Terça-feira, 16 de Agosto de 2011

O ciclo repetitivo de Egoyan

A linguagem hibrida e monótona da filmografia de Atom Egoyan ajuda a antecipar, em muito, os seus twists finais. Quando um realizador não logra criar um elemento de tensão e expectativa, deixando demasiadas peças do puzzle por explicar, tornam-se inevitáveis os bocejos e olhares de desespero quando arrancam os créditos finais. Chloe e Exotica, dois filmes tão similarmente familiares da sua filmografia, caem nessa condição de querer ser mais do que realmente são. Como presentes caros, mas sem real valor, são apresentados com pompa e circunstância mas, tanto um como outro, acabam completamente esvaziados de personalidade.

O plano final de Chloe sobra. Como muitas das sequências do filme que o cineasta arménio decidiu incluir neste particular remake do original francês Nathalie. Se na versão original o ritmo era muito mais pausado e sério - e talvez por isso, menos impositivo - a forma como Egoyan conduz o final do seu mais recente filme é um espelho fiel da sua linguagem cinematográfica. Nada de novo.

Egoyan é capaz de obras interessantes e Ararat e The Sweet Hereafter são prova disso. Mas também faz parte desse grupo de autores (a lista é infindável e vai de van Sant a Jarmush) que dá a sensação de ter-se mais em conta do que seria possível imaginar. Quando um cineasta decide os tempos da narrativa decide também o ritmo de percepção do espectador. Egoyan, como tantos outros, esquece-se do espectador e filma para si, com os seus tempos. E perde-se numa teia de enganos em que o próprio autor acaba perdido.

Deslindrar o que está por detrás de Chloe é mais fácil do que se possa imaginar e nem é preciso ver a versão original. Afinal, o guião é de tal forma linear e supérfulo que os twists que vão marcando os tempos se transformam em pesarosos sinais de desalento. O ritmo sôfrego e desconcertante não ajuda a aquecer o público e a chama original de provocação rapidamente cai em clichés. A estas alturas Egoyan deveria saber que a nudez, por si só, já não é suficiente para manter o público alerta. Nem mesmo se se trata de uma rising star feminina que tão bem cai no goto do público adolescente mas que ainda não é capaz de demonstrar uma profundidade artística suficiente para ombrear com os registos de dois nomes como Julianne Moore e Liam Neeson. Mas esse ar angustiado e desconcertado de Chloe não é novo. Dezasseis anos depois o cineasta comete os mesmos falhos que transformaram Exotica, o filme que o lançou para a ribalta, num desses casos de amor ódio para tantos cinéfilos.

 

Em Exótica também havia pretensões, twists, subplots, surpresas de última hora e uma fortíssima conotação sexual.

Os mesmos argumentos, as mesmas áreas, os mesmos enganos. No thriller protagonizado por Mia Kirshner (então uma versão perfeitamente plausível de Amanda Seyfried alternativa dos anos 90) e Bruce Greenwood também havia um homem de meia idade e uma quase adolescente. Também havia esse clima de hermetismo e claustrofobia que só os espaços fechados são capazes de proporcionar. Não era um quarto de hotel mas sim uma pista de dança, de strip. O strip de Kirschner seria um prelúdio do de Seyfried? Muito provavelmente.

Chloe não é uma ideia original como foi Exotica mas move-se nos mesmos becos escuros. A surpresa final de Exotica não difere da de Chloe porque é igual de expectável enquanto carece do mesmo vazio de lógica que deixa o espectador a montar peças de um puzzle que não existem. Egoyan sorri na sua complacência consigo mesmo, tantos como ele fazem o mesmo, mas é incapaz de entender que um filme, como um livro, só termina quando é visionado pelo olhar alheio. Ao fechar-se no seu mundo de faz de conta, no seu mundo de frustrações e enigmas, Egoyan faz de duas premissas bastante interessantes dois filmes aborrecidos e fraudulentos. Esse engano consciente do cineasta é, por si só, o pior dos seus crimes. Quando ambos os filmes - com década e meia pelo meio - chegam ao fim, a sensação é exactamente a mesma, a descrença repete-se e o rótulo de flop faz todo o sentido. Porque, como acontece demasiadas vezes, ambos os filmes partem da premissa certa para chegar à conclusão errada. Ambos usam a isca certa para pescar no mar errado. O público de Egoyan não é o público de Mamma Mia! para ficar satisfeito com o corpo nu de Seyfried quando mais despido está o esqueleto de uma história macabra de enganos que parte da premissa correcta de que o mundo conjugal assenta, tantas vezes, numa pirâmide de mentiras, para terminar na sofreguidão de um vulto inexpressivo e um pente sem passado.

