme imperdível.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>that´s the movies</category>
  <category>cinema</category>
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  <pubDate>Fri, 28 Oct 2011 14:02:50 GMT</pubDate>
  <title>Affleck e Damon voltam à cidade</title>
  <author>Miguel Lourenço Pereira</author>
  <link>https://ocinema.blogs.sapo.pt/242934.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;É&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; reconhecida a (rara) história de amizade que une &lt;strong&gt;Ben Affleck&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Matt Damon&lt;/strong&gt; desde a mais tenra idade e que os levou a tornarem-se num dos maiores fenómenos de precocidade de Hollywood. Depois do Óscar em 1997, pelo argumento de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Good Will Hunting&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, a dupla prometeu que voltaria algum dia a trabalhar lado a lado. A oportunidade parece ter chegado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois do sucesso de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;The Town&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; a Warner Bros convidou &lt;strong&gt;Ben Affleck&lt;/strong&gt; para dirigir um dos seus mais ambiciosos projectos para os próximos anos, um filme sobre um dos anti-heróis mais celebres de Boston, a cidade natal da dupla. O filme que será dirigido por Affleck (que também aparecerá do outro lado da camâra), protagonizado por Damon e co-produzido por ambos centra-se na história de vida de Whitey Bulger, o homem que até há meio ano era o segundo homem mais procurado do mundo pelo FBI.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Criminoso desde jovem, Bulger tornou-se numa especie de anjo da caridade dos mais desfavorecidos em Boston enquanto trabalhava como denunciante para o FBI. Essa relação permitia-lhe gerir uma pequena organização mafiosa local que se prolongou durante três décadas até que o FBI decidiu que era hora de deter o homem que tanto os tinha ajudado na luta contra as grandes familias irlandesas e italianas locais. Desde 1994 que Bulger andava desaparecido tendo sido detido no passado Verão. Com 81 anos de idade!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O filme contará com guião escrito por &lt;strong&gt;Terence Winter&lt;/strong&gt; (e, supõe-se, algo de dedo da dupla maravilha de Boston) e no elenco aparece igualmente confirmado&lt;strong&gt; Casey Affleck&lt;/strong&gt;, irmão mais novo de Ben, sendo de esperar que ao longo do próximo ano se vão juntando caras conhecidas da Pearl Street Films, productora criada pelos amigos nos anos 90.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;WB&lt;/strong&gt; pretende estrear o filme em 2013 e o projecto pode antecipar-se à tão falada estreia como director de Damon,&lt;strong&gt; The Trade&lt;/strong&gt;, uma comédia dramática sobre dois célebres jogadores de baseball dos New York Giants, acusados de swing, que continua a sofrer com a pouca vontade dos protagonistas em colaborarem com a dupla na elaboração do guião.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=1VOdrA2ZjZao4eZ91azF&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6107f242/9337471_nANUp.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;450&quot; height=&quot;365&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <category>noticias</category>
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  <pubDate>Wed, 26 Oct 2011 13:42:54 GMT</pubDate>
  <title>Pitt produz e co-protagoniza novo filme de McQueen</title>
  <author>Miguel Lourenço Pereira</author>
  <link>https://ocinema.blogs.sapo.pt/242630.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Depois&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; do sucesso de &lt;strong&gt;Shame&lt;/strong&gt; no circuito de festivais, o britânico &lt;strong&gt;Steve McQueen&lt;/strong&gt; confirmou o seu estatuto de enfant-terrible do cinema europeu. O seu próximo projecto, &lt;strong&gt;Twelve Years a Slave,&lt;/strong&gt; automaticamente passou de projecto desconhecido a mina de ouro. E um dos milionários de Hollywood decidiu juntar-se à ideia.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Brad Pitt&lt;/strong&gt; anunciou que a sua productora Plan B será responsável por produzir o novo filme do cineasta, a rodar no próximo ano no Louisiana, e garantir os contratos de distribuição dos dois lados do Oceano. Ao mesmo tempo o actor, que este ano é tido já como um dos mais sérios candidatos a um Óscar que nunca ganhou pelo seu papel em &lt;strong&gt;Moneyball,&lt;/strong&gt; decidiu que também será co-protagonista do filme inspirado na obra de Solomon Northrup.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A história de &lt;strong&gt;Twelve Years a Slave&lt;/strong&gt; centra-se na experiência um escravo negro, o próprio autor, raptado em 1841 por milicianos a soldo de uma fazenda no sul do Louisiana e transformado em escravo durante uma dúzia de anos até à sua eventual libertação em 1853. O filme será protagonizado por &lt;strong&gt;Chiwetel Ejiofor&lt;/strong&gt; e no elenco aparece igualmente, num papel ainda por confirmar, o habitual parceiro de McQuenn, o britânico &lt;strong&gt;Michael Fassbender.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A estreia do filme deverá acontecer na Primavera de 2013.&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=rJ5cv2uBRgpy26DRLZ9C&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bfb07b77b/9337327_bTrRT.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;450&quot; height=&quot;337&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 17 Oct 2011 08:57:04 GMT</pubDate>