 

Entre Exotica e Chloe o cineasta radicado no Canadá fez Where the Truth Lies. Um filme que resume tudo o que de mau têm estes dois filmes e que reforça ainda mais a ideia deste artigo. Mas se essa espécie de projecto de filme noir ao menos assumia desde o minuto um que era uma fraude humilde de um género grandioso na sua contenção, tanto Chloe como Exotica presumem de um ar desafiante de superioridade moral que se desfaz à primeira brisa de vento.

 

 

O Cinema agradece a paciência dos seus leitores depois destas semanas de férias. A partir de hoje o blog retoma o seu ritmo habitual de publicação com novidades no horizonte.

 


Autor Miguel Lourenço Pereira às 14:37
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Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

E em 2009 (II Parte)

ALICE IN WONDERLAND

 
Não se sabe ainda se o hiper-activo Tim Burton decidirá lançar Alice in Wonderland ainda em 2009 ou se esperará a 2010. Seja qual for a sua escolha, o projecto será sempre um dos mais polémicos e interessantes do ano.
 
Burton recupera aqui a fabulo de Lewis Carroll sobre uma jovem que atravessa um espelho mágico para cair num mundo fantástica onde tudo parece ser ao contrário. O projecto tem sido guardado no segredo dos deuses, mas as filmagens estão prestes a terminar, pelo que a estreia em Dezembro é altamente provável.
 
Como protagonista estará a praticamente desconhecida (vimo-la em Defiance) Mia Wasikoswka como Alice, e ainda Johnny Depp, Michael Sheen e Anne Hathaway como secundários de luxo.
 
THE MESSANGER
 
Foi um dos destaques de Sundance e venceu o prémio a Melhor Argumento (para alguns soube a pouco) em Berlim. E é automaticamente um dos projectos mais esperados para 2009. Trata-se de The Messanger, um filme sobre um soldado veterano da guerra do Iraque, que depois de ser desmobilizado, é encarregado pelo exército de visitar os familiares de todos os soldados mortos para comunicar-lhe o seu falecimento.
 
Um drama que o leva a olhar com outros olhos para os conceitos de pátria e guerra e acaba por servir como catarsis dos seus próprios traumas. Woody Harrelson e Ben Forster protagonizam o projecto que certamente ainda dará muito que falar este ano.
 
THE SOLOIST
 
Outro caso como The Road.
 
O filme foi durante vários meses citado como candidato sério aos prémios de final de ano e acabou por ver a sua data de estreia adiada para finais de 2009. Protagonizado por Jamie Foxx e Robert Downey Jr., o filme segue a vida de um músico que capta a atenção de um jornalista que decide fazer dele uma estrela. A pequena diferença é que ele não é um músico qualquer: é um sem abrigo esquizofrénico.
 
O filme de Joe Wright conta ainda com Catherine Keener e Tom Hollander no elenco e será uma aposta forte para os amantes do melodrama com tons musicais.
 
LOS ABRAZOS ROTOS
 
É um dos poucos realizadores europeus que cai bem a Hollywood. Já esteve nomeado ao Óscar de Melhor Realizador e tem vindo a conseguir nomeações sucessivas em categorias chave para os seus últimos projectos. Pedro Almodôvar está de regresso.
 
Los Abrazos Rotos junta-o de novo com Penélope Cruz, Lola Dueñas e Blanca Portillo, que já tinham marcado presença em Volver, e ainda com o actor Luís Homar. Juntos encenam um filme que se desenrola entre a capital espanhola e as ilhas Canárias e que funciona como thriller noir com os típicos traços obsessivos do realizador castelhano.
 
ROBIN HOOD
 
É um dos grandes pontos de interrogação do ano. Ou do próximo.
 
Não tem data de estreia, e começa a ser filmado em Abril. Pode ser adiado sine die ou revelar-se como um dos blockbusters do ano. Trata-se do novo filme de Ridley Scott, uma aventura original sobre a lenda de Robin Hood. O filme chamava-se Nottingham mas Ridley Scott alterou os planos e transformou-o em Robin Hood. O heroi é o mesmo.  Russell Crowe que dará vida ao arqueiro que roubava aos ricos para dar aos pobres.
 
As últimas alterações no projecto tem deixado todos expectantes, bem como as variações que já tem sofrido o projecto. Certo é que Cate Blanchett será Lady Marian e Mark Strong como Guy de Gisborne acompanham o australiano.
 
UP
 
Obviamente que a Pixar recolhe todas as atenções quando anuncia um novo projecto. O estúdio tem sabido manter o nível ano após ano, projecto após projecto. Resta saber se Up continuará a tradição e superará o mega-sucesso de WALL-E.
 

O filme estreia em Maio e será certamente um dos mais falados de todo o Verão. Parte na pole-position no mundo da animação (as primeiras sensações são positivas) mas o interessante será ver se, tal como o seu antecessor, será capaz de se introduzir por mérito próprio no mundo do cinema live-action. Mesmo que acabe por terminar relegado para o gueto que o cinema norte-americano dedicou aos filmes animados.

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Autor Miguel Lourenço Pereira às 04:40
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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

E em 2009 (I Parte)

Terminou a temporada de 2008 com o vencedor esperado mas muitos já tem a cabeça colocada no final deste ano. Normal, não estivesse 2009 marcado por regressos esperados de realizadores de culto, projectos falados há vários anos que chegam à luz do dia e as eternas surpresas que inevitavelmente aparecem.

 
Esta pequena lista não pretende, de nenhum modo, antever quem serão os grandes candidatos do próximo ano. Até porque as surpresas existem sempre (há um ano ninguém sabia nada sobre Slumdog Millionaire) e porque o fantasma de filme esperado já assombrou mais de um forte candidato (que o diga Benjamin Button).
 
No entanto aproveitamos a ressaca da cerimónia para lançar para o ar a lista dos doze projectos (seis hoje, seis amanhã) que, hoje, mais provavelmente marcarão o ano de 2009…excluindo as cartas guardadas na manga pelos estúdios e os “underdogs” que procurarão capitalizar o efeito Slumdog.
 
THE HUMAN FACTOR
 
Pela primeira vez em vários anos a Academia ignorou quase por completo Clint Eastwood. E em dose dupla. No entanto o cineasta estará de regresso em 2009 com aquele que é provavelmente o mais forte candidato no dia de hoje. Porque é um filme com a trademark de Eastwood. Por conta com um excelente elenco. E porque é um biopic sobre uma das personagens do século XX: Nelson Mandela.
 
The Human Factor centra-se na queda do Apartheid, e na forma como Mandela foi eleito como o primeiro presidente negro da África do Sul. O filme recupera episódios da vida do político, encarcelado durante quase três décadas, e trata a temática do racismo num dos maiores países do “Continente Negro” utilizando por base a realização do primeiro mundial de rugby no país, a primeira grande prova de união politica entre negros e brancos. Morgan Freeman (quem senão) volta a trabalhar com o cineasta dando corpo ao estadista enquanto que Matt Damon será o seu contrincante.
 
O filme tem guião de Anthony Peckham a partir do livro homónimo de John Carlin e tem estreia marcada para Dezembro.
 
PUBLIC ENEMIES
 
Michael Mann regressa em força com um elenco de luxo e uma história de eleição. Public Enemies centra-se no final dos anos 20, quando o governo norte-americano criou uma divisão especial destina a capturar os mais perigosos criminosos do país. A divisão era comandada por um jovem J. Edgar Hoover, e seria o primeiro passo para o nascimento do FBI. E o seu primeiro grande alvo a abater foi John Dillinger, um dos mais temidos criminosos da história criminal norte-americana.
 