  <title>O Decameron de Woody</title>
  <author>Miguel Lourenço Pereira</author>
  <link>https://ocinema.blogs.sapo.pt/242265.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Em&lt;/span&gt; 1976 o então jovem promissor Woody Allen estava prestes a transformar-se no autor por excelência da comédia intelectual que começava a ganhar sérios adeptos nos bairros mais progressistas de Nova Iorque. Atrás de si vinha já uma filmografia curiosa, repleta de detalhes que começavam a mostrar um verdadeiro sentido de genialidade. Mas foi nesse Outono que na cabeça de Woody se começou a desenhar a obra que iria, definitivamente, marcar um antes e um depois na sua filmografia: Anhedonia.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=sSiAgpt3MbJ3uWRpghQZ&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf407810d/9297340_4OfEl.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;450&quot; height=&quot;252&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Claro que ninguém conhece este curioso filme com titulo de medicamento para patologias mentais (segundo a wikipédia é um termo psicológico para descrever a incapacidade de ter prazer em alegrias quotidianas) porque semanas antes de apresentar o filme ao público, a productora e o cineasta chegaram à conclusão que era preciso encontrar outro chamariz. Optaram pelo nome da personagem feminina protagonizada por &lt;strong&gt;Diane Keaton&lt;/strong&gt;, eixo central dos delirios, já habituais, de um Alvy Allen que se inspirou em Diane, ela Hall na realidade antes que Keaton, para dar corpo e alma à sua obra. O filme acabou por se tornar num icone progressista à americana, venceu os únicos Óscares que Woody tem guardados junto às caixas de sapatos do seu armário, e demonstrou como o poder do marketing pode com tudo, mesmo com a ousadia.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Talvez &lt;strong&gt;Allen&lt;/strong&gt; não imaginasse que 35 anos depois tivesse de passar, uma vez mais, pelo mesmo processo de reconstrução criativa que o levou de uma patologia a outra, numa série esquizofrénica de obras-maestras que o redefiniram como um dos cineastas norte-americanos mais globais da história moderna. Foi preciso viajar à Europa, a sua casa espiritual desde há muito, para voltar a ter de reinventar-se antes de aterrar nas salas de cinema. Ao contrário do pecado original, confuso até para os mais intelectuais do Village por onde pululava, o problema que Woody encontra com o seu novo filme é um reflexo da profunda ignorância cultural que hoje é uma realidade indismentível até na própria Europa. O Velho Continente sempre teve esse preconceito - de certa forma aceite sem resmungar pelos próprios americanos - de que era a biblioteca de Alexandria dos dias modernos, a continente onde a cultura e o conhecimento, como os cogumelos, crescia com uma facilidade espantosa face à barbárie das pradarias do outro lado do Atlântico. Ora essa Europa utópica, que nunca existiu, é agora uma Europa orfã, entre outras coisas, de conhecimento. De cultura. Uma sociedade entregue ao consumo imediato, ao estado social grátis e, sobretudo, à sabedoria de bolso, que é incapaz de analisar e entender um titulo mais complexo do que aquele que venha com parte 1, 2 e três. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Allen&lt;/strong&gt; não esperava isso dos seus admirados europeus. Quão enganado andava.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O seu próximo filme, uma homenagem felliniana, o seu grande mentor temporal, transformava Roma na sua nova Londres, Barcelona ou Paris.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma cidade europeia cosmopolita, repleta de vida social e de icones culturais. Uma cidade a ferver com o amor à arte, à cultura e à sabedoria milenar. Uma cidade que o iria entender como poucos, ele também um simples judeu amante de jazz e nomes pretéritos, mas que, feitas as contas, vive num mundo distante do seu.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;The Bop Decameron&lt;/strong&gt; era o titulo de trabalho do seu projecto de Outono (como &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Annie Hall&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; o foi), um filme onde dois casais, um americano e outro italiano, deambulam pela &lt;em&gt;Cittá Eterna&lt;/em&gt; sem nunca se cruzarem mas vivendo episódios similares. Um filme com um elenco de estrelas, como é hábito, onde &lt;strong&gt;Penelope Cruz&lt;/strong&gt; se transforma em &quot;Mamma Roma&quot; de busto proeminente &lt;em&gt;a la Loren&lt;/em&gt;, e em que há até espaço para o mais culto e eclético dos artistas europeus,&lt;strong&gt; Roberto Benigni,&lt;/strong&gt; aliar-se ao seu alter-ego americano nesta história de cineastas cultos e esquizofrénicos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas nem a presença do grande e imenso poeta das esquerdas italianas impediram Allen de se desfazer da sua reminiscência a Bocaccio e o seu mitico &lt;strong&gt;Decameron&lt;/strong&gt;, já adaptado ao cinema por Pasolini nos anos 70. Allen viu o filme e ficou impactado com a crueza da obra do cineasta italiano e quando soube que o seu próximo projecto seria em Itália a ideia de homenagear a &lt;strong&gt;Pasolini&lt;/strong&gt; (mais do que a Bocaccio) ganhou forma. Mas à medida que as filmagens iam decorrendo a productora e o cineasta começaram a descobrir uma dura realidade: ninguém sabia sequer o que Decameron era.