Juntar Johnny Depp e Christian Bale, dois dos grandes “monstros” da actualidade, sob o mesmo palco – e contar ainda com secundários de luxo como Billy Crudup – é um atractivo suficiente para fazer do filme um dos projectos mais antecipados do ano. A estreia está agendada para Maio, de forma que será previsível que se torne num dos blockbusters do ano. Resta saber se chegará “vivo” à temporada de prémios.
 
NINE
 
Pegar no sucesso de Federico Fellini, 8 ½ e adaptá-lo ao som da Broadway. Assim é Nine, nova incursão de Rob Marshall, autor do vencedor do Óscar de Melhor Filme em 2002 Chicago. O filme conta com um elenco de luxo (Daniel Day-Lewis, Judi Dench, Nicole Kidman, Penélope Cruz, Marion Cottilard e Sophia Loren) e guião escrito pelo falecido Anthony Mingella. Garantias de sucesso num projecto que não deixa de ser um forte risco, já que passar da Broadway a Hollywood é sempre um processo complicado.
 
O filme centra-se na figura de Guido Contini, um realizador em crise existencial que se vê envolto num mundo surreal por onde passeiam todas as figuras marcantes da sua vida…particularmente as mulheres que mais o marcaram.
 
Tem estreia agendada para Dezembro e aparece como favorito para os mais nostálgicos do género musical, que desde 2002 não voltaram a ver um filme do género optar aos prémios mais importantes do ano.
 
THE LOVELY BONES
 
Depois de The Lord of the Rings, Peter Jackson quis cumprir um sonho. Realizou um King Kong quase imaculado mas nem o público nem a critica o compreendeu verdadeiramente. Envolto agora mais na tarefa de produtor (está por detrás de The Hobbit e The Adventures of Tintin), 2009 marca o regresso do neo-zelandês à realização. Ao velho estilo de Jackson.
 
The Lovely Bones é um drama fantástico, bem ao estilo do cineasta que começou por ser um dos nomes maiores do cinema gore. Uma jovem assassinada contempla desde o Céu a vida da sua família traumatizada, bem como a do seu assassino, enquanto vive dividida sobre utilizar os seus poderes para vingar a sua morte ou para ajudar a sua família a recuperar do trauma da sua perda.
 
Um filme que gerou alta expectativa e que conta com um óptimo elenco (Rachel Weisz, Mark Whalberg, Saiorse Ronan, Susan Sarandon) que fazem com que seja um dos projectos mais antecipados do ano, isso se o estúdio não o decidir adiar até 2010.
 
SHUTTER ISLAND
 
Quem também está de regresso é Martin Scorsese. No seu primeiro projecto pós-Oscar (esquecendo o documentário Shine a Light, claro), Scorsese volta a ser ele próprio. Violento, intenso e trepidante. Shutter Island resume a filosofia do cineasta nova-iorquino e volta a junta-lo a Leonardo Di Caprio, o seu novo actor fetiche, num elenco que inclui igualmente Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Emily Mortimer e Michelle Williams.
 
O filme segue as investigações de um detective que persegue um assassino em série que escapou de um centro psiquiátrico de alto nível e está escondido algures na remota Shutter Island.
 
Um projecto com estreia antecipada para Outubro de quem se fala que pode inclusive estar presente em Veneza.
 
THE ROAD
 
Esteve para ser uma das mais fortes apostas para este ano de 2008 mas acabou por ser adiado por problemas de pós-produção. E volta a entrar nas listas dos favoritos. Trata-se de The Road, projecto baseado num dos mais lidos livros de Cormac McCarthy (autor de No Country For Old Men), uma história apocalíptica sobre o fim do Mundo e a incerteza que se lhe segue para os poucos humanos que sobreviveram ao cataclismo.
 
Um filme que provavelmente cairá melhor à critica que ás grandes associações, The Road conta com Viggo Mortensen, Charlize Theron e o jovem Kodi Smith-McPhee (filho de Will Smith que já vimos em Pursuit of Happiness) sob as ordens de John Hillcoat.
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Autor Miguel Lourenço Pereira às 10:38
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