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O nivel de ignorância cultural na Itália de Berlusconi é proporcional ao tamanho dos decotes das apresentadores de televisão, aos processos arquivados contra o omnipresente primeiro-ministro e, é preciso dizê-lo, à qualidade do último trabalho do nova-iorquino, o já inesquecível e tão recente &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Midnigh in Paris&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Incrédulo, Woody parecia não acreditar quando as pessoas que contactava na indústria cinematográfica italiana (e os seus distribuidores europeus que lhe permitiram uma segunda juventude) não só desconheciam os Decameron originais (a obra escrita e a obra filmada) como os que sabiam de que se tratava o filme pensavam que Bop seria apenas uma versão actualizada do livro erótico de Bocaccio (algo tão insuspeito num homem que fez da masturbação a sua actividade sexual mais reconhecida) e não um titulo de livre inspiração e homenagem. Onde estava a parte 1, 2 e 3 pareciam pensar?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=q4kgAsWr2RDZCKZ6cghr&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bbd07aff3/9297342_tEZjj.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;350&quot; height=&quot;262&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como o cinema é uma arte mas também uma indústria que necessita tornar-se rentável a Allen foi colocado o mesmo problema daquele Outono de 76. E acabou por mudar o titulo de trabalho para &lt;strong&gt;Nero Fiddled,&lt;/strong&gt; um nome que invoca outro lado de Roma (mais destructivo podemos supor) e menos proclive a confusões que não seriam reais se a Europa ainda fosse aquilo que nunca foi mas sempre tentou parecer que era.  Depois de um filme a transbordar de conhecimento e cultura como foi a sua última aventura parisina, ninguém espera que o cineasta repita a dose em versão italiana, por muito tentado que seja a fazê-lo. O público, mesmo o dele, não aguentaria duas doses consecutivas de entretenimento cultural num mundo onde o entretenimento se tornou o pão e o vinho e o cultural o guardanapo a que se limpa a boca. A ignorância nas salas de aula, nos programas televisivos, nas tertúlias cibernéticas (as outras parecem cada vez mais utopias dentro da utopia) é de tal forma gritante para as gerações de hoje que o estranho é saber de quem e o que é &lt;em&gt;Decameron&lt;/em&gt; e não o contrário. O conhecimento tornou-se um peso, um karma social face à estupidificação da imensa maioria, daqueles que trocam os clássicos pelo novo&lt;strong&gt;&lt;em&gt; Twilight,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; daqueles que deram razões a Lucas e Spielberg e à sua cultura de blockbuster e que hoje seriam incapazes de identificar em&lt;strong&gt;&lt;em&gt; Annie Hall&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; aquele homem com quem Alvy falava e que, de certa forma, previu tudo isto. Um tal de &lt;strong&gt;Marshall McLuhan.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>historia opinião</category>
  <category>opinião</category>
  <category>cinema</category>
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  <pubDate>Thu, 06 Oct 2011 11:04:07 GMT</pubDate>
  <title>A Mitologia de Jobs</title>
  <author>Miguel Lourenço Pereira</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Acreditava&lt;/span&gt; que as pessoas viviam para deixar a sua marca no universo. E viveu de acordo esse preceito até ao último suspiro. Steve Jobs foi muito mais do que o homem que nos fez mergulhar de cabeça no universo digital. O homem que revolucionou os conceitos mais básicos da existência humana. Esse lado mediático sempre ofuscou a sua profunda imagem de crente na perfeição e no sentimento humano como marca indelável de uma existência única. Apesar do sucesso da Apple talvez o projecto que melhor soube captar a verdadeira essência do seu pensamento chamou-se Pixar e permitiu-lhe provar a si mesmo que não estava enganado.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=hCONSTjwzCBZ2jGmLr4e&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B3d07ed2d/9248891_gFEFK.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;450&quot; height=&quot;401&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se o mundo se definisse exclusivamente por números seria elementar olhar para a&lt;strong&gt; Pixar&lt;/strong&gt; e descobrir aquele que foi, provavelmente, o mais bem sucedido negócio e investimento da história do cinema. Em 25 anos de vida o pequeno estúdio, filho dos deserdados da Lucasfilm, conseguiu alcançar mais de 6 mil milhões de dólares em receitas de bilheteira a que se juntam uma trintena de Óscares, Globos de Ouro e Grammys. Números bonitos para uma geração que olha sempre para o embrulho antes de imaginar o que está por detrás.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas essa não era a Pixar de &lt;strong&gt;Steven Jobs&lt;/strong&gt;. Não que ele não fosse um dos mais bem sucedidos empreendedores da história. Também por isso a Pixar soube ser uma empresa solvente, orientada para nichos de mercado por explorar e, sobretudo, estruturada de forma a manter uma dificil mas possível conjugação entre o aspecto monetário e a liberdade criativa.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A Pixar de Jobs é a do olhar inesquecível de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;WALL-E.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Da angustiante emoção de cada momento do drama de um pai em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Finding Nemo.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Ou da ternura humana por detrás de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Toy Story&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Up!.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; A Pixar de Steve Jobs é a empresa que espelha na tela, para milhões de adeptos anónimos, os seus ideais. O homem que foi despedido da empresa que fundou, que se soube reinventar sendo fiel ao seu ideário e que depois voltou para fazer história ao mesmo tempo que lutava contra o seu próprio fado, o seu relógio destructivo que aprendeu a compreender, a estimar e a encarar com a tranquilidade de uma onda que abraça um longo areal sem preocupações maiores do que chegar e descansar.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Jobs&lt;/strong&gt; será hoje relembrado como o génio informático que foi.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Muitos demorarão a entender o seu papel no grande salto que o cinema deu nos últimos 25 anos. Não foi ele que inventou o cinema de animação ou a aplicação dos efeitos visuais em grande escala. Não foi um pioneiro técnico mas acabou por tornar-se, talvez sem querer, num verdadeiro icone humano num meio despiedado. O sucesso da sua Pixar, uma empresa sediada no Sillicon Valley que ele ajudou a popularizar nas suas etapas applenianas, é o sucesso do modelo de média empresa, de ambiente familiar, relaxado e onde os valores humanos estão sempre em primeiro lugar.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Soube rodear-se de gente que partilhava a sua filosofia de vida, apoiou as inovações técnicas que os seus especialistas iam lançando e ajudou a defender essa imagem de inocência que, a pouco e pouco, a &lt;strong&gt;Disney&lt;/strong&gt; ia perdendo. No final acabou por ser o principal responsável de uma fusão histórica entre o passado e o futuro do cinema de animação talvez por ser o único denominador comum possível entre a grandeza de uma Disney desorientada (como estava a Apple quando a resgatou em 2001) e o espirito inovador e irrequieto da Pixar do século XXI.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A &lt;strong&gt;Pixar&lt;/strong&gt; já existia desde 1979 e durante alguns anos fez parte da multinacional informática que George Lucas criou à volta do seu fenómeno Star Wars. Mas o destino desta equipa estava noutro lugar e foi quando Jobs entrou no barco que a ancora finalmente deixou de prender o navio à costa e permitiu conhecer terras longinquas e nunca vistas. Jobs era um genuíno admirador dos seus productos, fosse um ipad ou um Mac de primeira geração. Mas sempre demonstrou uma compreensivel ternura pelos filmes que, ano após ano, ajudaram a redefinir o cinema de animação e a própria Hollywood. Antes de Jobs nem mesmo nos dias de Walt Disney se equacionou que um filme animado fosse considerado uma profunda referência, um filme até mesmo oscarizável. O trabalho da Pixar na última década quebrou mil e um tabus e mesmo quando Jobs já era uma figura quase ausente, entre a sua luta pessoas e o seu renascer na Apple, a sua figura sempre surgiu como a principal referência de &lt;strong&gt;Lassater, Docter, Unkrich&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;Bird&lt;/strong&gt;, os homens que deram forma aos seus sonhos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Homens como J&lt;strong&gt;obs&lt;/strong&gt; deixam um legado que eterniza a sua figura. A sua importância na história da Humanidade estará sempre ao nível de Newton, Galileu ou Edison. No meio de tanta obra marcante para muitos o cinema possa parecer um aspecto menor. Mas o mais provável é que, no futuro, quando os seus Mac ou iTouch sejam, inevitavelmente, colossos de uma outra era, a imagem de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;WALL-E&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; no espaço continuará a ser aquele que melhor define o ideário de um homem que olhou para a morte e não lhe teve medo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=iHlTeWtoc2zwp3HGB8So&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bea07542e/9248890_nrVd0.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;388&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description>
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